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Interesse público
  
 


O ajuste das nossas relações aos mais amplos aspectos de mudança social – a fim de promover o interesse público – depende da capacidade ou desejo de assumir a responsabilidade social de nossos atos e reconhecermos suas conseqüências sociais.

Dedicando-se a causas socialmente indesejáveis, muitos dos interesses que prevalecem na atualidade não vão além do desejo de promover alguma causa lucrativa, sem nenhuma consideração quanto a sua utilidade social. Mas o que é o interesse público? Quem tem competência para indicá-lo? Quem sabe, realmente, se os impostos são ou não de interesse público? Quem tem competência para dizer se as tarifas cobradas pelas concessões de serviços públicos são contrárias ao interesse público?

O conceito de interesse público tem experimentado sensível mudança em um mundo em que as ideologias se multiplicam, os interesses se chocam e valores absolutos entram em desuso. Teorias relativistas e pragmáticas tentam dar um certo cunho filosófico à situação, satisfazendo, talvez, apenas os próprios teóricos. Em meio às perplexidades e incertezas, destaca-se o interesse da sociedade sobre questões de valores, de responsabilidade social e de interesse público.

O interesse público é – e somente pode ser – aquilo que o público, a percepção da sociedade diz que ele é. É claro que essa percepção é dinâmica e mutável – e o ritmo da mudança, afetado por muitas influências, é maior com relação a alguns assuntos do que a outros. Por exemplo: a opinião da sociedade quanto ao valor social de alimentos adulterados é certamente muito mais estável do que acerca das opções políticas. Assim, quando consideramos a eficácia com que a sociedade determina o interesse público, a relativa estabilidade da opinião com respeito a diferentes assuntos deve ser considerada – além da variável certeza e convicção com que a população pública apóia ou reprova os negócios públicos. Por isso mesmo a concepção que se tem de interesse público é mais clara e mais precisa em alguns setores do que em outros.

Houve uma época em que lideranças messiânicas pretendiam ser os únicos repositórios do ponto de vista divino quanto à verdadeira natureza do interesse público. Ditadores utilizavam o ardiloso argumento de que sua vontade era uma expressão mais verdadeira da opinião da sociedade do que os votos do eleitorado nas urnas. Mas o impacto persistente das transformações sociais forçou-os a recuar, iniciando uma cadeia de acontecimentos que acabaram por indicar que a fonte da vontade e inspiração é realmente a opinião das comunidades. Em 1893, Lord Bryce escreveu que a excelência do governo popular reside não tanto na sua sabedoria quanto na sua força. Uma vez introduzido na mentalidade e incorporado nos hábitos da nação, o princípio de que deve prevalecer a vontade da maioria, honestamente aferida, então a nação adquire não apenas estabilidade, mas também uma imensa força efetiva. Não há receio de discussão ou agitação. Ela pode utilizar todos os seus recursos para a realização de seus fins coletivos.

A visão prévia monopolista do interesse público – seja de um homem ou de um grupo – tem-se tornado cada vez menos convincente. As alegações de grupos de interesses especiais, no sentido de que apenas eles falam em termos de interesse público, sugerindo diferença de valor entre uma percepção supostamente qualificada e uma opinião vulgar e ordinária que se expressa nas urnas – e insinuando a idéia de que a opinião da população tem menos probabilidade de ser a expressão do interesse público que os pronunciamentos dos sábios – estão cada vez mais desacreditadas. Há tempos os cidadãos descobriram que há menos perigo em aceitar que a divindade revela o interesse público através da percepção das massas do que em acreditar que ela revela esse interesse através da mente de indivíduos ou grupos especialmente inspirados.



- Postado por: Santista às 09h01 AM
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"A que ponto chegamos"


 

 

Vejam só a que ponto chegamos. Agora ele está querendo ser presidente. Não se enxerga? A começar pelos ancestrais, que não são coisa que se recomende. Há fortes boatos de descender de uma mulher de costumes frouxos e suscetível a amores proibidos.

