- Postado por: Santista às 09h51 AM [ ] [ envie esta mensagem ] Os dois não são iguais. Aparenta. Mas os casos PC Farias e Delúbio Soares possuem semelhança no estilo dos ratos remoendo o manto do marajá em Passo do Camaragipe e roendo a estrela do PT em Buriti Alegre. Pena, o mesmo enredo em ambas as tragédias. Lula não é culto e espalhafatoso como Jânio. Nem é estudado e exibicionista como Collor. O presidente está o operário que não se preparou para ser o patrão no governo. Sofre a ingenuidade dos simples na corte dos maquiavélicos. Confunde a formalidade da competência nos auxiliares com a informalidade da cobrança de gratidão nos amigos. Terá de mudar a conduta pessoal para o comportamento coletivo. O governo depende dos resultados no trabalho dos assessores, e não, do efeito no reconhecimento dos íntimos. Reitero. Lula está comprimido no centrodo fiscalizador dos adversários atentos. Cada gesto é observado. Nenhuma atitude escapa ao julgamento. A honradez pessoal do presidente continua com a imagem limpa no meio de um mar de lamas com marés montantes tão altas que inundaram o Planalto. Lula não pode descer um degrau da intocabilidade do cargo e mexer, um milímetro sequer, para estender os braços do poder a fim de salvar, um só dos envolvidos, sob pena de sujar as mãos. Não há possibilidade de controle nas alternativas de mediação na consumação do predestino avassalador da corrupção que cobriu com a ruína moral o templo petista no governo do Brasil. O presidente Lula rolará junto, se resistir à metamorfose épica da evoluçã para modernizar o modelo desgastado dos métodos antiquados da política sobre a estagnação da rotina do figurino das práticas costumeiras na vida pública. Nas montanhas, é o vendaval que promove o desabamento dos relevos fendidos. Nas águas, é o temporal que remove a sujeira submersa. No outeiro, é a erupção vulcânica que recicla no fogo das lavas a topografia das encostas. Na política, é o cataclismo que explode estilhaços fulminantes e vai soterrando, inundando, incinerando até o final os impérios consolidados na corrupção instituída. Momentos assim firmaram-se em todos os tempos. Não foram contidos antes de concluírem a marcha das mudanças na história da humanidade. Às vezes, matam os vultos condutores, como Abraham Lincoln, mas não conseguiram deter o fim da escravatura negra nos EUA. São como os incêndios nos campos: o fogo pula as cercas, as lambaredas lambem as copas das árvores, os ventos sopram as chamas para as folhas secas dos coqueiros, elas voam acesas para o outro lado do rio e a queimada alastra-se até reduzir tudo a cinzas na paisagem em volta, quando uma faísca não se desprende e vai cair onde não se espera; no caso do mensalão, as fagulhas podem espalhar-se e alcançar os Estados e os municípios de todo o País. O jornalista e o político devem estar lendo sempre os sábios consagrados da Filosofia e os gênios imortalizados da Ciência. Estudarem primeiro os filósofos porque eles revelam antes o que já está pronto e vai ser descoberto depois pelos cientistas. Guiando-se pelo conhecimento deles, mantemo-nos atualizados e em contato direto e participando da revolução do novo, pois todos os avanços que mudaram o Mundo aconteceram rigorosamente dentro do que predisseram. Sempre auscultei a antecedência do meu tempo. Viajando dentro dos clássicos para a decadência da Grécia Antiga, para o declínio do Império Romano, até para ali mesmo na queda dos Czares da Rússia, vi lá o sintoma revelador do que estava prestes a acontecer aqui no Brasil e, acreditem, estou pressentindo a chegada às vésperas do perigeu no apogeu da dominação intervencionista dos norte-americanos na soberania das nações em desenvolvimento. Mas voltemos a olhar para a História Antiga. A impunidade dos dirigentes públicos incentivara a concorrência entre os corruptos, a tal desplante, que o denuncismo foi criado como arma interna do fogo cruzado