| O mundo é o próprio mundo
|
|
|
|
|
|
|
Na vida há amigos e amigos. Amigos verdadeiros são como laços fraternos de fé e bondade, intactos como bronze no fundo profundo do oceano; laços que nos levam ao maná da vida, como o cordão umbilical da mãe que gera o filho na vida da vida e que hoje se descobre que ele (o cordão umbilical, antes atirado ao lixo) serve ainda para a vida dos muitos ameaçados de ficar sem ela.
Não há alimento melhor que uma amizade verdadeira. Amigo é o que diz “Olá, como vai?!” sem que isso saia da boca pra fora e sem que percebamos que foi mais um ato mecânico no meio de tantos que temos em nossos dias tumultuados.
Se em cada pergunta como essa soubéssemos transmitir toda nossa energia, toda a força de nossos desejos, não soaríamos falsos como parecemos ser.
Que esse “como vai?” seja sempre uma lição de como as palavras não podem ser letras mortas, ditas pelas engrenagens esquecidas de nosso cérebro:
— Olá, como vai?!
Não podemos jamais virar a nossa sensatez e dirigirmos às outras pessoas com as mesma ênfase, sem que haja qualquer sinal de viço nela.
— Olá, como vai?!
Não há amizade maior que a que percebe a dor no homem sem que o machuque mais. Ela é a que nos alivia feito o bálsamo na cura dessa dor.
Ser amigo é compreender o erro do outro sem feri-lo com essa arrogância que permanece sonolenta em nosso inconsciente, pronta para decapitar esse alguém.
Amigo é aquele que não te derruba com os tradicionais: “Você está mais magro... Parece pálido... Você está doente?”
Não é o que te procura só por interesse ou que sempre vibra no silêncio quando ouve uma notícia ruim sobre você. Amigo é o aperto sincero quando a tempestade sacode as raízes no concreto de sua alma.
Quantos amigos você tem que quer vê-lo na sua caveira; vê-lo longe da felicidade? Não há amizade maior que a dos amigos que são essencialmente leais e que são solidários nos momentos mais difíceis dos difíceis momentos, quando o chão deixa seus pés, quando o tsunami ameaça com sua morte abissal e de choque.
Amigos verdadeiros não são como aqueles que se aproximam só para roubar sua energia, na forma vampiresca de sugar seu céu. Não é aquele que permanece plasticamente com um sorriso, mas que, por trás, se assanha como uma caveira, na vontade estapafúrdia de sua morte.
Amigo é poder ser sendo, é querer ser querendo, sem nunca deixar de ser. É preciso que seja mais seda, menos metal. Que seja vento, água, terra, ar, fogo e o invisível.
É preciso que sejamos qualquer coisa sendo, sem querer imolar-nos no sacrifício do outro. Voar no céu do céu e descobrir que somos a essência do vegetal, do animal e do mineral. Nada que não esteja além de nossas possibilidades.
Afinal, é preciso não esquecer: no mundo, o mundo é o próprio mundo.
|
- Postado por: Santista às 08h47 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
Ouço as indagações das pessoas, gente do povo como eu, como é possível que os figurões da República, denunciados por supostos delitos graves continuam nos cargos como se nada estivesse acontecendo, coisa que jamais aconteceria com nós outros, pois, para a gente simples, a lei chega tão depressa que nem raio na trovoada, arrasando reputação com retrato no jornal e demissão do emprego, ainda que seja por simples denúncia.
Não dá para entender o Estado de Direito que dizem estarmos usufruindo, quando a Constituição estabelece no seu festejado artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”...
Essa suposta igualdade tem sido uma ficção constitucional, quando estabeleceu-se no inciso I, do citado artigo, que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”.
