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Marcha Contra a Corrupção
  


A história de um povo faz-se por si mesma. Os heróis são apenas criaturas dotadas da intuição perceptiva e aberta no vértice do ângulo da perspectiva onde se fixa o cristalino irradiador da diferença na visão que faculta enxergar os prenúncios nos episódios referenciais das mudanças inexoráveis dos determinismos históricos. Os predestinados saltam à frente dos acontecimentos como se os houvessem criado, mas o homem não faz o fato, e sim, é instrumento executor deles.

O garimpeiro sabe que onde existe aquela pedrinha chamada de bagerê aflorada no cascalho, há diamante oculto no subsolo. O sertanejo nota que a presença da palmeira buriti é sinal de que nasce água perto. Mas o político parece não perceber o sintoma nos atos indicadores das mudanças. E os demagogos terminam devorados pela força das contradições entre os propósitos do oportunismo e o objetivo dos ciclos mudancistas.

Desde há longo tempo, a alma da Nação vem saindo qual serpente devorando os ninhos da corrupção e estrangulando, com próprio pescoço dos corruptos, os aproveitadores que alimentam o povo com a esperança da moralização, enquanto tentam abastecer, ainda mais, as gorduras da corrupção para tornar obeso o modelo político gasto no consumismo beneficente ao seu poder pessoal ou grupal.

Foi assim com o polêmico Jânio Quadros. Deu-se igual com o turbulento Fernando Collor. Será igual com todos que ousarem desviar o curso do levante popular contra a corrupção no governo para os atalhos do causuísmo jorrando a corrupção empoçada a seu favor. Os desígnios que se cumprirarm nos destinos de Jânio e de Collor, estão com os presságios na sorte de Lula. A sina política do presidente ronda o abismo do ostracismo evidenciado. Ou o chefe do governo pega o mastro ético do PT, transforma-o num porrete e bate duro e rápido nos petistas que mancharam todos os panos das faixas de protestos nas greves dos trabalhadores em retalhos nas bandeiras de lutas do líder sindicalista, ou seu mandato vai ficar com a governabilidade balançando no cordão do Pavilhão Nacional hasteado às portas do Palácio do Planalto. Se o presidente do Brasil não se fizer o hino do brado nesse coro geral contra os que usaram o estandarte do petismo como guardanapo para ir arrotando as vozes da moralização com o mau hálito da corrupção nas bocas, a biografia do estadista do ABC Paulista terminará escrita com todas as letras que estão escrevendo um dos capítulos mais deslavados da histórica corrupção na política brasileira.

O presidente está no epicentro das atenções voltadas em massa para o escândalo do mensalão soprando o escândalo que vai derrubando, um a um, os homens fortes e de confiança do PT e do governo.


- Postado por: Santista às 09h51 AM
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Os dois não são iguais. Aparenta. Mas os casos PC Farias e Delúbio Soares possuem semelhança no estilo dos ratos remoendo o manto do marajá em Passo do Camaragipe e roendo a estrela do PT em Buriti Alegre. Pena, o mesmo enredo em ambas as tragédias. Lula não é culto e espalhafatoso como Jânio. Nem é estudado e exibicionista como Collor. O presidente está o operário que não se preparou para ser o patrão no governo. Sofre a ingenuidade dos simples na corte dos maquiavélicos. Confunde a formalidade da competência nos auxiliares com a informalidade da cobrança de gratidão nos amigos. Terá de mudar a conduta pessoal para o comportamento coletivo. O governo depende dos resultados no trabalho dos assessores, e não, do efeito no reconhecimento dos íntimos. Reitero. Lula está comprimido no centrodo fiscalizador dos adversários atentos. Cada gesto é observado. Nenhuma atitude escapa ao julgamento. A honradez pessoal do presidente continua com a imagem limpa no meio de um mar de lamas com marés montantes tão altas que inundaram o Planalto. Lula não pode descer um degrau da intocabilidade do cargo e mexer, um milímetro sequer, para estender os braços do poder a fim de salvar, um só dos envolvidos, sob pena de sujar as mãos. Não há possibilidade de controle nas alternativas de mediação na consumação do predestino avassalador da corrupção que cobriu com a ruína moral o templo petista no governo do Brasil.

O presidente Lula rolará junto, se resistir à metamorfose épica da evoluçã para modernizar o modelo desgastado dos métodos antiquados da política sobre a estagnação da rotina do figurino das práticas costumeiras na vida pública. Nas montanhas, é o vendaval que promove o desabamento dos relevos fendidos. Nas águas, é o temporal que remove a sujeira submersa. No outeiro, é a erupção vulcânica que recicla no fogo das lavas a topografia das encostas. Na política, é o cataclismo que explode estilhaços fulminantes e vai soterrando, inundando, incinerando até o final os impérios consolidados na corrupção instituída.

Momentos assim firmaram-se em todos os tempos. Não foram contidos antes de concluírem a marcha das mudanças na história da humanidade. Às vezes, matam os vultos condutores, como Abraham Lincoln, mas não conseguiram deter o fim da escravatura negra nos EUA. São como os incêndios nos campos: o fogo pula as cercas, as lambaredas lambem as copas das árvores, os ventos sopram as chamas para as folhas secas dos coqueiros, elas voam acesas para o outro lado do rio e a queimada alastra-se até reduzir tudo a cinzas na paisagem em volta, quando uma faísca não se desprende e vai cair onde não se espera; no caso do mensalão, as fagulhas podem espalhar-se e alcançar os Estados e os municípios de todo o País.

O jornalista e o político devem estar lendo sempre os sábios consagrados da Filosofia e os gênios imortalizados da Ciência. Estudarem primeiro os filósofos porque eles revelam antes o que já está pronto e vai ser descoberto depois pelos cientistas. Guiando-se pelo conhecimento deles, mantemo-nos atualizados e em contato direto e participando da revolução do novo, pois todos os avanços que mudaram o Mundo aconteceram rigorosamente dentro do que predisseram.

Sempre auscultei a antecedência do meu tempo. Viajando dentro dos clássicos para a decadência da Grécia Antiga, para o declínio do Império Romano, até para ali mesmo na queda dos Czares da Rússia, vi lá o sintoma revelador do que estava prestes a acontecer aqui no Brasil e, acreditem, estou pressentindo a chegada às vésperas do perigeu no apogeu da dominação intervencionista dos norte-americanos na soberania das nações em desenvolvimento.

Mas voltemos a olhar para a História Antiga. A impunidade dos dirigentes públicos incentivara a concorrência entre os corruptos, a tal desplante, que o denuncismo foi criado como arma interna do fogo cruzado entre os focos da corrupção. A intenção recíproca era a de um enfraquecer o poder de manobra do outro. O denuncismodenuncismo sopitou como bolha do presságio de que a fervura ia derramar-se nas tachas da corrupção. Não tive dúvida. Proibi na época o denuncismo no jornal, para não participar do jogo de um ladrão de dinheiro público, e até de vitórias nas eleições, contra o adversário e seu aliado na falta de princípios éticos.

- Postado por: Santista às 09h49 AM
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Expus-me às incompreensões de muitos jornalistas e não se abateu a obstinação do solitário navegador nas resistências contrárias ao posicionamento dos que se isolam da franquia dos valores atuais, porque já estão escutando o barulho das oficinas transcedentais e enxergando o novo sendo esculpido e se mostrando nas luzes do amanhã. Era o tropel das mudanças no passo revel da arrancada triunfal da marcha da Nação para a derrubada terminal dos costados da corrupção caducada na vida pública brasileira.