entre os focos da corrupção. A intenção recíproca era a de um enfraquecer o poder de manobra do outro. O denuncismodenuncismo sopitou como bolha do presságio de que a fervura ia derramar-se nas tachas da corrupção. Não tive dúvida. Proibi na época o denuncismo no jornal, para não participar do jogo de um ladrão de dinheiro público, e até de vitórias nas eleições, contra o adversário e seu aliado na falta de princípios éticos. - Postado por: Santista às 09h49 AM [ ] [ envie esta mensagem ] Expus-me às incompreensões de muitos jornalistas e não se abateu a obstinação do solitário navegador nas resistências contrárias ao posicionamento dos que se isolam da franquia dos valores atuais, porque já estão escutando o barulho das oficinas transcedentais e enxergando o novo sendo esculpido e se mostrando nas luzes do amanhã. Era o tropel das mudanças no passo revel da arrancada triunfal da marcha da Nação para a derrubada terminal dos costados da corrupção caducada na vida pública brasileira. Até pela reação de jornalistas em jejum nos livros, tive certeza de estar rompendo as fronteiras do atraso. Vislumbrava o descontentamento unânime no semblante coletivo. Percebia a angústia geral escorrendo no ar. Tropeçava na palavra das ruas em pedras jogadas por trás nos comentários. Havia aquele silêncio que antecede as grandes batalhas. Todos estavam sabendo de tudo e apenas se calavam. Uma Nação estava acordando nova na alma da mocidade e no coração goiano da Pátria. Os estudantes fizeram-se exército do povo no congresso da UNE em Goiânia. A marcha contra a corrupção acendia a revolução incendiada qual o rastilho de um estopim inflamado no calor de cada coração riscando o seu fósforo e jogando pólvora na fogueira da vaidade dos corruptos. A corrupção desceu a níveis tão impermitíveis e banalizou a decadência moral, com tal arreganhamento e deboche, que o bem se recolheu vencido pela impunidade consagrada como nova ética do sucesso, e então, os escândalos passaram a ser o fogo cruzado do mal contra o próprio mal, onde o rouba-rouba levou os ladrões a ter de roubar de si mesmos. É briga no cocho. Emburreceram a corrupção e se escoiceiam atados ao mesmo cabresto nas pastagens do dinheiro público. Nada poderá salvá-los da mentalidade ensandecida pela mistura do conteúdo das tripas com a produção do cérebro. Estão crônicos na fedentina de suas idéias mal pensadas. Nem há na Medicina tratamento e remédios capazes de curá-los: a Veterinária não se especializou ainda em psiquiatria rural, em psicólogos para burros, porcos e ratos, nem produz psicotrópicos na área dos defensivos agrícolas para insetos da espécie humana. Nem adianta socorrê-los, porque morreram um dia antes de nascer e estão enterrados no cemitério dos extintos morais como fantasmas brandindo o espectro das lutas onde muitos foram crucificados em seus nomes. - Postado por: Santista às 09h49 AM [ ] [ envie esta mensagem ] A vida pública virou o território livre dos safados respeitáveis. A quenga política entra para as alcovas sedutoras do enriquecimento fácil, vai embriagando-se com o troca-troca no toma-lá-dá-cá corporativista do tráfico de influências até viciar-se nas perdições da honra pela vendagem de mandatos populares, através da barganha de candidaturas que chegam esvaziadas de votos às urnas e saem cheias das eleições pelos caixas das campanhas. É a festa dos vendilhões do povo nas casas de tolerância do poder. Dali, ninguém que entra quer sair. Ali, só se reclama quando um começa a comer na freguesia de um deles. Aí, então, inicia-se o quebra-quebra no lupanar das vestais, onde a boca que mais fala é também a boca que mais come. Só aí. Como no pampeiro de todo ambiente putativo, uma autoridade malandrona, qual mulher daquela vida pública dos antigamente, descobre que estão dando mão-de-vaca na sua feirada, parte para o piti, escandaliza, ameaça, chantageia, propõe suborno, aceita propina e, se