É aí que está o dito pelo não dito, porque lá mais adiante começam as exceções daqui e dali, criando situações que deixam evidentes que temos na República Federativa do Brasil cidadãos de primeira classe, de segunda classe e até da décima classe, quando na própria Lei Maior aparece a figura do privilégio que se denomina “foro por prerrogativa da função”, ou seja, os que exercem cargos mais elevados nos três poderes da República são cidadãos de primeira classe, a elite privilegiada que está fora do alcance do delegado de polícia, do promotor de justiça e do juiz de Direito da Justiça do primeiro grau, porque só podem ser chamados a prestar contas para as autoridades de nível superior, criando situações que demonstram que nós outros cidadãs e cidadãos somos gente de quinta classe, plebe excluída dos privilégios onde os acertos “políticos” mudam a maneira de enxergar os crimes dos figurões, que acabam sendo vistos como meras intrigas da politicalha, mas isso jamais será novidade, depois que nossa Justiça, no trato dos direitos dos aposentados, aboliu o direito adquirido e o ato jurídico perfeito, tudo mais poderá ser esperado, quando o País engatou marcha a ré nos últimos tempos.
O Estado de Direito, em reta razão e autêntica realização do primado de que todos estão em igualdade de direitos e obrigações perante a lei, não poderá jamais criar as distinções que estamos assistindo imperar como apanágio da ordem jurídica, pois os delegados que autuam as criaturas sem tais privilégios, que são logo denunciadas à Justiça por seus delitos, julgadas pelos juízes que estão no meio do povo, devem ser portadores de igual autoridade e ação para chamar os figurões encastelados nos cargos de governo para o acerto de contas na delegacia de polícia, para começar, como começam todos os tormentosos processos que a gente do povo, quando erra, está sujeita. Pensando bem, é até bom o fato de que não somos todos iguais; graças a Deus, a gente do povo ainda é muito boa e honesta!
|
- Postado por: Santista às 08h57 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, agora na confortável condição de estilingue, posa de estadista ao falar das realizações de seus dois governos. Há poucos dias alguns jornais publicaram artigo da sua lavra, intitulado “Caminhos Responsáveis”, a propósito da Lei de Responsabilidade Fiscal, que acaba de completar cinco anos.
De fato, FHC deixou marcas. Algumas positivas, como a relativa estabilidade da moeda (muito estável, se compararmos à inflação da década anterior ao real). A criação do Ministério da Defesa, cujo titular pode ser civil, é algo a meu ver significativo, embora pouco mencionado. Passo importante, na configuração do sistema democrático.
Mas a Era FHC registrou também os seus senões. A própria filosofia ou finalidade básica da LRF, voltada para a contenção dos gastos nos limites dos recursos arrecadados, encontra um obstáculo à sua efetiva observância, herança daquele governo. Trata-se do endividamento, cujos juros consomem todos os recursos disponíveis e um pouco mais. Esse “pouco mais”, é claro, vai lá para a ponta da fila, fazendo aumentar a cada mês o volume da dívida.
Um dos motivos desse monstruoso endividamento foi a insistência em manter elevada a cotação do real frente ao dólar norte-americano. Isso prejudicou enormemente as exportações. No ano de 1998, o déficit da balança comercial chegou a 8,6 bilhões de dólares. Na campanha eleitoral daquele ano, o presidente insistia, durante o horário eleitoral gratuito: “É meu dever defender o real”, como se essa moeda não fosse a de todos os brasileiros, igualmente empenhados em preservá-la.
Passado o pleito, não demorou e o governo FHC fez o dólar subir. Era, afinal, uma necessidade, para incrementar as exportações dos produtos brasileiros e para cumprir outros objetivos, tais como desestimular os deslocamentos ao exterior. Nossos turistas de fato adoram gastar pelo mundo afora.
O fato é que o dólar só não foi valorizado antes, nem o câmbio havia sido liberado, para evitar prejuízos eleitorais ao PSDB e aliados. Ainda assim, na hora de fazer a necessária mudança, aconteceu um pecadinho a mais: os integrantes da equipe FHC usaram uma declaração do então recém-empossado governador de Minas Gerais, de que suspenderia o pagamento da dívida mineira, para culpar Itamar Franco pela elevação do dólar.