Até pela reação de jornalistas em jejum nos livros, tive certeza de estar rompendo as fronteiras do atraso. Vislumbrava o descontentamento unânime no semblante coletivo. Percebia a angústia geral escorrendo no ar. Tropeçava na palavra das ruas em pedras jogadas por trás nos comentários. Havia aquele silêncio que antecede as grandes batalhas. Todos estavam sabendo de tudo e apenas se calavam. Uma Nação estava acordando nova na alma da mocidade e no coração goiano da Pátria. Os estudantes fizeram-se exército do povo no congresso da UNE em Goiânia. A marcha contra a corrupção acendia a revolução incendiada qual o rastilho de um estopim inflamado no calor de cada coração riscando o seu fósforo e jogando pólvora na fogueira da vaidade dos corruptos.


A corrupção desceu a níveis tão impermitíveis e banalizou a decadência moral, com tal arreganhamento e deboche, que o bem se recolheu vencido pela impunidade consagrada como nova ética do sucesso, e então, os escândalos passaram a ser o fogo cruzado do mal contra o próprio mal, onde o rouba-rouba levou os ladrões a ter de roubar de si mesmos. É briga no cocho. Emburreceram a corrupção e se escoiceiam atados ao mesmo cabresto nas pastagens do dinheiro público. Nada poderá salvá-los da mentalidade ensandecida pela mistura do conteúdo das tripas com a produção do cérebro. Estão crônicos na fedentina de suas idéias mal pensadas. Nem há na Medicina tratamento e remédios capazes de curá-los: a Veterinária não se especializou ainda em psiquiatria rural, em psicólogos para burros, porcos e ratos, nem produz psicotrópicos na área dos defensivos agrícolas para insetos da espécie humana. Nem adianta socorrê-los, porque morreram um dia antes de nascer e estão enterrados no cemitério dos extintos morais como fantasmas brandindo o espectro das lutas onde muitos foram crucificados em seus nomes.

- Postado por: Santista às 09h49 AM
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A vida pública virou o território livre dos safados respeitáveis. A quenga política entra para as alcovas sedutoras do enriquecimento fácil, vai embriagando-se com o troca-troca no toma-lá-dá-cá corporativista do tráfico de influências até viciar-se nas perdições da honra pela vendagem de mandatos populares, através da barganha de candidaturas que chegam esvaziadas de votos às urnas e saem cheias das eleições pelos caixas das campanhas. É a festa dos vendilhões do povo nas casas de tolerância do poder. Dali, ninguém que entra quer sair. Ali, só se reclama quando um começa a comer na freguesia de um deles. Aí, então, inicia-se o quebra-quebra no lupanar das vestais, onde a boca que mais fala é também a boca que mais come. Só aí. Como no pampeiro de todo ambiente putativo, uma autoridade malandrona, qual mulher daquela vida pública dos antigamente, descobre que estão dando mão-de-vaca na sua feirada, parte para o piti, escandaliza, ameaça, chantageia, propõe suborno, aceita propina e, se o chefe da inquilinada não consegue pôr ordem na reserva de mercado às deitadas na hospedagem do erário, um dos usufrutuários sai rasgando a intimidade do concubinato governamental, apenas com o propósito de intimidar os parceiros da vadiagem oficial, mas, às vezes, execede-se no destempero emocional, quebra a cumplicidade do silêncio e passa a ser isolado da confraria participativa do mensalão. Caso não se acomode no isolamento e fique inconveniente, é despejado de vez. A maioria contenta-se com o racionamento do seu quinhão. Um, ou outro, não se conforma com a dieta fora da ceia das verbas, abre as cortinas das vidraças do governo, fica aprontando escândalo às portas, as pessoas vão passando e sempre aplaudem o espetáculo do malfeito.

Ciúme de corrupto ao ver sua sinecura sendo levada por outro meeiro do tesouro estatal é mais incontrolável, violento e inconseqüente do que se estivesse vendo a mulher saindo com o vizinho. Perde a noção de que é preciso se ter decência até na indignidade. Rasteja na falta de decoro. Afronta o solene das liturgias. Brigões na platéia dos deixa-disso. Apanha no particular e não se constrange dos olhos roxos. Não sossega na histeria. Posta-se ao baldrame da sua exposição pública e promove a comédia circense igual à concubina abandonada pelos amasiados à corrupção, alvoraçada como amante jogada na rua, chorosa e bonita, chamando a atenção do aplauso nas calçadas das famílias que saem às janelas para ver a cena doidona, mas não levam a figura para dentro dos lares. Queira-se, ou não, o anfiteatro está montado para a trágica comédia da casa política na vila do governo. O jeito é a polícia entrar e fechar.

TIPOS assim têm seu tempo de fama passageira e conseguem subida provisória nos degraus da projeção popular; ou podem ser levados sobre o monte dos votos para as alturas do Planalto e surpreenderem todas as expectativas numa eleição vitoriosa para presidente do Brasil. Afinal, assim como a infidelidade nas relações de amor, existe a infidelidade partidária e eleitores que gostam de ser corneados pelas promessas de moralização. Remember Jânio, que voou como bruxa para a renúncia em sua vassoura de varrer corruptos e terminou pousado numa herança tão abastada, que virou demanda da família na partilha do espólio. Rememorem Collor, que chegou de chicote batendo até com o cabo nos marajás do califado das orgias do dinheiro público, interpretou o seu conto de fadas, quebrou o cabo do chicote na pancadaria com o irmão, pegou a correia do relho e pendurou-se no próprio marajanato. Ainda bem que personagens assim quanto mais rapidamente sobem, tanto mais ligeiramente voltam ao fundo de onde saíram, pois não possuem autonomia própria para o vôo dos estadistas nos altiplanos perigosos da austeridade, de vez que só têm autoridade para falar mal de uma comida aqueles que se recusam a comer nos pratos dela. É irretocavelmente por esse motivo que não fio nos soluços e engasgos moralistas do deputado federal Roberto Jefferson vomitando com a pança cheia o azedume da indigestão depois da comilança na bacanal do mensalão. Boiará inapelavelmente por um período à tona dos acontecimentos, para submergir depois no poço da corrupção, onde bebeu muita água suja desse dilúvio moral, no qual o barco do Noé de Garanhuns entrou à deriva pela sobrecarga de ratos na torrente do mensalão, com os céus do Planalto carregados de muitas nuvens pesadas e prenunciando chover muita lama suficiente para naufragarem-se outras embarcações ancoradas nos portos do PT.

Os diques dessa inundação seca tinham que ser rompidos pelo Roberto Jefferson, ou acabaria sendo detonado por outro aliado político da estirpe dele, pois só quem viveu dentro de uma casa suspeita sabe o que aconteceu lá dentro e tem condições de contar cá fora as minúcias da farra financeira e de revelar os segredos guardados atrás das paredes do motelão amasiado com a clandestinidade do enriquecimento ilícito, que graduados petistas instalaram com fachada de igreja no santuário do governo. É nisso que dá caso de amor à primeira vista como namoradas panhadas pelas beiras dos escuros nos porões das entregas do caráter à venda por umas bolinadas na rolagem de bolsas pelas esquinas da paquera no poder. Só poderia findar-se assim o acasalamento do chefe da família petista com os partidos de aluguel, vindos de muitos casamentos desfeitos com todos os governos e superpopulados de cônjuges com várias passagens na infidelidade partidária. São os chamados pequenos partidos com maior número de líderes que a soma dos eleitores. E são pequenos por falta de competência para se tornarem grandes. E competência é fundamental. Até para roubar.