o chefe da inquilinada não consegue pôr ordem na reserva de mercado às deitadas na hospedagem do erário, um dos usufrutuários sai rasgando a intimidade do concubinato governamental, apenas com o propósito de intimidar os parceiros da vadiagem oficial, mas, às vezes, execede-se no destempero emocional, quebra a cumplicidade do silêncio e passa a ser isolado da confraria participativa do mensalão. Caso não se acomode no isolamento e fique inconveniente, é despejado de vez. A maioria contenta-se com o racionamento do seu quinhão. Um, ou outro, não se conforma com a dieta fora da ceia das verbas, abre as cortinas das vidraças do governo, fica aprontando escândalo às portas, as pessoas vão passando e sempre aplaudem o espetáculo do malfeito. Ciúme de corrupto ao ver sua sinecura sendo levada por outro meeiro do tesouro estatal é mais incontrolável, violento e inconseqüente do que se estivesse vendo a mulher saindo com o vizinho. Perde a noção de que é preciso se ter decência até na indignidade. Rasteja na falta de decoro. Afronta o solene das liturgias. Brigões na platéia dos deixa-disso. Apanha no particular e não se constrange dos olhos roxos. Não sossega na histeria. Posta-se ao baldrame da sua exposição pública e promove a comédia circense igual à concubina abandonada pelos amasiados à corrupção, alvoraçada como amante jogada na rua, chorosa e bonita, chamando a atenção do aplauso nas calçadas das famílias que saem às janelas para ver a cena doidona, mas não levam a figura para dentro dos lares. Queira-se, ou não, o anfiteatro está montado para a trágica comédia da casa política na vila do governo. O jeito é a polícia entrar e fechar. TIPOS assim têm seu tempo de fama passageira e conseguem subida provisória nos degraus da projeção popular; ou podem ser levados sobre o monte dos votos para as alturas do Planalto e surpreenderem todas as expectativas numa eleição vitoriosa para presidente do Brasil. Afinal, assim como a infidelidade nas relações de amor, existe a infidelidade partidária e eleitores que gostam de ser corneados pelas promessas de moralização. Remember Jânio, que voou como bruxa para a renúncia em sua vassoura de varrer corruptos e terminou pousado numa herança tão abastada, que virou demanda da família na partilha do espólio. Rememorem Collor, que chegou de chicote batendo até com o cabo nos marajás do califado das orgias do dinheiro público, interpretou o seu conto de fadas, quebrou o cabo do chicote na pancadaria com o irmão, pegou a correia do relho e pendurou-se no próprio marajanato. Ainda bem que personagens assim quanto mais rapidamente sobem, tanto mais ligeiramente voltam ao fundo de onde saíram, pois não possuem autonomia própria para o vôo dos estadistas nos altiplanos perigosos da austeridade, de vez que só têm autoridade para falar mal de uma comida aqueles que se recusam a comer nos pratos dela. É irretocavelmente por esse motivo que não fio nos soluços e engasgos moralistas do deputado federal Roberto Jefferson vomitando com a pança cheia o azedume da indigestão depois da comilança na bacanal do mensalão. Boiará inapelavelmente por um período à tona dos acontecimentos, para submergir depois no poço da corrupção, onde bebeu muita água suja desse dilúvio moral, no qual o barco do Noé de Garanhuns entrou à deriva pela sobrecarga de ratos na torrente do mensalão, com os céus do Planalto carregados de muitas nuvens pesadas e prenunciando chover muita lama suficiente para naufragarem-se outras embarcações ancoradas nos portos do PT. Os diques dessa inundação seca tinham que ser rompidos pelo Roberto Jefferson, ou acabaria sendo detonado por outro aliado político da estirpe dele, pois só quem viveu dentro de uma casa suspeita sabe o que aconteceu lá dentro e tem condições de contar cá fora as minúcias da farra financeira e de revelar os segredos guardados atrás das paredes do motelão amasiado com a clandestinidade do