Como a cada ano a balança tornou-se cada vez mais superavitária, chegando no ano passado a uma diferença de 33,6 bilhões de dólares a nosso favor, o mínimo que FHC deveria proclamar, nos seus artigos, é que o Brasil deve essa conquista ao ex-governador Itamar Franco.
Outros pecadinhos foram cometidos, como a compra de votos no Congresso para mudar a Constituição em busca da reeleição. As gravações de conversas de deputados do Acre eram só a ponta do “iceberg”. Houve também o excessivo empenho pela privatização, sem o critério de limitar certos segmentos ao capital nacional. Sem falar no BNDES financiando a “privatização” de energéticas brasileiras adquiridas por estatal francesa, e na empresa norte-americana que faliu depois de adquirir uma empresa de energia paulista, causando enorme prejuízo.
Mas FHC está certo quando vende o seu peixe, mostrando só o que lhe parece positivo. Esse é o seu dever.
|
- Postado por: Santista às 09h10 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
Você, eu, nós temos uma auto-imagem construída a partir do que achamos que somos e de como imaginamos que os outros nos vêem. Os espelhos em que nos miramos apenas mostram um reflexo. Da mesma forma, a nossa auto-imagem é ilusória, embora pensemos ser ela real.
Ora, se a auto-imagem é uma miragem, ela, por certo, não nos ajuda nos momentos reais em que precisamos ver o mundo e as pessoas com reciprocidade e clareza sem as distorções e os antolhos de nossos preconceitos e defeitos.
Cada um deve ter a consciência de que, em determinadas ocasiões e situações, desconhecemos os nossos pontos fracos. Reconhecer os nossos pontos fracos é um “start” na reviravolta talvez necessária em nossos comportamentos.
Daí, é partir para mudanças, em vez de tentar camuflar nossos defeitos – comum a tantas pessoas – e impedir o nosso desenvolvimento como pessoa. O que fazer, então, para nos tornarmos mais verdadeiros, mais benevolentes, mais solidários, mais amáveis e recíprocos?
Redescobrir a importância da reciprocidade, fundamental para que sintamos a vida como prazerosa e dotada de valor, mas tão esquecido no nosso corrido e ocupado tempo. Reciprocidade soa aos nossos ouvidos pós-modernos como algo ultrapassado, obsoleto ou mesmo como postura saudosista de alguém que não consegue acompanhar os novos tempos.
Ser recíproco e solidário é a forma de ser por excelência, é uma posição inerente à vida e está intimamente ligada ao cuidado que devemos ter conosco e com tudo e todos ao nosso redor. Parece óbvio que perdemos a bondade ou a guardamos a sete chaves (onde???).
Não temos “tempo a perder”, “não podemos esperar”, estamos quase sempre atrasados, ultrapassando impacientes os retardatários; andamos apressados sem olhar para os lados, e quando olhamos, tememos. Mas a vida sem reciprocidade perde parte do brilho e já não percebemos o valor do simples e gratuito ato de viver.
Os sérios e contritos homens podem dizer que estamos em plena crise econômica e que não têm “espaço” para a solidariedade; os leves e descomprometidos jovens podem dizer que não têm tempo para a prática do amor ao próximo.
É necessário que saiamos do interior de nossos castelos individuais, da nossa auto-imagem, e comecemos a nos conectar com o mundo à nossa volta, assumindo nossa parcela de co-responsabilidade pela qualidade de vida de nosso tempo. Não é possível mais acreditar que vamos ser felizes no interior desses castelos – status, carro de luxo, ascensão social, entre outros.
Temos que entender que cada um de nós é importante e contribui para que a vida ao nosso redor seja melhor ou pior, exale mais ou menos alegria. Nós não somos uma massa informe ou rostos perdidos na multidão; cada um de nós é um ser único, temos valor e comunicamos valor aos outros e a tudo ao nosso redor.