- Postado por: Santista às 09h48 AM
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O fato do deputado Roberto Jefferson ser membro que esteve aquadrilhado do mensalão não invalida a credibilidade de suas denúncias. Ao contrário, o seu testemunho merece fé pública, não apenas porque todas as suas revelações foram sendo pontualmente confirmadas, uma a uma, pela comprovação dos fatos e a veracidade apurada pelas investigações dos inquéritos nos levantamentos feitos e repassados à imprensa, mas pelas provas materiais de que só está faltando cair medalhões do PT em cima da cabeça da gente a cada acusação do deputado Roberto Jefferson. Ele denunciou, o figurão denunciado cai sem tempo de se levantar da cadeira no cargo. Não adianta dizerem que suas denúncias não são verdadeiras. São, sim. Têm sido até na quantidade de dirigentes públicos do Olimpo petista e mais espantoso nos números do roubado pelos que se engordaram nas mamadeiras da teta oficial até esgotarem o ubre do Tesouro Nacional. Não se saciavam tão-somente na aleitação nos currais palacianos. Possuíam cópia das chaves que abrem as gavetas das empreiteiras, dos prestadores de serviços, dos fornecedores de materiais e dos concessionários da rede de programas sociais do governo, com a agravante de que sabiam de cor o número do segredo dos cofres dos ministérios e das empresas estatais como o rico Correios.

Não importa se Roberto Jefferson foi movido por princípios cívicos ou se por razões pessoais. Ele pode ser o mal, mas é o mal que fez o bem-feito aos maus que fizeram maldade a muitas pessoas de bem. E, na cadência do passo que a UNE deu em Goiânia, iniciou-se a marcha nacional contra a corrupção e levará as multidões honestas às praças públicas e os acampamentos da corrupção para as cadeias. Lula deve alistar-se às fileiras de combate da UNE. O passado não é salvo-conduto. Se o presidente não se engajar ao levante dos estudantes brasileiros, a fuligem da suspeição espalhada no ar pode cair sobre a sua cabeça nas eleições presidenciais, com o deputado Roberto Jefferson sendo empossado na sua sucessão. O sentimento diz-me que o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva não teve participação direta nas burras do mensalão, mas, daí ele dizer que não tinha conhecimento, não dá para acreditar, sob pena do presidente do Brasil ser um ingênuo, surdo, mudo e sem olfato. Os gemidos da corrupção estavam saindo até das canalizações do Palácio do Planalto, o vulto dos corruptos corporificava-se visível nos compartimentos com acesso ao gabinete presidencial, um fumaceiro do escândalo vazava o odor dos corrompidos pelas janelas de um punhado de órgãos públicos, ouvia-se o estalo de papéis sendo picados nos documentos do IRB, um gosto de cinza podre exalava-se pelas licitações dos Correios e o clarão da indignação percorria o ânimo popular como rastilho de uma revolução nas almas.

- Postado por: Santista às 09h48 AM
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O PT não é uma propriedade política nem dos próprios petistas que o fundaram, muito menos para ser usado pelos militantes de vocação oposicionista fanática e que, agora no poder, mantém o governo do partido sob sistemática fuzilaria do sectarismo utilizado fanaticamente contra os demais governos. O Partido dos Trabalhadores é uma oração democrática nascida no altar das ruas, molhada do suor das oficinas e pelas lágrimas deixadas pelas feridas abertas na resistência à ditadura militar; portanto, o PT não é a explosão do fôlego de um grupo de indivíduos, mas uma respiração nacional em protesto à exploração do homem pelo homem no mercado de trabalho, na oportunidade de realização profissional equânime para os filhos do patrão e para os filhos do empregado no mesmo padrão escolar e qualidade de vida decente para todos. E surgido assim, o PT não pode ser utilizado pelo autoritarismo da concentração de poderes dos déspostas dentro do governo. O PT não é um pedaço de pano escrito nas faixas das greves por melhores salários. É uma bandeira que deve ter todas as cores da defesa da sociedade e não pode estar tinta de corrupção. Precisa livrar-se do claustro da mentalidade sindicalista e libertar-se para os alargados da visão plural da modernidade que conceitua como mais-valia o trabalho produtivo de todos, seja no labor braçal ou no fomento das idéias, gerando riquezas ou operando máquinas, seja pagando impostos que sustentam benefícios públicos para a população, ou recebendo restituições do Imposto de Renda. Notórios petistas estão estacionados no que houve e já não há mais, nos que foram e já não são mais oposicionistas. Urge pararem de tropeçar nos apagados do crepúsculo e dar o salto para a grande alvorada da nova Nação que está nascendo iluminada por horizontes de oportunidades em todas as fronteiras da economia e da política. E com universidades onde se abarracava o Mobral. Os petistas precisam tornar-se saudáveis politicamente. Deixem de ser atormentados ideológicos pela síndrome do neurotismo contra os militares que, um dia, pintaram a sigla DOI-CODI com o sangue do jornalista Herzog. Unam-se às Forças Armadas. Elas estão na luta em defesa da soberania brasileira na Amazônia, que os norte-americanos estão tomando-a de nós. Idealismo sem patriotismo é a exaltação fanática e cega dos entreguistas apátridas.


O mensalão, do qual o deputado federal Roberto Jefferson é o parteiro que o abortou do ventre do governo do petista Lula, tem uma irmandade proliferada na familiocracia da corrupção superpovoada de pais, filhos, irmãos, primos, afins e avós morando em todas as casas de quaisquer formas dos poderes, público, econômico, religioso, de cada categoria profissional e de todas as entidades de representação social.

- Postado por: Santista às 09h48 AM
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O mensalão é a nova Madalena que poucos, ou talvez nenhum dirigente público, pode jogar pedras nela e a sua face tem o formato de muitos rostos no corpo brasileiro.

O mensalão dos caixas das campanhas eleitorais divide-se em dois nas empreiteiras: um para os candidatos do governo, e outro, para os da oposição, onde deságuam-se os afluentes em que essas duas partes do mesmo mensalão subdividem-se em cotas distintas: a maior, para os favoritos nas pesquisas de tendência de votos e, a menor, para os de baixo índice de aprovação popular.

O mensalão do aluguel dos pequenos partidos políticos, que possui também o ponto de convergência da avaliação dos arrolados no inventário das propinas, ou das extorsões, para a partilha dos dividendos do mensalão conforme o quinhão eleitoreiro das siglas partidárias.

O mensalão das bancadas majoritárias dos grandes partidos políticos que usufruem do direito adquirido à posse cativa nas heranças do tráfico de influências e, ali, os líderes fazem o parcelamento amigável da porção gorda entre eles e repassam a fatia magra para os liderados, através do pedágio na doação de cargos ou do tapa-boca na partição do Orçamento Nacional pulverizado nas rações de verbas para parlamentares quitarem promessas de obras assumidas nos compromissos com seus financiadores, com tal regalo na corrente da cumplicidade, que sobram elos para ser enforcada a maioria absoluta dos parlamentares em todos os escalões do Legislativo no País.

O mensalão do caixa-alto e do caixa-baixo para a imprensa – aquele reservado para os monopólios de opinião acobertados pela intocabilidade de mídia técnica e, para este último, a quirela arranjada pela mídia política para os órgãos de comunicação que infestam o mercado editorial com emissoras de audiência ao nível das antigas amplificadoras instaladas nos parques de diversão nos antanhos, ou publicações periódicas de jornalecos e revistecas encalhadas nas bancas, sem vendagem aos leitores e simulando com exemplares de cortesia as carteiras de assinantes; mas, nesses dois casos, o mensalão parte-se em faturas bastante distintas: a primeira, na lavagem de dinheiro por certas agências de publicidade com determinadas autoridades e, a segunda, para políticos alaranjados por trás no faturamento de periódicos e de emissorazinhas, recebendo comissões e cujo bolo da propaganda supera, às vezes, a carga dos anúncios na imprensa com séria e onerosa responsabilidade empresarial no custeio das matérias-primas e obrigações empregatícias.

