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Cadeira elétrica para Suzane Richthofen
     
 


O crime é um mistério social. Existem tantas teorias para justificar a ação do criminoso que fica difícil descobrir um antídoto certeiro para combater a maldade antes que aconteça.

Mas ninguém questiona a necessidade de punir. O Estado inventou a cadeia para substituir o olho por olho, dente por dente. Passamos séculos até chegar no estágio atual. Sabemos, com certeza, que as penas também estão falidas, mas resta este único alento: ela nos separa dos monstros, assassinos, psicopatas e doentes mentais que eventualmente provocam lesões sociais gravosas como assassinatos e seqüestros.

A aparição de Suzane von Richthofen, assassina de pai e mãe, nas páginas da Veja e programa Fantástico sinaliza para uma situação de decadência humana e moral. Precisamos repensar: seria a pena de morte viável para nos afastar de criminosos irrecuperáveis?

A queridinha da classe média alta paulistana, a garota de posses e muito carinho, que tem tudo do bom e melhor, mata e ainda finge com sorrisos – como se fosse um judas diabólico, um satã em roupa de debilóide, uma mulher travestida de retardada. A cara de anjo e a utilização de estampas de Minnie e toda a patotinha da Disney revelam um lado sombrio dessa assassina insana: o marketing do crime. Suzane é adepta dessa estética. Quer dar a idéia de que passou a ser vítima da história. Que, de repente, num piscar de olhos, é a coitadinha.

A assassina megera se infantiliza para poder comover os jurados que assistem tevê. Por isso seu crime transcende o tribunal do júri e chega aos picadeiros da Rede Globo. Sua estupidez nas duas entrevistas para grandes órgãos de imprensa é a demonstração patética de que merece mofar na cadeia, ser comida pelos fungos e digerida pelas saprófitas.

Não se trata de desequilibrada, que merece medida de segurança e acompanhamento psiquiátrico. Permanece o relatório do inquérito policial.

Suzane é um ser perigoso, medonho, violento e anormal – uma aberração da humanidade que deve ser abortada do mundo. Ela não rouba nem mata por que precisa. Ao contrário: comete atrocidades pelo egoísmo que traz dentro do peito. É um ser canibal que não suporta a insatisfação.

Em nome de dois maconheiros assassinos, teve a capacidade de abrir as portas de sua casa e assistir a um duplo homicídio qualificado das duas pessoas que mais amava.

O Estado precisa repensar o tratamento destinado a determinados criminosos. O Direito Penal brasileiro não tem poder de decidir quanto à aplicação da pena de morte, mas cabe ao Congresso avaliar com cuidado as propostas apresentadas nos últimos 20 anos pelos deputados mais conservadores.

Personagens do porte de Suzane não podem se recuperar. E custam caro para os cofres públicos. Assassinos sem piedade, traficantes de grande porte, torturadores, políticos corruptos e uma pe-quena parcela de seqüestradores merecem cadeia elétrica por questão de mínimo esforço social. O princípio da dignidade da pessoa humana deve ser avaliado sob a ótica do Estado, que precisa reprimir o crime, gastar com seriedade nossa receita e tornar eficaz a segurança pública. Não é possível oferecer dignidade para o criminoso e marretadas para as verdadeiras vítimas. Cadeira elétrica para Suzane, já!

     


 




- Postado por: Santista às 08h39 AM
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