Um bom e simples começo para voltarmos à reciprocidade seria, com disciplina, insistência e persistência, desenvolvermos a solidariedade para com os outros. Sorrir, apesar de tudo; ser mais tolerantes com um transeunte desatento, com o engarrafamento, com os erros dos outros, agradecer ao menino que limpa o pára-brisa, ao que vende o jornal.
A reciprocidade é um sinal de que estamos nos posicionando de forma mais responsável na melhoria de vida de nosso mundo e que já percebemos o nosso valor pessoal.
|
- Postado por: Santista às 09h08 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
O guerrilheiro Che Guevara tem encantado os jovens pela sua história. A sua frase mais conhecida tem servido para muitas campanhas: “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás”. Em passado recente, tivemos muitos jovens envolvidos na militância política que conquistaram o respeito, a amizade e a atenção de seus contemporâneos pela segurança com que defendiam as suas teses e, ao mesmo tempo, pelos laços afetivos que criavam com os companheiros e companheiras. Conheciam os seus colegas e os seus colegas os conheciam. As lideranças eram oriundas dos laços que se criavam e da afinidade das idéias que defendiam. Olhavam todos na mesma direção.
Hoje, lamentavelmente, a história tem sido diferente. Tem-se visto pessoas que se apresentam como representantes de classes, mas parecem estar longe delas. Os que ainda são jovens não refletem as alegrias e as esperanças tão características da juventude. Parecem muito mais pessoas já desmotivadas, sem esperanças, mal-humoradas. Destilam ódio em suas falas. Agridem os mais velhos. Desconhecem a hierarquia. Não manifestam o mínimo de conhecimento de regras de boas maneiras. Muitos são relapsos no falar, no vestir, no sentar e até na convivência com o outro sexo. Não há gentilezas. Acreditam impressionar mais pela grosseria.
Observa-se, em representantes das mais variadas categorias, que a manifstação da raiva, do ódio, do desrespeito são os instrumentos principais para a defesa das idéias. A força não está na lógica dos argumentos, mas na forma grosseira e agressiva de expô-los.
Quem teve a oportunidade de ver os documentários Os peões, dirigido por Eduardo Coutinho, e Entreatos, de João Moreira Salles, pôde ver a diferença de atitudes e comportamentos de trabalhadores que, lutando bravamente pelos seus direitos, não perdiam as suas características humanas. O próprio presidente Lula, que passou por todas as fases da luta em defesa dos metalúrgicos, jamais deixava de manifestar os seus sentimentos de humanidade. Conquistou multidões. Fez-se acreditado. Falava a linguagem que o povo entende e com isto escandalizou os “intelectuais”. Chegou onde chegou por tornar-se acreditado.
Muitos dos atuais dirigentes de categorias parecem estar longe dos demais membros. Falam outra linguagem. Usam de um palavreado para impressionar a platéia, mostrando erudição. Às vezes repetem discursos que já estavam ultrapassados na década de setenta. Não sensibilizam os seus pares, exatamente porque estão distantes deles. Não há afinidade nas idéias e comportamentos. A frieza nos contatos conta pontos negativos porque os parceiros esperam por atenção, respeito, delicadeza. O apoio dos parcerios é que legitima as lideranças. Quando isto não existe, ficam as dúvidas. Os dirigentes falam em nome de quem? Ou tais “lideranças"”são resultados da omissão da categoria?
É sempre bom espelhar-se nas grandes e verdadeiras lideranças. Elas surgem e se afirmam pela coerência.