O mensalão dos lobbies que intermediam a autorização de projetos e a liberação de recursos nos processos de financiamentos, onde os que manejam cá de fora os braços nas chaves do erário, manobram dentro das repartições públicas as mãos que abrem os segredos dos cofres dentro dos organismos oficiais à custa de dispêndios comissionados e que tornam inviáveis a expansão de qualquer empreendimento do setor privado; e é aí que entra o consórcio do mensalão aliciador da tenocracia especializada em protelar prazos de pagamentos, evitar prisões e arresto de bens, até que os endividados não tenham mais condições de honrar os honorários e são abandonados. São falidos. Vão presos. E lhes tomam a empresa, em muitos casos.

- Postado por: Santista às 09h47 AM
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O mensalão do funcionalismo público familiocratizado no corporativismo atuando em duas vias igualmente perniciosas à profissionalização da administração pública: a das nomeações para os cargos comissionados e a da efetivação dos concursados impedindo, conjuntamente, a modernização das repartições, seja através do promíscuo racha dos salários dos comissionados subalternos com os chefes, seja por meio da burocracia infernal dos efetivados que não podem ser exonerados para que novos servidores concursados possam modernizar o expediente.

O mensalão das leis cínicas que hipocratizam o aperfeiçoamento da sociedade: o mensalão do Estatuto da Criança e do Adolescente, que impede o menor de idade saudável de ir para o emprego e do menor bandido de ser mandado para a cadeia; quando o direito de trabalhar devia estar assegurado ao jovem vocacionado para o trabalho digno com a obrigatoriedade de freqüentar um curso de profissionalização dentro de sua aptidão, enquanto a ociosidade vicia-o ao mensalão do parasitismo, já que o jovem que não se inicia cedo na responsabilidade das obrigações com a família, dificilmente habitua-se às dificuldades de todo serviço; o Estatuto da Criança e do Adolescente devia, pois, instituir salvaguardas legais que vedassem a exploração do menor no trabalho e garantissem salários decentes. O reflexo do farisaismo do Estatuto da Criança e do Adolescente é que está diminuindo o índice de jovens trabalhando no mesmo percentual que vai aumentando contigente de garotos roubando, assaltando, furtando, estuprando e matando na impunidade com renda garantida, pois a criminalidade os emprega pelo fato de menores de idade não ficarem presos.

O mensalão do Estatuto do Desarmamento enquadra a pessoa responsável, que mantém uma arma no lar para defender a família da violência solta nas ruas, em crime inafiançável mais hediondo que o homicídio do assassino, cuja conseqüência vai transformar o Estatuto dos Direitos Humanos na subdivisão da impunidade: um incrementando a corrupção na polícia, pois o cidadão flagrado portando arma cederá ao achaque policialesco para livrar-se da atuação e a sua arma não será entregue à Secretaria da Segurança Pública, e sim, vendida na marginalidade; outro mensalão é a restrição do comércio bélico legalizado que será um incentivo para o contrabando de armas patrocinado pelo consumismo da criminalidade organizada. A repercussão prática da adoção do Estatuto do Desarmamento é que cai o uso de armas pelos cidadãos de bem e sobre o fornecimento do contrabando para a marginalidade em franca expansão. Recentemente, uma autoridade do Ministério da Justiça justificou a instituição da medida com o argumento de que uma criança havia morrido brincando com um revólver que o pai esquecera em casa, a arma disparou e o filho morreu.

- Postado por: Santista às 09h47 AM
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Mas não se justifica um fato através do exemplo da exceção e, sim, da regra geral.

Eis a questão real: o governo trabalha só com a exceção.

Os pais dos filhos querem que eles trabalhem, mas o governo não deixa.

Os chefes de família precisam manter uma arma em casa, mas o governo toma e não desarma os bandidos.

Os fazendeiros precisam de uma política para aumentar a produção, mas o governo expropria as terras produtivas, dá o calote nos proprietários e planta a doutrina da revolta na combustão de uma reforma agrária que apenas muda a miséria urbana para a penúria rural.

O povo quer de um jeito, o governo faz ao contrário.

É o governo da exceção em tudo. Em tudo, não. Sua única atuação na regra geral é na corrupção do mensalão.

Então, vem-me à memória um pequeno trecho de um discurso feito pelo presidente Getúlio Vargas no almoço que lhe foi oferecido pela Associação Brasileira de Imprensa, em 15 de abril de 1944. De lá chega o tapa de Vargas, com quem Lula disputa a liderança histórica dos trabalhadores:

"O Brasil há de ser, na paz, governado segundo as exigências da consciência nacional, para maior orgulho dos seus filhos e maior glória de uma Pátria, como a nossa, tão grande e tão digna".

Getúlio via à frente de sua época. Lula não vê ali ao seu lado. Não enxerga, sequer que o PT passou a ser a Geni, da canção de Chico Buarque de Holanda: "joga pedra na Geni, joga bosta na Geni", a dos petistas e a dos que estão jogando. Também não era para menos. Teve petista preso em flagrante com um punhado de dólares até dentro da cueca, ou seja, estava com dinheiro saindo pelos ladrões até traseiro. Mas o maior errado não é o Lula. O grande erro é do populismo. Tudo profissionalizou-se. Um líder não pode chegar mais a presidente de seu país, passando pelas praças públicas sem haver passado pela universidade. Se Lula fosse um notável da cultura política, não teria cometivo o equívoco de envolver a máquina petista com o aparelho do velho modelo político que ele esmurrou nas praças públicas e abraçou nos gabinetes do seu governo. E não é, nem mesmo, de formação marxista nesse seu embandeiramento socialista, mas é o revolucionário de vocação conservadora e humanista, com uma visão muito forte do ideal centrado na convicção operária priorizando o mercado de empregos. Sua própria concepção sobre cidadania está menos no plano das liberdades públicas. Para ele, cidadania é a pessoa ter um endereço para morar, uma profissão para se realizar e sustentar os filhos na escola e levá-los ao clube, para ser gente com todo o conforto dos que gostam e têm, como cidadão, o direito de viver e ser feliz e em paz.

O mensalão de exclusividade petista é o das expropriações.


- Postado por: Santista às 09h47 AM
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A expropriação do direito à propriedade patrocinada pelo mensalão do dinheiro público repassado ao MST para financiar as invasões de terras que favelizarão os campos por falta de uma política agrícola do governo, propiciando a presença de máquinas para o preparo do chão, de ferramentas indispensáveis para se manter o abastecimento do consumo caseiro dos assentados, de adubos para se corrigir o solo, de sementes para o plantio, de defensivos contra as pragas, de armazéns para estocar a colheita e de mercado garantido para vender a produção a preços tabelados e assegurados pelo governo. Nada disso existe. Não há, sequer, postos de saúde para os doentes, escolas para as crianças, até ser semeado o favelamento dos campos e o fomento da massa da criminalidade no inchaço das periferias das grandes cidades. O saldo resultante da política fundiária do governo é que há mais juros pastando produtores rurais nos guichês do Banco do Brasil que reses nos rebanhos comendo nos pastos.