O pai, ao que parece, não conseguia se fixar em emprego algum, e alguns chegam a descrevê-lo como tendo alma de vagabundo. É certo que não seria nunca escolhido como "operário padrão".

E o que dizer do lugar onde nasceu? Estado dos mais atrasados, sotaque típico, crescido em meio a rudeza dos que não se refinaram para as lides públicas. Podem imaginar o seu comportamento num banquete? Seria vergonhoso... Cotovelos sobre a mesa, empurrando a comida com o dedão, falando de boca cheia... Seria um vexame nacional. Acresce o fato de não haver nem mesmo terminado o curso primário, sua educação se restringindo a ler, escrever e fazer as quatro operações.

Como trabalhador braçal, excelente. Na verdade, ali é seu lugar. Como acontece com as pessoas que trabalham muito com o corpo e pouco com a cabeça, seu corpo se desenvolveu de forma invejável. Testemunhas oculares relatam mesmo que, em certa ocasião, não vacilou em se valer dos músculos para dobrar um grupo de adversários.

Mas o que assusta mesmo é o seu radicalismo em relação às questões do trabalho, especialmente do campo. Pois não é da iniciativa e do capital dos patrões que vem a riqueza do país?

E agora, este matuto quer colocar o carro na frente dos bois...Se a sua política agrária for colocada em prática é certo que vamos ter uma convulsão social no país. O nosso sistema de produção vai ser desmantelado, com imprevisíveis conseqüências para a economia.

Mas pior do que isso serão as conseqüências sociais. No final, parece que os empregados tomarão conta de tudo e aos patrões não restará outra alternativa que deixar o país...

Podem guardar seus sorrisos e sua raiva porque isto que escrevi não é sobre quem vocês estão pensando. É sobre Abraham Lincoln. E o que eu disse sobre sua vida pode ser encontrado na Enciclopédia Britânica, para quem quiser conferir.

Abraham Lincoln foi eleito presidente dos EUA e, ainda hoje é considerado um dos maiores, se não o maior, presidente a história dos Estados Unidos.



- Postado por: Santista às 06h26 PM
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Acadênia Brasileira de letras

A nossa Academia Brasileira de Letras, além dos tradicionais
chás com pasteizinhos de carne e outros acepipes às
quintas-feiras,
bem que poderia começar a escrever um novo dicionário
com expressões cujo significado tem sido bastante usado
pelo povo.

Na última versão do nosso Aurélio, aos mais de 340 mil
vocábulos da edição anterior, foram acrescentados outros
6 mil, entre palavras de origem estrangeira, como por
exemplo, as francesas, bordereau (fatura); démarche
(diligência
no sentido de negociação); entente (aliança entre dois
países); acrément (ato de consultar, reservadamente,
um governo sobre a conveniência de aceitação de diplomatas);
as inglesas: dumping (venda de mercadoria em país estrangeiro
por preço inferior do produto similar local, com fins
de dominar o mercado); franchising (contrato de concessão
de marca de comércio para venda); holding (empresa controladora)
e muitas outras que deixei para você Nick o trabalho
de catalogá-las.

Mas o que gostaria mesmo,  é apresentar uma lista de
palavras portuguesas que poderiam ser incluídas no nosso
léxico no sentido figurativo. E, aqui, seguem algumas
delas referentes a um possível dicionário português-mulherês
(gostou do título?): aliança (garantia financeira);
amante
(homem que faz tudo aquilo que o marido nunca faz);
batom
(arma feminina que deixa marcas fatais); carteira (principal
órgão masculino, mais importante que o falo); extravasar
(galinhar); confiança (ação incompatível com os homens);
acusação (quando a mulher não quer nada com o parceiro);
falta de atenção (falta de presentes); gravidez (investimento
a longo prazo); maquiagem (realce da beleza natural
e
disfarce da feiúra original); namorado (desculpa usada
para despistar homens indesejados); pílula anticoncepcional
(medicamento usado no momento certo e descartado no
momento
oportuno); seios (sinônimos de maçaneta ou objeto de
apoio, que serve para abrir muitas portas); amor impossível
(um pretendente pobre, isto é, desprovido de patrimônio);
corrimão (mulher na qual todo mundo passa a mão); caixa
de banco (bancário que se assemelha a massagista de
madame,
manuseia mas não usa); babador de rola (gravata quase
sobre o pênis); desorgasmo (ausência de orgasmo); ministério
(aparelho de som pequeno);