|
- Postado por: Santista às 09h05 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
A INVEJA E PIOR QUE A CEGUEIRA
|
| |
|
"FHC parece mesmo que perdeu o controle da sua arrogancia, prepotente como sempre,não percebeu ainda que oito anos de seu governo, foi a maior mentira que o povo brasileiro jamais esquecerá, com suas manobras politicas fazendo do real a maior magia que o povo conheceu.Magia como sabemos e apenas um artificio de ilusão.Agora ataca o presidente Lula com frases de baixo calão, como se fosse um heroi do passado, e mais vergonhoso da sua parte foi a viagem a Roma como o Peru de festa , no proprio aviao do presidente e depois difamar quem lhe deu um dia de gloria de poder voar de graça como ex-presidente e sentir o sabor do poder.A inveja e pior que a cegueira, disperta nos invejosos a ira, e provoca deficiencias de comportamento, e torna-se ostil a tudo e a todos. Apesar de tudo ex - sempre é passado nao apita nada, mas incomoda com piadas de mal gosto.O Sr FHC, deveria ter postura de um homem que foi presidente do brasil, e deixar de falar asneira, deixe que seu nome perpetue nos livros de historia do brasil e deixe a nação brasileira em paz, seu tempo ja passou e nada fez pelo povo brasileiro, portanto use o chinelinho da humildade e seja mais criativo em suas declarações desastrosas, pois o senhor poderia ser um grande poeta , mas como a boca fechada ( Frases do grande Romario ) O brasil precisa andar para frente com novas ideias , novos conceitos politicos , e deixar opiniões fracassadas de politcos antigo apenas como piada de mal gosto. " |
| |
- Postado por: Santista às 07h49 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
| Paz e diversidade cultural
|
|
|
|
|
|
|
A história nos ensina que o mais longo período da vida humana foi orientado pela cooperação e a solidariedade – valores fundamentais para a sobrevivência da espécie. Considerar a competição como norma geral do comportamento social leva e relega a preocupação com os próximos ao segundo plano. Afinal, existem outras opções de vida que valem a pena transmitir aos jovens e às crianças; a competição compõe uma visão de mundo dominada pela acumulação e enriquecimento – nem sempre por meios civilizados e legítimos –, enquanto a realidade ensina que existem limites.
A violência emerge como um problema para os indivíduos e sociedades do século XXI e assumiu a proporção de um debate popular, expresso tanto na conversa cotidiana dos cidadãos e cidadãs, dos seus comportamentos e sentimentos, como na pauta das instituições que compõem a sociedade. Enquanto comunidades fazem passeatas pedindo paz – e o País debate medidas como a restrição à venda de armas –, o tema da segurança é incluído na agenda do dia de muitos organismos e grupos; múltiplas e diversas respostas a este fenômeno abrangem medidas nos mais diversos níveis: individual, comunitário, governamental.
A paz e a violência acompanham a evolução humana – e também refletem as contradições e conflitos entre o poder e sua concentração versus aspirações de participação democrática, autonomia cultural e autogestão – mas as relações humanas, além da competição, privilegiam a colaboração, o compartilhamento, a coexistência, a convivência, o respeito às diferenças, afirmando a nossa condição biológica de seres dependentes do amor e a necessidade de eliminar todas as formas de violência, discriminação e intolerância; a substituição do ‘Eu’ pelo ‘nós’ amplia as possibilidades: a espiritualidade floresce e fortalece a unidade humana.
A reflexão sobre esse tema perpassa o pensar sobre a liberdade, alerta para a banalização da vida e reafirma a convicção de que o diálogo cultural é a melhor garantia da paz – e de rechaçar o choque de pessoas e civilizações. A diversidade cultural é patrimônio comum da humanidade tão necessária para a humanidade como a biodiversidade biológica para os organismos vivos e cuja defesa é um imperativo ético indissociável do respeito à dignidade individual –, afirma a Declaração Universal da Unesco sobre a Diversidade Cultural.
É indispensável assegurar a aceitação e o apreço da riqueza da diversidade das culturas da humanidade, dos modos de expressão e maneiras de exprimir nossas qualidades de seres humanos – fomentando o conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a liberdade de pensamento, de consciência e de crença: a harmonia na diferença.