A expropriação do calote ao direito universal das escrituras de terras particulares para amontoar sem-terra e não pagar os donos das glebas das áreas assentadas, criando-se, assim, o mensalão paternalista do Ministério da Reforma Agrária na usurpação do trabalho alheio.

A expropriação do faturamento das empresas privadas que têm negócios com o governo para subsidiar a economia dos partidos políticos, o endinheiramento fraudulento ou a mordomia desavergonhada e pecaminosa de muitas autoridades vadiando no não-fazer-nada dos cargos.

A expropriação do lícito pela amoralidade de um Congresso Nacional subjugado ao mensalão da Bancada Rural, da Bancada Evangélica, da Bancada dos Banqueiros, da Bancada dos Ecologistas, da Bancada Daquilo, da Bancada Disto. Só não tem a Bancada do Povo.

As expropriações onde o PT estava expropriando, outros partidos políticos também já expropriaram. Todavia, a expropriação mais lesiva cometida pelo governo dos petistas foi a expropriação da fé pública nas suas bandeiras.


O mensalão em que renomados petistas estavam roubando no governo do PT, outros partidos políticos já roubaram em vários governos. A novidade é que os demais políticos não promoviam exibições de santidade pública, enquanto os líderes do petismo alardeavam purificação partidária. Por isso, o despudor atual do mensalão, genuinamente encastelado no Partido dos Trabalhadores, não é apenas a exteriorização da bacanal explícita das perversões íntimas da vida pública, mas o ostensivo flagrante da expropriação que os próprios companheiros fizeram do patrimônio ético do partido.

Refriso. O PT era o patrimônio ético da política, o único mastro sobre o qual sustentava-se a ilusão coletiva de que seria possível reformar os alicerces do apodrecido modelo político sem o taperão cair. Não era. O esteio moral do PT veio abaixo no colosso de um escândalo e, com ele, o desabamento total das esperanças populares, sujando toda a classe política com o poeirão da ruína geral e absolutamente fora de controle.

- Postado por: Santista às 09h47 AM
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Mas não fiquem tristes com a terra arrasada, sem os eldorados da Terra Prometida. Fiquem todos muito alegres. Aconteceu um fato extraordinário e bendito. Vangloriem-se, pois, estavam acreditando nos que mentiam, nos zangões que estavam fazendo cera e comeram o mel demais e se lambuzaram na colméia do enxame de abelhudos. Valeu a salvação do País. Enquanto não caísse a pilastra do patrimônio ético do PT, haveria a esperança de acontecer um milagre na casa dos pecados governamentais. O povo continuaria alimentando a ilusão de que, enquanto o PT não passasse pelo governo, o Brasil não teria conserto. Passou e ficou pior. Todo o engano é acabado agora. A quimera, a mentira e a demagogia.

A corrupção ficou tão esfomeada, que ratos passaram a comer os últimos ratos da esperança. Comemorem, pois. Daqui para a frente não ficará corrupção sobre corrupção dos políticos. Toda ela será jogada na cara dos corruptos nos palanques dos comícios da próxima campanha eleitoral. Os que roubaram sempre, continuavam roubando e voltavam sempre para roubar mais. Acabou. Os corruptos ficaram marcados. A ninhada deles esmagou-se uns por cima dos outros. Resta só ovo podre à espera deles. Aplaudam a catástrofe do velho modelo político. É a ruína terminal de todos os políticos que fizeram carreira na vida pública enquanto faziam sua fortuna pessoal às sombras do superfaturamento das obras. Há uma chusma deles em Goiás. Uns não querendo sair, outros querendo voltar, mas os que estão dentro dos mandatos serão tirados para fora pelos votos e, os que estão querendo voltar, serão barrados pelas urnas. Esperem para ver nas próximas eleições.


O determinismo histórico do extermínio e banimento dos corruptos da política brasileira está no ar com a nau de fogo que vai levar as cinzas dos corruptos para o espaço. O dia da purgação deles já está com o Sol rodando nos horizontes. Fechou-se o prazo nas horas dos corruptos. Vão ter de sair correndo, sem tempo de acabar o prato.

Fica sempre um pouco de nós no que realizamos; façamos, pois, tudo com muito amor. Uma noite dessas, façamos uma festa comemorando a nova Nação. Abram todas as janelas do País. Bem iluminadas. Os moradores acenando e aplaudindo às soleiras. As folhas das janelas abrindo e fechando, quais asas agitadas, simbolizando o vôo da esperança dando sinal de vida em cada coração. O novo Brasil está nascendo.



- Postado por: Santista às 09h46 AM
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Coca-cola é isso aí
  
 


“Se você coloca uma lata de Coca-Cola diante do espelho, no logotipo aparece escrito ‘NO ALÁ’; ou será que é ‘NO MAOMÉ’, não me recordo bem.” A declaração foi feita pelo proprietário de um armazém em Bagdá, Abu Ream, ao saber que depois de 37 anos o famigerado refrigerante retorna ao Iraque. Em 1968, a Liga Árabe decretou um boicote ao beberico, incluindo-o na lista negra de companhias com laços comerciais com Israel. Este é o argumento usado por Abbas Salih, revendedor do segmento de bebidas, que acredita que o ingresso da Coca em sua pátria será um fracasso. “A Coca-Cola tem negócios com gente que atira contra nossos irmãos na Palestina. Como podemos bebê-la?”

Atualmente, o mercado de 26 milhões de consumidores iraquianos é dominado pela Pepsi. Agora sim podemos afirmar que será deflagrada uma guerra química no país de Saddam Hussein, o homem da cueca mais feia do Oriente Médio. O mais famoso refresco do mundo, criado em 1886, em Atlanta, pelo farmacéutico John Styth Pemberton com o intuito de ser um valioso tônico cerebral e a cura para todas as aflições nervosas, vai ter de combater a concorrente e a má-reputação que o associa aos sionistas americanos.

Em uma foto da Agence France-Presse, um menino iraquiano bebe Coca-Cola ao lado de soldados americanos. Todos, como numa bela campanha publicitária, sorriem; menos a criança que bebe – mesmo porque se ele sorrisse, o refresco cairia em sua única camiseta limpa, o que deixaria sua mamãe enfurecida. E aqueles olhos esbugalhados, assustados com a presença da câmera fotográfica, não deixam dúvidas: as crianças iraquianas vão continuar falando que seus copos continuam meio vazios.

Prepare-se, Coca-Cola. Os caminhos que ligam Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde fica a HMBS, empresa que engarrafa o refrigerante, ao Iraque estão sob os olhos dos iraquianos ofendidos. Não ficarei surpreso se uma latinha-de-coca-cola-light-lemon-bomba explodir em uma dessas trilhas obscuras entre os lábios de um ianque.

Enquanto não resolvem se vão reagir aos sionistas do beberico negro, recomendo aos iraquianos algumas receitas bizarras, porém deveras úteis, cujo ingrediente principal é Coca-Cola.

Seu gramado está sem vida? Quer que ele brilhe mais que as pradarias nórdicas? Para vê-lo verdinho e livre de insetos faça a seguinte poção: uma lata de Coca-Cola, um copo de amônia e ¼ de copo de detergente para louça. Borrifar uma vez por mês é mais do que suficiente para dar inveja o jardineiro do mais renomado campo de golfe da Dinamarca.

Problemas com ratos? Simples! Pegue uma vasilha servida, como um tabuleiro de bolo, e despeje o soft drink. Os malditos mamíferos, atraídos pelo cheiro e sabor inconfundíveis, vão beber e beber sem parar enquanto tiver o que tragar. Não, amigos iraquianos, Coca-Cola não é tóxica. É que os ratos não conseguem arrotar. Aconselho que vocês, antes, comprem pá e vassoura, porque os bichos vão explodir e tripas vão ficar espalhadas pelo chão; a menos que sejam porcos o bastante para agüentar a catinga daquela carne nojenta apodrecendo.

