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Passou da hora de falar a verdade: gente, o orkut não é território livre. O procurador que resolveu detonar as comunidades que fazem apologia a temas racistas, pedófilos e adictos merece um milhão de elogios. Atitude de quem tem consciência do seu papel social e da geração de pervertidos que está sendo criada via orkut. Palmas e mais palmas para ele!
Achar que só por que o que você diz não está no mundo concreto e palpável não é real, sinceramente, ou é estupidez ou ingenuidade ou caráter deplorável. No caso das comunidades combatidas, a terceira opção é, de forma disparada, a mais convincente. O mundo virtual (blogs, mails, orkut, MSN) são mera extensão do real, desse papel de jornal que você está pegando agora. . Existe um servidor que registra tudo, armazena tudo e, no caso de qualquer problema, alguém pode e deve ser responsabilizado por todo deslize. É assim que as coisas funcionam.
Se você tem um perfil fake (os falsos do orkut, que não têm uma pessoa que assume o que determinado profile diz), saiba que basta um mínimo de inteligência e conhecimento técnico para chegar à sua identidade real. Confesso meu completo analfabetismo em questões intrínsecas ao funcionamento de hardware e softwares em geral, mas, conversando com amigos que entendem do assunto, me disseram que o IP (espécie de RG único e exclusivo de cada computador) é fácil de rastrear. Se não for pelo IP (no caso do cara acessar por meio de lan houses, escolas, bibliotecas, trabalho e computadores de uso coletivo afins), dá para seguir quem convidou quem a entrar no site de relacionamentos e chegar ao convite que originou o fake em questão. Mais fácil que tirar doce de criança. Mole, mole...
Comunidades como as que pululam no orkut são de um péssimo gosto e, além disso, se caracterizam como crime. Envolvem temas que causam repugnância a qualquer ser humano com um pingo de decência e vergonha na cara. Não dá para aceitar como se fosse normal só porque faz parte da internet, pois verdadeiramente não é. As penas têm que ser rígidas, duras e severas, como bem diz nosso Código Penal para crimes como os tais.
E se você, pai e mãe, não quiser que seu filho seja um crápula ou caia nas mãos de um (não sei qual das duas alternativas é pior), trate de aprender a mexer no orkut. Vá por mim, é dez mil vezes mais fácil que dirigir um carro. Pois só a vigilância contínua dos pais (quais comunidades o filho está inscrito, quem são seus amigos virtuais, o que ele diz nas comunidades, quem manda scraps para ele...) garantirá algum mínimo de caráter virtual à criança, pré-adolescente ou jovem.
Se você não quiser se esforçar tanto, pai e mãe e relapso, fique tranqüilo! Quem sabe ele não entra para a comunidade “Nós amamos a Suzane Richthofen” e segue os passos da garota que ele idolatra. Não seria uma boa?
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