enriquecimento ilícito, que graduados petistas instalaram com fachada de igreja no santuário do governo. É nisso que dá caso de amor à primeira vista como namoradas panhadas pelas beiras dos escuros nos porões das entregas do caráter à venda por umas bolinadas na rolagem de bolsas pelas esquinas da paquera no poder. Só poderia findar-se assim o acasalamento do chefe da família petista com os partidos de aluguel, vindos de muitos casamentos desfeitos com todos os governos e superpopulados de cônjuges com várias passagens na infidelidade partidária. São os chamados pequenos partidos com maior número de líderes que a soma dos eleitores. E são pequenos por falta de competência para se tornarem grandes. E competência é fundamental. Até para roubar. - Postado por: Santista às 09h48 AM [ ] [ envie esta mensagem ] O fato do deputado Roberto Jefferson ser membro que esteve aquadrilhado do mensalão não invalida a credibilidade de suas denúncias. Ao contrário, o seu testemunho merece fé pública, não apenas porque todas as suas revelações foram sendo pontualmente confirmadas, uma a uma, pela comprovação dos fatos e a veracidade apurada pelas investigações dos inquéritos nos levantamentos feitos e repassados à imprensa, mas pelas provas materiais de que só está faltando cair medalhões do PT em cima da cabeça da gente a cada acusação do deputado Roberto Jefferson. Ele denunciou, o figurão denunciado cai sem tempo de se levantar da cadeira no cargo. Não adianta dizerem que suas denúncias não são verdadeiras. São, sim. Têm sido até na quantidade de dirigentes públicos do Olimpo petista e mais espantoso nos números do roubado pelos que se engordaram nas mamadeiras da teta oficial até esgotarem o ubre do Tesouro Nacional. Não se saciavam tão-somente na aleitação nos currais palacianos. Possuíam cópia das chaves que abrem as gavetas das empreiteiras, dos prestadores de serviços, dos fornecedores de materiais e dos concessionários da rede de programas sociais do governo, com a agravante de que sabiam de cor o número do segredo dos cofres dos ministérios e das empresas estatais como o rico Correios. Não importa se Roberto Jefferson foi movido por princípios cívicos ou se por razões pessoais. Ele pode ser o mal, mas é o mal que fez o bem-feito aos maus que fizeram maldade a muitas pessoas de bem. E, na cadência do passo que a UNE deu em Goiânia, iniciou-se a marcha nacional contra a corrupção e levará as multidões honestas às praças públicas e os acampamentos da corrupção para as cadeias. Lula deve alistar-se às fileiras de combate da UNE. O passado não é salvo-conduto. Se o presidente não se engajar ao levante dos estudantes brasileiros, a fuligem da suspeição espalhada no ar pode cair sobre a sua cabeça nas eleições presidenciais, com o deputado Roberto Jefferson sendo empossado na sua sucessão. O sentimento diz-me que o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva não teve participação direta nas burras do mensalão, mas, daí ele dizer que não tinha conhecimento, não dá para acreditar, sob pena do presidente do Brasil ser um ingênuo, surdo, mudo e sem olfato. Os gemidos da corrupção estavam saindo até das canalizações do Palácio do Planalto, o vulto dos corruptos corporificava-se visível nos compartimentos com acesso ao gabinete presidencial, um fumaceiro do escândalo vazava o odor dos corrompidos pelas janelas de um punhado de órgãos públicos, ouvia-se o estalo de papéis sendo picados nos documentos do IRB, um gosto de cinza podre exalava-se pelas licitações dos Correios e o clarão da indignação percorria o ânimo popular como rastilho de uma revolução nas almas. - Postado por: Santista às 09h48 AM [ ] [ envie esta mensagem ] O PT não é uma propriedade política nem dos próprios petistas que o fundaram, muito menos para ser usado pelos militantes de vocação oposicionista fanática e que, agora no poder, mantém o governo do partido sob sistemática fuzilaria do