A tudo dá-se um jeito, queridos iraquianos. Se não é para beber, ao menos serve para matar. Coca-Cola é isso aí; enjoy!


- Postado por: Santista às 09h49 AM
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Aa malas dos malas
  
 


cuidado aí! É preciso muita cautela nesta época do ano. O cidadão desavisado prepara suas viagens e aponta os pés nessas estradas turistas, desejando um Araguaia, uma água quente, uma beirada de mar, ou um canto escondido no mato. Eis o perigo escondido: as malas.

Há olhos de procura em todas estradas; cada pessoa pode ser um olheiro fiscal, cada barreira parece uma alfândega, cada porta exige um prévio “baculejo” na travessia, cada mala é suspeita de conter uma fartura em dinheiro, com as notas bem empacotadas, empilhadas em seqüências de araras, micos ou os cobiçados peixes e onças. Mais um desvio de rota de nossas aplicações confiscadas pelos impostos.

Eles estão em todos os lugares. Nos aeroportos estão trocando as malas, escondendo algumas bagagens e até a sua pode ser trocada nessas viagens! Pois aqui nesta terra o bode sempre foi expiatório e o burro sempre teve a cara mais definida com interjeições de espanto.

Em Brasília as malas perambulam mais soltas, dependuradas em mãos de outros malas engravatados, que, devido ao traje social, passam despercebidos nos corredores, trocando segredos, favores e silêncios. Mas um murmúrio cresceu sem ser abafado e agora virou essa correria de cobre-e-camufla. A imprensa fechou o cerco. Um estardalhaço! É o assunto da moda!

Quem não quer encontrar uma maleta dessas? Faço a minha parte olhando por aí, mas elas insistem em viagens rápidas e mudam o trajeto conforme o plano B oculto no bolso. Imprevistos acontecem! Até agora só a polícia conseguiu apreender algumas. Todavia, há muitos interessados em achar ao menos uma, perdida na beira dos caminhos.

Está um perigo nas ruas! A qualquer momento sua mala pode ser roubada. Não importa se a sua pasta for executiva ou se continha apenas papéis de valor sentimental. Não se pode facilitar numa proliferação de malas endinheiradas dessas.

Há uma extraordinária facilidade de serem encontradas com deputados, ou demais representantes no Legislativo. Agora é tarde, o voto não volta atrás. Nós os colocamos no poder para transitar pelas ruas, em limusines, desfilando as malas, pernoitando em hotéis de luxo, perambulando pelos aviões. Você, leitor, ainda não sabe que há reuniões extraordinárias em Natal, Ilhéus, Salvador, Gramado, Caldas Novas, Aruanã? É temporada no Araguaia, quem sabe, entre os mosquitos, você não possa confiscar uma mala no tumulto? Eles estão garantindo nosso futuro, pensando em projetos de leis para mudar o nosso querido País. Superatarefados, abarrotados de trabalho em Fernando de Noronha, Pirenópolis etc. Isso não é nada estranho.

Quem não for viajar, pode aproveitar o tempo e olhar por aí. Vamos todos fazer a nossa parte: encontrar malas para comermos uma fatia do bolo, ou quer ficar fora da festa? Freqüente os aeroportos; conheça os clandestinos; as malas estão soltas, agarre a sua!


- Postado por: Santista às 09h46 AM
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Tempos melhores virão
  


O bom humor, marca brasileira, é verdadeiro bálsamo. Ajuda-nos a encarar a dura realidade. Tempos atrás, em Foz do Iguaçu, vi no vidro de um automóvel um adesivo que dizia: “Delfim – eu era feliz e não sabia”. Era o famoso humor pátrio encarando a derrocada do Plano Cruzado. Foi mais ou menos por essa época que, no Rio, li em um muro a seguinte inscrição: “Saudades... da gonorréia e do João Figueiredo”. De fato: aquela antiga doença foi relegada ao esquecimento depois da Aids e o falecido general, que dizia preferir “o cheiro de cavalos ao do povo”, está redimido por alguns daqueles que o sucederam.

São tantos os escândalos sucessivos e os fatos revelando coisas escabrosas, que muitos certamente já estão saudosos de um tempo em que delito desconcertante era a descoberta de batom na cueca. Um meu amigo considera natural um cearense humilde como aquele de Aracati, José Adalberto Vieira da Silva, esconder na cueca 100 mil dólares. “Gente simples lá do interior é assim mesmo, teme ser roubada”, disse-me. Faz algum sentido e, embora usando métodos diferentes, por certo é em busca de segurança que a Igreja Universal do Reino de Deus se vale dos serviços de alguém com imunidade, o bispo-deputado federal João Batista Ramos da Silva (PFL-SP), para conduzir num jatinho algo como 10 milhões de reais em dinheiro vivo, resultado, segundo declarou, de apenas um dia de arrecadação junto aos fiéis, em Manaus. Qual a ilegalidade? Igrejas, como se sabe, são constitucionalmente isentas do pagamento de impostos no Brasil.

O grande problema do cearense flagrado é que, ao invés de pertencer a uma igreja, ele trabalhava para um deputado, José Nobre Guimarães, e para um partido político. Além disso, conduzia dólares e não apenas os 209 mil reais que carregava na mala.

Como não há qualquer legislação definindo claramente limites para o transporte de reais, numa mala, na cueca ou num jatinho, o que mais complica Adalberto são os dólares e suas ligações políticas. Quanto ao deputado-bispo, seu álibi é forte. Mas de qualquer forma deve ser investigado. O momento vivido pelo Brasil também conduz a essa necessidade.

Porque sua versão pode ser fantasiosa. Os 10 milhões não seriam parentes do mensalão? Só uma investigação bem feita poderá comprovar a verdade. De qualquer modo, não vejo motivo para desesperos ou depressão. Tenho encontrado gente que se diz decepcionada. Mas com o quê? Essas coisas vêm acontecendo há muito tempo. Se agora estão adquirindo uma visibilidade maior, isso é muito bom. Aos brasileiros interessa mesmo é a transparência, a verdade, primeiro passo para a eliminação de erros.

Há pouco mais de quatro décadas existia no Brasil uma espécie de mensalão que considero até mais imoral que esse aí detonado pelo deputado Roberto Jefferson. Refiro-me à existência de um certo Ibad – Instituto Brasileiro de Ação Democrática, nome pomposo de uma entidade cujo papel principal era eleger parlamentares brasileiros comprometidos na defesa de interesses norte-americanos. Basta dizer que pelo menos parte dos recursos da-quele antigo mensalão saiam diretamente do Tesouro americano.

Então, que ninguém fique a imaginar que o Brasil piorou. Pelo contrário, estamos cada vez melhores, descobrindo a fragilidade do nosso sistema político-eleitoral, adquirindo o conhecimento necessário à correção de rumos. Cabe-nos batalhar para que isso venha a acontecer, o mais rápido possível, para que, entre outras coisas, os bilhões surrupiados sejam a partir de então aplicados no desenvolvimento do País. Assim, chegaremos a tempos ainda melhores


- Postado por: Santista às 09h44 AM
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A CPI-show não terá conteúdo
  
 


O conjunto de provas para a CPI do mensalão precisa ser mais robusta. Até agora a Comissão de Ética não fez muito, o que demonstra claro amadorismo dos deputados em perseguir a verdade do caso mais rumoroso da política brasileira desde a era Collor.