Outra lista de palavras cujo significado pode variar
de acordo com seu emprego: missão (culto religioso que
dura três horas); estouro (boi que sofreu operação de
mudança de sexo); democracia (sistema de governo do
inferno);
homossexual (sabão em pó para lavar as partes pudendas);
padrão (padre muito alto), barracão (local que proíbe
a entrada de cães); pressupor (colocar preço em algum
objeto); conversão (papo demorado); detergente (prender
várias pessoas); barganhar (receber um bar de herança).

Agora, para terminar, as mais infames! Expedidor (mendigo
que deixou de pedir esmolas); cleptomaníaco (fã do Eric
Clapton); contribuir (ir para algum lugar com vários
índios); fluxograma (direção em que cresce o capim);
badalo (órgão sexual masculino) vocábulo que, inclusive,
mereceu de Bocage (1765-1805) os seguintes versos: “sem
querer nas calças estar oculto, quando se entesa o túmido
badalo, ora arranca os botões com fúria rígida, ora
arromba
as paredes quando mija”.



- Postado por: Santista às 06h10 PM
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Inversão de valores e muito mais...

É de se indignar a inversão de valores que ora presenciamos neste País de quase ninguém. Um traficante é preso acusado de ser o "Rei do Tráfico" na baixada Santista, responsável ceifa da vida de muitos jovens que perecem nas drogas, pela destruição de famílias inteiras e até mesmo pela mudança de comportamento de toda uma sociedade, no entanto, o pilantra do "Naldinho" chuta o balde, chuta os jornalistas, chuta a polícia e chuta a todos nós, como se fosse ele o injustiçado ou a vítima de impunidade. A sensação de impotência que acomete a todos nós é de se entristecer! como será essa sociedade e esse País daqui há 10 anos, como viveremos? de que forma podemos impedir que essa "almas sebosas" atinga nossos filhos e termine com a alegria de nossa família. O Congresso precisa urgentemente rever as legislações criminais pertinentes ao tráfico de drogas, não podemos admitir que sujeitos nocivos do tipo do "Naldinho" , do "Beira Mar" e de toda corja dos "Grandes Traficantes" desfilem na mídia como heróis invertidos e vítimas do descaso social, porque é isso mesmo, ao final de tudo, vem um sociólogo hipócrita da ONG "Viva Rio" defender os interesse de elementos nocivos dessa índole. Acredito que o cidadão merece uma postura firme e determinante dos Poderes Contituídos desse País que ainda é nosso.



- Postado por: Santista às 08h28 PM
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Nada melhor do que ele 



Eu já vi o sol se pôr atrás do Guaíba. Já vi ele nascer no Leblon. Também vi a noite tomar conta de São Paulo do alto do Terraço Itália. Outra vez, experimentei comida italiana no Fasano, tomei bons vinhos no Leopoldo`s. Já passei muito bem comendo carne no Rubayat. Mas não consigo esquecer do sanduíche de pernil do Cervantes, em Copacabana. Nem da coxinha do Frangó (valeu, caro Olivetto). E muito menos o badejo grelhado com molho branco do Rei do Peixe, em Ubatuba. Molhei a boca com vinho de R$ 2 mil a garrafa. E já tomei vinho de R$ 5 por cada 10 litros.