sectarismo utilizado fanaticamente contra os demais governos. O Partido dos Trabalhadores é uma oração democrática nascida no altar das ruas, molhada do suor das oficinas e pelas lágrimas deixadas pelas feridas abertas na resistência à ditadura militar; portanto, o PT não é a explosão do fôlego de um grupo de indivíduos, mas uma respiração nacional em protesto à exploração do homem pelo homem no mercado de trabalho, na oportunidade de realização profissional equânime para os filhos do patrão e para os filhos do empregado no mesmo padrão escolar e qualidade de vida decente para todos. E surgido assim, o PT não pode ser utilizado pelo autoritarismo da concentração de poderes dos déspostas dentro do governo. O PT não é um pedaço de pano escrito nas faixas das greves por melhores salários. É uma bandeira que deve ter todas as cores da defesa da sociedade e não pode estar tinta de corrupção. Precisa livrar-se do claustro da mentalidade sindicalista e libertar-se para os alargados da visão plural da modernidade que conceitua como mais-valia o trabalho produtivo de todos, seja no labor braçal ou no fomento das idéias, gerando riquezas ou operando máquinas, seja pagando impostos que sustentam benefícios públicos para a população, ou recebendo restituições do Imposto de Renda. Notórios petistas estão estacionados no que houve e já não há mais, nos que foram e já não são mais oposicionistas. Urge pararem de tropeçar nos apagados do crepúsculo e dar o salto para a grande alvorada da nova Nação que está nascendo iluminada por horizontes de oportunidades em todas as fronteiras da economia e da política. E com universidades onde se abarracava o Mobral. Os petistas precisam tornar-se saudáveis politicamente. Deixem de ser atormentados ideológicos pela síndrome do neurotismo contra os militares que, um dia, pintaram a sigla DOI-CODI com o sangue do jornalista Herzog. Unam-se às Forças Armadas. Elas estão na luta em defesa da soberania brasileira na Amazônia, que os norte-americanos estão tomando-a de nós. Idealismo sem patriotismo é a exaltação fanática e cega dos entreguistas apátridas. O mensalão, do qual o deputado federal Roberto Jefferson é o parteiro que o abortou do ventre do governo do petista Lula, tem uma irmandade proliferada na familiocracia da corrupção superpovoada de pais, filhos, irmãos, primos, afins e avós morando em todas as casas de quaisquer formas dos poderes, público, econômico, religioso, de cada categoria profissional e de todas as entidades de representação social. - Postado por: Santista às 09h48 AM [ ] [ envie esta mensagem ] O mensalão é a nova Madalena que poucos, ou talvez nenhum dirigente público, pode jogar pedras nela e a sua face tem o formato de muitos rostos no corpo brasileiro. O mensalão dos caixas das campanhas eleitorais divide-se em dois nas empreiteiras: um para os candidatos do governo, e outro, para os da oposição, onde deságuam-se os afluentes em que essas duas partes do mesmo mensalão subdividem-se em cotas distintas: a maior, para os favoritos nas pesquisas de tendência de votos e, a menor, para os de baixo índice de aprovação popular. O mensalão do aluguel dos pequenos partidos políticos, que possui também o ponto de convergência da avaliação dos arrolados no inventário das propinas, ou das extorsões, para a partilha dos dividendos do mensalão conforme o quinhão eleitoreiro das siglas partidárias. O mensalão das bancadas majoritárias dos grandes partidos políticos que usufruem do direito adquirido à posse cativa nas heranças do tráfico de influências e, ali, os líderes fazem o parcelamento amigável da porção gorda entre eles e repassam a fatia magra para os liderados, através do pedágio na doação de cargos ou do tapa-boca na partição do Orçamento Nacional pulverizado nas rações de verbas para parlamentares quitarem promessas de obras assumidas nos compromissos com seus financiadores, com tal regalo na corrente