Preservar a paz enquanto tesouro vivo e renovável também significa entender a diversidade cultural como processo que garante a sobrevivência da humanidade e evitar toda segregação que – em nome das diferenças culturais – desvirtue os Direitos Humanos, destacando o fato de que cada indivíduo deve reconhecer não apenas a alteridade em todas as suas formas, mas também o caráter plural de sua própria identidade dentro de sociedades igualmente plurais. Dessa forma, é possível conservar a paz e a diversidade cultural em suas dimensões de processo evolutivo, fonte de expressão, criação e inovação – defendendo os bens e serviços culturais – portadores de identidade, valores e sentido – e fomentando os direitos culturais.
|
- Postado por: Santista às 07h33 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
Existe uma equação perversa que não se resolve apenas com números. Ela pode dar um nó em sua cabeça. Some todos tributos recolhidos dos brasileiros. Retire 35% deles para cobrir gastos com a área de segurança pública. E mais 30% para pagar antibióticos, procedimentos cirúrgicos e internações de pessoas que se envolvem em brigas, acidentes de trânsito e doenças advindas de vícios incentivados pela sociedade. Sobram 35% para investirmos em educação, infra-estrutura, planejamento estratégico do país e manutenção da máquina estatal. Agora refaça este cálculo: 75% dos problemas de violência – cobertos pelas secretarias de Segurança e Ministério da Justiça – estão ligados diretamente ao abuso de álcool. E mais: 45% dos prontuários de saúde foram assinados por alguém que atravessou o sinal bêbado, estuprou a filha porque estava alcoolizado ou armou um assalto na mesa do bar com comparsas chapados. Como se vê, o problema do Brasil não é falta de di-nheiro. É que temos bêbados demais no País. Eles gastam o que arrecadamos a duras penas.
Portanto, a questão atual não é discutir referendo para legitimar pontos do Estatuto do Desarmamento, que deve ocorrer em outubro e custará R$ 300 milhões para os cofres públicos. O problema é mais grave e complexo do que imaginam defensores de um país sem armas. Proibir o álcool é que seria solução para a maior parte das desavenças ocorridas nas ruas e casas. Mas quem vai desarmar as empresas que ganham bilhões vendendo cerveja? Quem vai desarmar o parente que não fica um dia sem molhar a garganta?
Da mesma forma que o cigarro desapareceu das propagandas de TV, precisamos também retirar garrafas de álcool dos intervalos publicitários do Jornal Nacional e das novelas da rede Globo. Não é mais possível aceitar que produtoras de aleijões, psicopatas e maníacos patrocinem programas de esporte. E, por fim, começa a se mostrar inaceitável que estas empresas movimentem as maiores contas publicitárias, massacrando a mídia com lobbies chantagistas de que são instrumentos produtivos na geração de empregos.
Logo, a campanha contra álcool é muito mais perigosa e corajosa do que se debater contra a indústria armamentista, que não anuncia nas TVs nem movimenta o carnaval carioca.
O bêbado brasileiro é perigoso, pois acredita na impunidade. O drogadito ou usuário de álcool se considera imune ao alcance da lei. E pior: existe uma verdadeira indústria do mal nos bares das periferias e bairros bacanas que forjam novos viciados. Faça a pesquisa: os botecos do Brasil vendem álcool para menores de 18 anos. Sem pudor, constroem potenciais marginais, pessoas que atrapalham o convívio sadio da comunidade, estupram e matam inocentes.
Se gastássemos menos com os efeitos das bebidas sobraria dinheiro para a ciência, pesquisa e bem estar de uma população que se sataniza diariamente em problemas desnecessários.
|
- Postado por: Santista às 07h32 PM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
Em São Paulo, fiquei sabendo, há uma loja especializada em moda “patim” feminino. Fabrica roupas adequadas ao esporte, uma vez que meninas em número cada vez maior viviam usando as calças dos meninos ou as cuecas do pai. Daí nasceu a idéia de confeccionar peças femininas e, no meio do calção algo bem prático: a calcinha com porta-camisinha.