Tive aulas de surf em Itamambuca. Vi Brad Pitt e Tom Cruise. Já bati papo com roqueiro famoso. Por falar nisso, também bati um papo, uma vez, com um dos filhos do Bob Marley. Apertei a mão do Bono Vox. Troquei meia dúzia de palavras com Sean Lennon, filho de Deus, mas ele não quis me dar seu e-mail. Ryan Adams, bêbado, me disse que não era bom em relacionamentos. Quase falei com Ron Wood. Mas vi Mick Jagger e Keith Richards de pertinho. Fui em um churrasco com os Red Hot Chilli Peppers. Um baterista do Kiss me deu um beijo. Passei a mão na careca do Michael Stipe (sem trocadilhos). Bryan Ferry me pagou um vinho espetacular. Joguei muito voley com a Fernanda Venturini e Basquete com a Magic Paula Já comi feijoada da tia Surica, com o acompanhamento da Velha Guarda da Portela.
Já vi jogo do Santos de dentro do gramado na Vila Belmiro. Já vi muito treino de Formula1. Vi o papa João Paulo II de perto, em Aparecida. Rezei muito aos pés de Nossa Senhora Aparecida. E fui atendida. Conversei com o Pelé, o Rai, o Sócrates, o Giovanni, o Robinho e até o Emerson Leão. O Casagrande quase me matou com uma patada. Dei fora em zagueiro pentacampeão. Ganhei uma camisa do Barcelona das mãos do Ronaldinho.

Já vi um Ovni (pelo menos eu acho que era). Já soltei meu carro na descida e ele subiu. Lavei a alma em cachoeira gelada no interior de Minas Gerais. Já fiz um monte de coisa na vida. Isso é só um pouco do que eu me lembro agora.

Mas eu preciso dizer uma coisa. Nada, nada disso que eu fiz se compara com a delícia e o prazer de dar um beijo no meu amado, no meu namorado, no meu amor .

Nada que eu fiz na vida é melhor do que acordar ao lado dele, do que ouvir sua risada, suas piadas. Nada é melhor do que o seu abraço, do que o seu beijinho, do que a sua mão apertando a minha.Nada é melhor que olhar os seus belos olhos azuis. Sua pele branquinha, as vezes bronzeada em seus 1.86m.

Por isso, meu amor, saiba que nada na minha vida é melhor do que você. Feliz Dia dos Namorados! E espero que eu seja capaz de te fazer feliz, de te fazer sentir o homem mais especial do mundo. Você já me faz sentir assim. Depois de ter você, não preciso mais dos poetas.

Eu Amo Você.


- Postado por: Santista às 09h32 AM
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Lacerdismo das elites conservadoras
  
 


Por não terem ilusões de classe, os marxistas raramente se deixam iludir no cenário político. Por isso, o posicionamento firme, rápido e decidido da direção nacional do PCdoB, através do seu presidente, Renato Rabelo, que, em entrevista coletiva na semana passada, analisou o complexo quadro de enfrentamento político e de classe em curso no país e escancarou a manobra. O cerne da crise política atual reside no fato de que a oposição neoliberal (PSDB/PFL) ao governo Lula está em franca ofensiva, quer voltar ao poder central e cuida de preparar o terreno para as eleições de 2006, tentando paralisar o governo.

Agora querem transformar a CPI dos Correios em uma investigação geral do governo, e Roberto Jefferson se alia a eles com suas denúncias, até agora sem provas. Coisa de quinta-coluna.

O ministro Aldo Rebelo comprova a importância do seu papel, ajudando o presidente Lula a manter a mão firme no leme. Sua atuação mostra que os comunistas têm completa razão em defender um governo de coalização, enfrentando a inconseqüência daqueles que querem petistizar ainda mais a administração federal. O erro decorre de se desconhecer a própria trajetória republicana do Brasil: para ter governabilidade e sustentabilidade, o governo deve ser composto com o conjunto das forças que o elegeram ou lhe dão apoio parlamentar. Práticas hegemonistas e exclusivistas não são boas companheiras, não contribuem para a estabilidade e a coesão política.

O momento é difícil e há muita confusão entre os setores democráticos, na classe média, e mesmo entre as forças de esquerda. Só a intensificação do debate político e o reforço do movimento popular, da pressão de massas pelas mudanças, permitirão descortinar o bom caminho a ser seguido, para que a luta dos trabalhadores e do povo brasileiro siga em frente e não venha a sofrer retrocesso.