da cumplicidade, que sobram elos para ser enforcada a maioria absoluta dos parlamentares em todos os escalões do Legislativo no País. O mensalão do caixa-alto e do caixa-baixo para a imprensa – aquele reservado para os monopólios de opinião acobertados pela intocabilidade de mídia técnica e, para este último, a quirela arranjada pela mídia política para os órgãos de comunicação que infestam o mercado editorial com emissoras de audiência ao nível das antigas amplificadoras instaladas nos parques de diversão nos antanhos, ou publicações periódicas de jornalecos e revistecas encalhadas nas bancas, sem vendagem aos leitores e simulando com exemplares de cortesia as carteiras de assinantes; mas, nesses dois casos, o mensalão parte-se em faturas bastante distintas: a primeira, na lavagem de dinheiro por certas agências de publicidade com determinadas autoridades e, a segunda, para políticos alaranjados por trás no faturamento de periódicos e de emissorazinhas, recebendo comissões e cujo bolo da propaganda supera, às vezes, a carga dos anúncios na imprensa com séria e onerosa responsabilidade empresarial no custeio das matérias-primas e obrigações empregatícias. O mensalão dos lobbies que intermediam a autorização de projetos e a liberação de recursos nos processos de financiamentos, onde os que manejam cá de fora os braços nas chaves do erário, manobram dentro das repartições públicas as mãos que abrem os segredos dos cofres dentro dos organismos oficiais à custa de dispêndios comissionados e que tornam inviáveis a expansão de qualquer empreendimento do setor privado; e é aí que entra o consórcio do mensalão aliciador da tenocracia especializada em protelar prazos de pagamentos, evitar prisões e arresto de bens, até que os endividados não tenham mais condições de honrar os honorários e são abandonados. São falidos. Vão presos. E lhes tomam a empresa, em muitos casos. - Postado por: Santista às 09h47 AM [ ] [ envie esta mensagem ] O mensalão do funcionalismo público familiocratizado no corporativismo atuando em duas vias igualmente perniciosas à profissionalização da administração pública: a das nomeações para os cargos comissionados e a da efetivação dos concursados impedindo, conjuntamente, a modernização das repartições, seja através do promíscuo racha dos salários dos comissionados subalternos com os chefes, seja por meio da burocracia infernal dos efetivados que não podem ser exonerados para que novos servidores concursados possam modernizar o expediente. O mensalão das leis cínicas que hipocratizam o aperfeiçoamento da sociedade: o mensalão do Estatuto da Criança e do Adolescente, que impede o menor de idade saudável de ir para o emprego e do menor bandido de ser mandado para a cadeia; quando o direito de trabalhar devia estar assegurado ao jovem vocacionado para o trabalho digno com a obrigatoriedade de freqüentar um curso de profissionalização dentro de sua aptidão, enquanto a ociosidade vicia-o ao mensalão do parasitismo, já que o jovem que não se inicia cedo na responsabilidade das obrigações com a família, dificilmente habitua-se às dificuldades de todo serviço; o Estatuto da Criança e do Adolescente devia, pois, instituir salvaguardas legais que vedassem a exploração do menor no trabalho e garantissem salários decentes. O reflexo do farisaismo do Estatuto da Criança e do Adolescente é que está diminuindo o índice de jovens trabalhando no mesmo percentual que vai aumentando contigente de garotos roubando, assaltando, furtando, estuprando e matando na impunidade com renda garantida, pois a criminalidade os emprega pelo fato de menores de idade não ficarem presos. O mensalão do Estatuto do Desarmamento enquadra a pessoa responsável, que mantém uma arma no lar para defender a família da violência solta nas ruas, em crime inafiançável mais hediondo que o homicídio do assassino, cuja conseqüência vai transformar o Estatuto dos Direitos Humanos