Bate-bocas intermináveis de parlamentares indicam que estão afoitos, sem orientação jurídica sobre a destinação das CPIs e comissões de ética. Por isso estão prestes a deixar escapar potenciais culpados. É preciso que fique claro: até agora um deputado preso com dinheiro no avião, outro assessor com dólares na cueca, a mala de dinheiro para a deputada Neyde Aparecida e a acusação de mensalão não se juntam para formar um único quebra-cabeça criminoso. E pior: nem a agenda de Marcus Valério ganha contornos de prova em perícia. Afinal, quem não pode fabricar uma agenda em casa?

Por incrível que pareça, até agora, Marcus Valério é quem se saiu melhor em toda inquirição. Melhor do que próprios inquisidores. Conseguiu habeas-corpus para garantir o direito de não fazer provas contra si mesmo e demonstrou os limites da comissão parlamentar de inquérito ao dominar o assunto. Se continuar dessa maneira, infelizmente, a secretária do publi-citário que expôs agenda individual ao público, a deputada federal Raquel Teixeira e Roberto Jefferson serão processados por crime de calúnia e difamação. Tudo leva a crer que as denúncias são verdadeiras e insuportáveis para o País. Mas a CPI segue a regra do processo penal para formação de provas. Portanto, não existe prova maior do que outra. Todas são relativas. Nem mesmo a confissão do acusado constitui prova plena de sua culpabilidade.

Basta dizer que o acusado pode ser compelido a dizer que é culpado para livrar outras pessoas e grupos econômicos envolvidos no crime apurado. Além do mais, o princípio ‘nemo tenetur se detegere’ já foi colocado em prática pelo próprio Valério, dando mostras que não será um bando de deputados amadores na persecução penal a intimidá-lo.

Cabe à CPI instrumentalizar o Ministério Público para oferecer a denúncia ao magistrado. E seus poderes são extensos para isso. Diz o artigo 2º da lei 1.579 que é possível, inclusive, tomar o depoimento de qualquer autoridade federal e requisitar os documentos das repartições públicas e autárquicas.

É possível extrair do caso Mc Grain versus Daugherty (273, v US) o ensinamento de que o poder de inquirir, com o procedimento para aplicá-lo, é um auxiliar essencial e apropriado da função legislativa. Ou seja, da mesma forma que ocorreu na lendária CPI instalada contra o jornalista Samuel Weiner, na década de 50, os deputados têm um importante instrumento de persecução penal em mãos. O problema não é a lei. Muito menos os possíveis habeas-corpus que serão utilizados para fazer fazer a regra de que não se deve fazer prova contra si mesmo. O problema da CPI será a falta de provas concretas, que devem fundamentar a decisão jurídica. Portanto, corram atrás de provas


- Postado por: Santista às 11h20 AM
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O poder fingido
  
 


Existem pessoas que nunca solicitaram uma benção de outro ser humano nas suas vidas. Antigamente era costumeiro que todos fossem educados em família, a pedir a benção aos mais velhos desde crianças. Hoje este hábito não compõe mais o costume familiar.

Aliás, ao contrário, a grande parte das pessoas acha isso no mínimo desnecessário, quando não ridículo. O curioso é que quem se comporta assim, quase sempre, se põe diante dos outros, requerendo a sua aprovação e o seu beneplácito, em atitude de quem aguarda a concessão de algum benefício.

É preciso que se saiba que a benção, não está necessariamente ligada a questão da santidade ou ao fator religioso. Ao contrário, o ato de abençoar é humano, e decorre da ação voluntária de alguém, que movido por um desejo sincero deseja o bem de outrem.

Esse ato está também, quase sempre, ligado à disponibilidade e à reverência. Talvez seja por isso mesmo, quase sempre confundido com uma ação religiosa. E talvez seja por isso também que se misture tal atitude com a subordinação. Tal interpretação decorre, dentre outras coisas, da influência ainda, da idéia social da idade média, quando práticas dessa natureza, estavam quase sempre ligadas a questão do poder, pois só eram autorizadas a praticá-las, quem estivesse investido de capacidade de mando e de ordenação.

Eu sinceramente creio que a reverência, muito mais do que representar posição de inferioridade ou de subordinação, é, ao contrário, uma opção livre de humildade. Não a humildade servil, característica dos vassalos, mas a outra, a que denota nobreza de caráter, e demonstra a firmeza evoluída dos que a praticam.

Por outro lado, a disponibilidade significa a postura sóbria e serena daquele que, sabendo o que quer, abre-se para receber o que livremente aspirou, e eticamente quis.

Por isso mesmo a benção, como eu já disse, exige disponibilidade e reverência. Reverência não significa deserção de uma atitude racional, ou um ato de sabujismo, mas sim uma postura de respeito diante de uma idéia, e a disponibilidade, a aceitação desta idéia naquilo que ela tem de luminosa.

A outra questão importante a esse respeito é a da origem da benção. Ela raramente nasce do poder ou dos poderosos, e nem necessariamente é oriunda da santidade ou dos santos, pois esta é uma interpretação teológica, para a qual não me encontro preparado para fazê-la, pois eu não tenho a formação necessária para isto.

A benção ao invés de vir do poder ou dos santos, ela vem quase sempre da humildade e do amor. Abençoa-nos é quem nos ama, e é esse sentimento que cria as condições essenciais para que ela seja eficaz.

Quando somos abençoados, estamos humildes. Quando a benção nos toca, ela o faz como conseqüência de uma vibração amorosa, vinda de alguém que nos quer bem.

Portanto quem se habitua a pedir a benção dos pais, dos avós, dos tios, dos padrinhos e dos mais velhos, acaba cultivando em si o poder que outros buscam artificialmente naqueles que aparentam tê-lo.

Quem se furta a solicitar ou receber a benção dos que lhe tem amor, acaba por enganar-se, supondo que a recebe daqueles que usam a aparência do poder de abençoar, para atingir os seus objetivos pessoais, que embora aparentemente nobres, são quase sempre inconfessáveis e escusos.

Quem puder, pois, que peça a benção dos que o amam. Quem puder também que abençoe aos que lhe pedem, e aos outros, aqueles que se julgam acima dos céus e da terra, que se os deixe com a ilusão de que, apesar dos seus pés de barro, santificaram o universo, enquanto o que verdadeiramente se via, era pingar das suas mãos, o impuro suor do egoísmo.



- Postado por: Santista às 11h14 AM
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Amor de conto de fadas
  
 


As principais revistas de moda desta semana no Brasil trazem na capa a virada de Ronaldo. Parece que tudo volta a ser como antes. Ele é de novo amigo de Álvaro Garnero e da namorada do empresário, Caroline Bittencourt (aquele casal barrado no Castelo de Chantilly, na França). O Fenômeno vai novamente a desfiles de grifes famosas babar na primeira fila por uma modelo de biquíni. A diferença é que dessa vez ele escolheu uma morena, Raica Oliveira.

Daniella Cicarelli retoma à simples vida de uma modelo e apresentadora da MTV. Longe de ser agraciada com o título de se-nhora Ronaldinho, a mineira arrumou as malas e desembarcou em Portugal. Na terra de Pedro Álvares Cabral, tenta reerguer a carreira manchada por crises de ciúmes e affairs repentinos após a separação. A ex-garota-propaganda de marcas famosas deve encerrar o ano também com um enorme prejuízo econômico.