A banda neo-udenista de FHC, com sua cruzada moralista de ocasião, ao estilo do “Corvo” Carlos Lacerda, quer pôr fim ao processo renovador iniciado com a eleição de Lula. O ideal de mudança, por um novo Brasil, com uma nova política econômica, que estimule o desenvolvimento, com soberania, reforma agrária, distribuição de renda e valorização do trabalho está sob fogo cerrado dos entreguistas e agentes da criminosa privataria da era FHC, nos anos de 1995 a 2002 .

À luta e ao debate todos os democratas e progressistas! Como já bem disse David Held “... as dificuldades do mundo moderno não serão resolvidas pelo abandono da política, mas tão-somente pela transformação da política de forma tal que nos habilite a dar forma e a organizar a vida humana de maneira mais efetiva. Não temos a opção pela não-política.” E os comunistas não têm vocação para voltar a ser oposição a FHC, e nem os brasileiros merecem esse mais-do-mesmo.

Para os envolvidos em corrupções e outros atos de improbidade administrativa, Polícia, Ministério Público e Justiça!


- Postado por: Santista às 09h21 AM
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Agronegócio do conhecimento
  
 


Não se trata de especial novidade valorizar o conhecimento em todas as suas formas – educação, ciência e tecnologia, engenharia de produtos e processos, métodos modernos de gestão empresarial, marca e logística. Há, entretanto, com a circulação de informações em escala mundial – na atual era da informação –, muitos desencontros e discordâncias. Todos têm direito de expressão e ouve-se de tudo.

O que se deve ter em mente, nesse caso, é que por vezes temos muitas informações à nossa disposição e pouco conhecimento. Faz-se, dessa forma, de todo importante analisar as informações a que temos acesso, no sentido de produzir conhecimento, compreensão e solução dos processos, a fim de solucioná-los com cada vez mais eficácia, menos perda de tempo e confusão.

O Brasil tem um enorme potencial de vantagens competitivas, pela sua abundância e riqueza de recursos naturais, porém temos – se comparado em níveis globais – todo um desafio à nossa frente no sentido de adequar nossa população, no campo da educação, passando pelo conhecimento e pela especialização profissional. A verdade é que ainda há um atraso que precisa ser resgatado pelo Estado e pela sociedade brasileira.

Como de praxe, devo analisar estas questões do ponto de vista do agronegócio brasileiro. O agronegócio representou, em 2004, 40,44% do total das exportações brasileiras, com um saldo comercial fundamental da ordem de US$ 34,135 bilhões – pois formou a base exportadora brasileira –, apesar de ser o setor que mais sofre com a incidência do cruel protecionismo dos países desenvolvidos.

Nesse contexto, cabe registrar que o agronegócio brasileiro deixou de ser um setor arcaico. Os resultados alcançados pela agricultura brasileira nos últimos e, em especial, recentes anos, se devem à sofisticação tecnológica que a ela foi imposta pelas forças de mercado. Hoje se exige controles de qualidade – sanitários e fitossanitários – altamente rigorosos, para que os produtos brasileiros tenham acesso aos mercados e para que possamos, de fato, competir.

Sem essa mentalidade, e com a vulnerabilidade externa inerente ao setor, não seria possível chegarmos a resultados tão positivos. Como iríamos exportar cada vez mais?

No entanto, há que se deixar claro que tudo isso se deveu, e, ainda se deve, ao trabalho de pessoal altamente qualificado e competente – que sabe administrar informações e gerar conhecimento – ao investimento em pesquisa e tecnologia (principalmente Embrapa), e à capacidade técnica daqueles que atuam no setor.

Todo o desenvolvimento da agricultura brasileira ocorreu de forma muito firme, consistente e confiante. Passamos de uma produção de 76,5 milhões de toneladas de grãos, na safra 1997/1998, para 122,4 milhões de toneladas de grãos, na safra 2002/2003, com um incremento de menos de 9 milhões de hectares de área plantada.