na subdivisão da impunidade: um incrementando a corrupção na polícia, pois o cidadão flagrado portando arma cederá ao achaque policialesco para livrar-se da atuação e a sua arma não será entregue à Secretaria da Segurança Pública, e sim, vendida na marginalidade; outro mensalão é a restrição do comércio bélico legalizado que será um incentivo para o contrabando de armas patrocinado pelo consumismo da criminalidade organizada. A repercussão prática da adoção do Estatuto do Desarmamento é que cai o uso de armas pelos cidadãos de bem e sobre o fornecimento do contrabando para a marginalidade em franca expansão. Recentemente, uma autoridade do Ministério da Justiça justificou a instituição da medida com o argumento de que uma criança havia morrido brincando com um revólver que o pai esquecera em casa, a arma disparou e o filho morreu. - Postado por: Santista às 09h47 AM [ ] [ envie esta mensagem ] Mas não se justifica um fato através do exemplo da exceção e, sim, da regra geral. Eis a questão real: o governo trabalha só com a exceção. Os pais dos filhos querem que eles trabalhem, mas o governo não deixa. Os chefes de família precisam manter uma arma em casa, mas o governo toma e não desarma os bandidos. Os fazendeiros precisam de uma política para aumentar a produção, mas o governo expropria as terras produtivas, dá o calote nos proprietários e planta a doutrina da revolta na combustão de uma reforma agrária que apenas muda a miséria urbana para a penúria rural. O povo quer de um jeito, o governo faz ao contrário. É o governo da exceção em tudo. Em tudo, não. Sua única atuação na regra geral é na corrupção do mensalão. Então, vem-me à memória um pequeno trecho de um discurso feito pelo presidente Getúlio Vargas no almoço que lhe foi oferecido pela Associação Brasileira de Imprensa, em 15 de abril de 1944. De lá chega o tapa de Vargas, com quem Lula disputa a liderança histórica dos trabalhadores: "O Brasil há de ser, na paz, governado segundo as exigências da consciência nacional, para maior orgulho dos seus filhos e maior glória de uma Pátria, como a nossa, tão grande e tão digna". Getúlio via à frente de sua época. Lula não vê ali ao seu lado. Não enxerga, sequer que o PT passou a ser a Geni, da canção de Chico Buarque de Holanda: "joga pedra na Geni, joga bosta na Geni", a dos petistas e a dos que estão jogando. Também não era para menos. Teve petista preso em flagrante com um punhado de dólares até dentro da cueca, ou seja, estava com dinheiro saindo pelos ladrões até traseiro. Mas o maior errado não é o Lula. O grande erro é do populismo. Tudo profissionalizou-se. Um líder não pode chegar mais a presidente de seu país, passando pelas praças públicas sem haver passado pela universidade. Se Lula fosse um notável da cultura política, não teria cometivo o equívoco de envolver a máquina petista com o aparelho do velho modelo político que ele esmurrou nas praças públicas e abraçou nos gabinetes do seu governo. E não é, nem mesmo, de formação marxista nesse seu embandeiramento socialista, mas é o revolucionário de vocação conservadora e humanista, com uma visão muito forte do ideal centrado na convicção operária priorizando o mercado de empregos. Sua própria concepção sobre cidadania está menos no plano das liberdades públicas. Para ele, cidadania é a pessoa ter um endereço para morar, uma profissão para se realizar e sustentar os filhos na escola e levá-los ao clube, para ser gente com todo o conforto dos que gostam e têm, como cidadão, o direito de viver e ser feliz e em paz. O mensalão de exclusividade petista é o das expropriações. - Postado por: Santista às 09h47 AM [ ] [ envie esta mensagem ] A expropriação do direito à propriedade patrocinada pelo mensalão do dinheiro público repassado ao MST para financiar as invasões de terras que favelizarão os campos por falta de uma política agrícola do governo, propiciando a presença de máquinas para o