Na verdade, o que mais me chama a atenção é a mudança de comportamento dessas pessoas. Essa gente tem facilidade de transformar radicalmente suas vidas de uma hora pra outra. De refazê-las em questão de dias. Ao contrário de nós, pobres mortais fadados ao anonimato, que, pra dar uma guinadinha que seja na vida, levamos um tempão. Pensa bem: quanto tempo leva para se recuperar de um chute no traseiro? Do grande amor de sua vida, como Ronaldo dizia de Daniella e vice-versa. E aí? Acabou hoje; na noite de amanhã um novo “amor” ocupa sua mente, como se nada tivesse acontecido.

Seria mais fácil acreditar nos contos de fada ou em histórias reais? O ruim de viver dias, meses e anos de princesa é que a qualquer momento um toque da varinha mágica desfaz esse sonho. Quem o diga Ronaldo e Cicarelli. Desculpe a falta de credo, mas não acredito nesses relacionamentos hipotéticos. Pra mim, amor real é difícil, mas dói menos. Todos já nos envolvemos em diversas situações de amor. Os verdadeiros amantes sentem seus corpos, corações e mentes envolvidos pela energia dos sonhos, fantasias e das utopias. A plenitude do amor materializa tudo isso.

O amor está isento de classificações. Alguns querem adjetivá-lo e dizem: amor filial, fraternal, materno, conjugal e vai por aí afora. No entanto, o amor é simplesmente o sentimento humano que pode aparecer, ficar ou ir embora. Esse sentimento sublime, que nos desafia a todo instante, pode transformar nossas vidas. Dessa maneira, pode ser até um misto de alegria, tristeza, encontro e desencontro. Pode ser paixão. Ilusão. Enfim, o amor é ingrediente da vida e transcende a própria morte.

Entretanto, a vivência amorosa precisa ser entendida e praticada na sua essência. O amor deve ser cultivado em todas as suas possibilidades. Daí, dizer que o amor destrói todas as guerras. Das guerras individuais, dentro de cada um de nós, até as coletivas, tudo se harmoniza pela chama do amor.

O mundo de felicidade existe, o que falta para muitos é encontrá-lo e torná-lo permanente em suas vidas. Pratique o verdadeiro amor e encontrará a inteireza da paz.


- Postado por: Santista às 10h22 AM
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Fé e barbárie
O medo voltou a rondar o mundo. Entre às 8h51 e 9h47 (4h51 e 5h47, no horário de Brasília), quatro explosões atingiram o sistema de transportes de Londres deixando ao menos 50 mortos e 700 feridos –– os números das vítimas ainda não haviam sido fechados quando da redação deste editorial.
Foi o pior ataque desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a uma cidade "acostumada" e preparada para evitar atentados terroristas, especialmente pelas ações do IRA (Exército Republicano Irlandês). O golpe a Londres aconteceu um dia depois de a cidade ser escolhida para sediar a Olimpíada de 2012 e no dia da abertura da reunião de cúpula do G-8 –– grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia ––, que acontece na vizinha Escócia.
As explosões atingiram um ônibus e três trens em um momento de grande movimento das redes de transporte e foram reivindicadas por um grupo supostamente ligado à rede terrorista Al Qaeda, liderada por Osama bin Laden.
Entre as vítimas, 21 morreram em um metrô perto da estação de Liverpool Street, sete em outro trem que estava próximo da estação Moorgate e cinco na estação Edgware Road. Duas pessoas morreram na explosão que atingiu um ônibus de dois andares. Os feridos graves sofreram queimaduras e tiveram amputações, de acordo com o polícia londrina.
A insanidade de ontem remete a outros dois outros tristes episódios: o atentado aos EUA em 11 e setembro de 2001, que resultaram na morte de mais de 3.000 pessoas, e o de 11 de março de 2004, em Madrid, que causou a morte de 192 pessoas e ferindo mais de 1.400.
Ontem, mais uma vez vidas foram ceifadas em nome de Deus. Desta vez não foram as bombas do IRA, grupo composto por extremistas católicos que lutam pela independência da Irlanda. A organização Al Qaeda, que dispensa apresentações, reivindicou a autoria de mais essa brutalidade.
É inconcebível para nós, ocidentais, a ação de grupos terroristas contra civis –– entre eles idosos, mulheres e crianças. No entanto, é preciso lembrar que muitos árabes civis inocentes também foram mortos por vários exércitos ocidentais, em especial dos Estados Unidos, nas seguidas incursões bélicas ao Oriente durante as últimas décadas. Não é à toa que os radicais islâmicos consideram os EUA como o "grande satã".
Assim como na Idade Média, quando, em nome de Deus, os cavaleiros das Cruzadas pilhavam e destruíam aldeias, matando homens, mulheres e crianças mouras –– "os infiéis" ––, os radicais islâmicos fazem a sua guerra santa.
É claro que a história da humanidade mostra que Deus é apenas um pretexto para tais barbaridades. Na verdade, o que move esse tipo de fé são sórdidos interesses econômicos, desde os primórdios da humanidade. Até quando falsos religiosos vão matar inocentes em nome de "deus"?


- Postado por: Santista às 02h01 PM
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Reforma, agora?
  
 


Definitivamente estou convencida de que qualquer reforma nas leis, agora, não encontra nenhum argumento que a justifique. Nem que o mundo desabe. Se é que ainda não desabou. Igual àquela história do médico que receitou purgante para o paciente com diarréia. Agravou o efeito do que já era muito. Isso, para ter presente o popularesco de que de médico e de louco todos temos um pouco. No Congresso Nacional não seria de outra forma. Ele age tocado à emoção, porque composto de gente.

Em meio a tantos solavancos nos círculos políticos, vai que aparece um milagreiro, e a hora está propícia, com um sermão de expulsar o demônio apenas na base da palavra. Mais retardará o encontro de soluções. O momento exige organização de idéias e lógica nas ações. Fora do raciocínio equilibrado é dar oportunidade ao oportunismo. E de oportunistas o que menos se precisa nesses dias, pois deles a desordem em que estamos metidos.

Ninguém nega a necessidade de adequações, modificações, e até substituições, nas regras do ordenamento jurídico eleitoral-partidário. A discussão, tão-só, fica no campo da ocasião. Quer me parecer, sempre defendi tal argumento, que legislar em causa própria fere o caráter abstrato que tem de nortear a lei, a qual deve significar uma qualidade com exclusão do sujeito. O que se pretende nas reformas é exatamente o contrário disso. O parlamentar ao resolver o seu problema (que é estranhíssimo) o estende a universalizar sobre os demais. Essa a situação proposta. A reforma da estrutura das eleições e dos partidos políticos sob o comando dos principais interessados. Vício intolerável. A norma há de ser entendida como preceito sem base material, portanto impessoal.

Ademais, a deslustrar e quebrar a legitimidade de alguma alteração de regra eleitoral trabalham os últimos episódios investigados pelas Casas do Congresso, cujos focos guardam total liame com pontos que se quer reformar. Fidelidade partidária, financiamento de campanha, “cláusula de barreira”, dentre outros. E, dentre esses outros, preciso destacar as “listas fechadas”, que garantirão aos atuais detentores de mandatos as primeiras vagas nas listas de futuros candidatos. Pura manobra.

Não sou tão atrasada – disse tão – a ponto de não entender que sejam necessárias alterações na legislação eleitoral e partidária. Acho, por todas as experiências de quem lá esteve, que, inclusive, o proposto esta aquém do que precisa ser melhorado. Vou bem mais adiante: o sistema faliu. Sobretudo na possibilidade de uma legislatura alterar lei de seu próprio interesse.


- Postado por: Santista às 01h40 PM
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