O modelo, na verdade, lembra mais um short de vôlei, com um bolsinho na frente para guardar o preservativo. A calcinha é vendida apenas na cor branca, mas os fabricantes prometem lança-lás em várias cores para atender à clientela, que já é bastante considerável.
A loja fará, também, sungas masculinas com os compartimentos para a guarda das camisinhas. Nem todas as mulheres têm corpo de manequim, lógico, por isso a fábrica dispõe de vários modelos, e a cliente pode escolher um da coleção ou trazer de casa um próprio, que será feito sob medida. Trata-se, portanto, de uma novidade.
O atual papa Bento XVI, como ex-prefeito da ortodoxa Congregação para a Doutrina da Fé, antigo Tribunal da Inquisição, todo mundo sabe, vetou e agora, como Papa, continua vetando o uso de preservativos. Sabe -se, contudo, que milhões de africanos morrem porque praticam o sexo sem que se utilizem da camisinha (camisa de vênus). Seu uso é necessário para que os cidadãos e cidadãs não contraiam doenças sexualmente transmissíveis, como a mais letal delas, a aids.
Recentemente, por exemplo, o Santo Padre vem de proibir, na obra intitulada Redentionis Sacramentum (O Sacramento da Redenção), com 186 instruções, os abusos que considera graves cometidos pelos fiéis na celebração das missas, como rock pesado, aplausos, danças, cultos-espetáculos e a incorporação de ritos tomados de outras seitas. A pena, se os católicos desobedecerem, será a excomunhão.
As camisinhas, leitores, são imprescindíveis na realização dos coitos, malgrado a proibição papal. O que não se deve permitir, no entanto, são as traições mútuas, o adultério, procedimentos comuns que se acentuam cada vez mas no nosso País.
Há várias histórias relacionadas com cornas e cornos, que recebem as designações populares de chifrudos, galhudos, aspudos, cabrões, cervos etc.
Agora, leitores, vou, sem querer, derrancar o assunto desta crônica.
Conta-se que uma mulher de prendas domésticas descobriu que seu marido vinha lhe traindo, isto é, estava sendo corneada. Resolveu, então, falar com seu vizinho para juntos botarem um par de chifres no espertalhão. Foram ambos para o motel. Chegando lá na BR-153, a mulher disse:
– Fique aí, que eu vou fazer uma assepsia (a mulher era meio intelectualizada), enquanto isso vá colocando a camisinha, tudo bem?
– Tudo bem! Respondeu o vizinho bastante excitado. Pouco depois, a mulher saiu do banheiro e ficou assustada ao ver o comparsa colocando a camisinha na cabeça. Então, falou:
– Homem, não é aí que se usa!
Ele respondeu:
– Eu sei, mulher, estou apenas afrouxando...
|
- Postado por: Santista às 08h54 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
O País vive momentos de turbulência em decorrência do acirramento da luta política, com vistas às eleições de 2006. Nesse contexto, denúncias sobre corrupção na máquina pública ganham uma conotação mais ampla que ultrapassa a mera cobrança de apuração para se tornar um enfrentamento entre forças pela conquista do poder político. A opinião pública acompanha os acontecimentos, sem entender a lógica das forças envolvidas nos confrontos.
O cenário dos últimos dias apresentou-se tumultuado pela guerra de acusações que sacode os meios políticos. Governo e oposição travam um duelo que a certa altura não deixa mais transparecer quem na realidade é a parte acusada e a acusadora. Os golpes terminam embaralhados no corpo a corpo verificado na arena do Congresso.
Evidentemente, a crise tem elementos autônomos, como as denúncias formais contra ministros do governo feitas pelas próprias instâncias do Estado brasileiro, como a Procuradoria Geral da República. O ensejo foi aproveitado pelos adversários do governo para o desfecho de outros golpes, como o da gravação de uma suposta corrupção nos Correios. A iniciativa do governo de entregar o caso à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP) não acalmou os ânimos e foi exigida a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Nenhum governo aceita passivamente iniciativas destinadas à instalação de CPIs por uma questão de princípio: o temor de que se torne um palanque político para os adversários. Acontece que a sociedade brasileira não tem confiança na capacidade de tirocínio de sua classe política. Não a julga capaz de fazer esse julgamento com isenção, com os olhos fitos no interesse maior da nação. Ao contrário, o desprestígio do Congresso Nacional chega ao rés-do-chão, tal o descrédito a que foi atirado pelo jogo de interesses mesquinhos testemunhado pelo povo quase diariamente.