preparo do chão, de ferramentas indispensáveis para se manter o abastecimento do consumo caseiro dos assentados, de adubos para se corrigir o solo, de sementes para o plantio, de defensivos contra as pragas, de armazéns para estocar a colheita e de mercado garantido para vender a produção a preços tabelados e assegurados pelo governo. Nada disso existe. Não há, sequer, postos de saúde para os doentes, escolas para as crianças, até ser semeado o favelamento dos campos e o fomento da massa da criminalidade no inchaço das periferias das grandes cidades. O saldo resultante da política fundiária do governo é que há mais juros pastando produtores rurais nos guichês do Banco do Brasil que reses nos rebanhos comendo nos pastos. A expropriação do calote ao direito universal das escrituras de terras particulares para amontoar sem-terra e não pagar os donos das glebas das áreas assentadas, criando-se, assim, o mensalão paternalista do Ministério da Reforma Agrária na usurpação do trabalho alheio. A expropriação do faturamento das empresas privadas que têm negócios com o governo para subsidiar a economia dos partidos políticos, o endinheiramento fraudulento ou a mordomia desavergonhada e pecaminosa de muitas autoridades vadiando no não-fazer-nada dos cargos. A expropriação do lícito pela amoralidade de um Congresso Nacional subjugado ao mensalão da Bancada Rural, da Bancada Evangélica, da Bancada dos Banqueiros, da Bancada dos Ecologistas, da Bancada Daquilo, da Bancada Disto. Só não tem a Bancada do Povo. As expropriações onde o PT estava expropriando, outros partidos políticos também já expropriaram. Todavia, a expropriação mais lesiva cometida pelo governo dos petistas foi a expropriação da fé pública nas suas bandeiras. O mensalão em que renomados petistas estavam roubando no governo do PT, outros partidos políticos já roubaram em vários governos. A novidade é que os demais políticos não promoviam exibições de santidade pública, enquanto os líderes do petismo alardeavam purificação partidária. Por isso, o despudor atual do mensalão, genuinamente encastelado no Partido dos Trabalhadores, não é apenas a exteriorização da bacanal explícita das perversões íntimas da vida pública, mas o ostensivo flagrante da expropriação que os próprios companheiros fizeram do patrimônio ético do partido. Refriso. O PT era o patrimônio ético da política, o único mastro sobre o qual sustentava-se a ilusão coletiva de que seria possível reformar os alicerces do apodrecido modelo político sem o taperão cair. Não era. O esteio moral do PT veio abaixo no colosso de um escândalo e, com ele, o desabamento total das esperanças populares, sujando toda a classe política com o poeirão da ruína geral e absolutamente fora de controle. - Postado por: Santista às 09h47 AM [ ] [ envie esta mensagem ] Mas não fiquem tristes com a terra arrasada, sem os eldorados da Terra Prometida. Fiquem todos muito alegres. Aconteceu um fato extraordinário e bendito. Vangloriem-se, pois, estavam acreditando nos que mentiam, nos zangões que estavam fazendo cera e comeram o mel demais e se lambuzaram na colméia do enxame de abelhudos. Valeu a salvação do País. Enquanto não caísse a pilastra do patrimônio ético do PT, haveria a esperança de acontecer um milagre na casa dos pecados governamentais. O povo continuaria alimentando a ilusão de que, enquanto o PT não passasse pelo governo, o Brasil não teria conserto. Passou e ficou pior. Todo o engano é acabado agora. A quimera, a mentira e a demagogia. - Postado por: Santista às 09h46 AM [ ] [ envie esta mensagem ]
- Postado por: Santista às 09h49 AM [ ] [ envie esta mensagem ]
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- Postado por: Santista às 09h44 AM [ ] [ envie esta mensagem ]
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- Postado por: Santista às 01h40 PM [ ] [ envie esta mensagem ]
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