O mesmo pode se dizer da pecuária brasileira, que, em 1999, exportava menos de US$ 800 milhões em carne bovina. Em 2004, após ter assumido em 2003 a posição de maior exportador de carne bovina do mundo, acumulou um saldo exportador da ordem de US$ 2,5 bilhões. Portanto, imaginar que aplicação de conhecimento deve ser restrito a setores de alta tecnologia não é correto.

Devemos avaliar nossas deficiências, nossas carências, sem, do mesmo modo, deixar de exaltarmos nossos pontos fortes e virtudes para garantir e manter a inserção do agronegócio brasileiro no cenário internacional, sempre atentos para a inevitável onda da “era do conhecimento” e informação.

Tenho presente que as ações desencadeadas pelo agronegócio nacional, ao longo da última década, no sentido de se adaptar às novas exigências globais e se tornar competitivo no mercado internacional, não são mais compatíveis com a histórica e atual permissividade, passividade e ausência de políticas públicas claras, objetivas e determinadas que visem a manutenção da ordem econômica, política e social do Estado brasileiro.

A implementação de instrumentos que apresentem garantias de cumprimento da estabilidade nacional é condição “sine qua non” para o contínuo crescimento do moderno e invejável agronegócio brasileiro. Do contrário seu futuro estará comprometido.

Finalmente, é de todo necessário reduzir as distorções sociais que comprometem a competitividade do agronegócio nacional, como o baixo nível educacional e de treinamento, a pobreza, os gastos governamentais questionáveis, a burocracia desnecessária, a corrupção e o desemprego


- Postado por: Santista às 09h17 AM
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Como queimar calorias
  
 


Nem precisava, pra mim, a ciência provar que o riso faz bem à saúde. Não faço outra coisa aqui neste cantinho, todos são testemunhas, que não apologia à ação de rir. Até nos assuntos mais sérios busco um jeitinho de colocar alguma pitada de humor. Quando não pessoal, invoco o anarquista, mas meu amigo, Cafarnaum. Minha experiência com o assunto só apresentou resultados positivos. Boas relações, estima em alta, cabeça leve, além da facilidade de entender o estado de espírito dos outros. É soltar um gracejo, e conhecer, pela carranca ou não, qualquer indivíduo. Principalmente eu, que sempre estou entre muitos.

Pois não é que estudiosos da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, no Estado americano do Tennessee, revelaram que dar boas risadas significa meio de queimar calorias? Descobriram que rir de 10 a 15 minutos por dia pode produzir emagrecimento de aproximadamente 2 quilos por ano. Se é bom pra queimar calorias, imagine na conquista de um alto-astral.

A técnica consistiu em recrutar 45 pares de amigos, deixaram que assistissem a programas de comédia na TV e mediram quantas calorias foram perdidas a cada risada. Testaram separadamente sete pares de amigos do sexo masculino, 17 pares de amigas do sexo feminino e 21 pares de ambos os sexos.

O ambiente em que ficaram as parelhas foi desenhado para que os cientistas pudessem medir a quantidade de oxigênio que os voluntários inspiraram e qual a quantidade de dióxido de carbono expirada – modelo de medição de queima de calorias.

As diferenças entre a quantidade de oxigênio e o dióxido de carbono antes e durante as risadas permitiram aos pesquisadores calcular qual a risada usou mais energia e qual foi a diferença entre elas. Ficou demonstrado que eles queimaram 20% a mais de calorias quando deram gargalhadas do que quando não deram.

Nas análises que fiz sobre o riso, descobri que, sem ele, a tristeza definha as pessoas pelo espírito, mesmo que estejam em cima de carcaça volumosa. Agora que cientistas descobrem outras funções para a risada, melhor ainda.

Por isso a anedota não envelhece e a caricatura é sempre atual. Saudosas lembranças do Péricles (O Amigo da Onça) e do Henfil (Os fradinhos Baixim e Cumprido), que venceram a morte nos personagens que tanto nos fazem rir. Sim, porque entendo a morte como esquecimento. Que não é o caso deles.



- Postado por: Santista às 08h01 AM
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