A impressão dos brasileiros é a de que os políticos não pensam no País, mas apenas nos seus próprios interesses inconfessáveis. O resultado mais grave desse conflito é o desencanto cada vez maior com a democracia. Está posto nos manuais de Ciência Política ser a democracia o regime mais próximo das necessidades naturais do espírito humano, que tem na liberdade seu maior postulado. Pessoas que agem assim denigrem a imagem do Parlamento e abrem caminho para a campanha de descrédito da democracia. Muitos admitem que a existência da oposição é o que purifica o regime democrático. Como também concordam que é muito mais fácil ser da oposição do que ser governo.
Na Grécia antiga, origem da democracia, gerou-se também uma praxe política conhecida como demagogia, caracterizada pela falsa demonstração de preocupação com os anseios populares. A calúnia é uma das ferramentas usuais dos demagogos. Ela é uma arma perversa e velhaca, exibida sempre nas tribunas. É bom lembrar que política é coisa séria e não pode ser julgada pelo exercício desastrado de alguns. Urge o esforço de todos para recuperar o seu conceito e a sua história.
|
- Postado por: Santista às 08h50 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
|
|
|
|
|
Ao analisarmos o texto da Lei 11.101/05, que começa a vigorar no próximo dia 9 de junho, constatamos que estamos verdadeiramente diante de um novo estatuto, não uma mera roupagem nova, mas com outra estrutura completamente diferente do Decreto-Lei 7.661/45, que veio para regular o instituto da falência e os da recuperação de empresas, tanto judicial quanto extrajudicial. A nova Lei não é, como muitos afirmam, uma redação melhorada ou atualizada da ora vigente lei de falências e concordatas. Nada obstante as semelhanças e às vezes até mesmo alguns dispositivos que se repetem, essencialmente no instituto da falência, não tira do novo diploma legal suas características de ser um instrumento inteiramente novo, e que vai regular situações completamente diferentes.
Alguns críticos mais apressados afirmaram em comentários não consistentes que o novo instituto de recuperação de empresas é o substituto da concordata. Ledo engano. As diferenças entre ambos são quilométricas e saltam à vista de qualquer crítico. Por exemplo, a concordata supensiva corresponde aos privilégios de uma moratória e até mesmo a um perdão em parte das dívidas quirografárias, observando-se os mesmos princípios na concordata preventiva, na qual o devedor deve oferecer aos seus credores quirografários, por saldo de seus créditos, um pagamento que vai de 50% (cincoenta por cento) a 100% (cem por cento), dependendo da forma de pagamento.
Já o novo instituto da recuperação de empresas trilha por caminhos muito mais largos, visando primeiro a conservação e manutenção da empresa, o que, na concordata, dificilmente se alcança. Para isto, a nova Lei colocou à disposição do empresário ou da sociedade empresária que se encontre em situação de crise econômico-financeira e preencha os demais requisitos legais um leque de opções que possibilitam a continuidade das suas atividades, desde que constem do plano de recuperação judicial e seja aprovado pelos credores, ou somente deferido pelo juiz se objeção não houver ao mesmo, como a concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas.
O legislador moderno possibilita ao devedor uma vasta gama de meios para buscar a sua recuperação judicial, os quais podem ser utilizados em conjunto ou separadamente, sendo necessário que ele demonstre a viabilidade e execução deste, enquanto que, na concordata, o devedor procurava pagar os credores quirografários através de uma forma que lhe parecia ser a mais benéfica, e não tinha sequer que apresentar qualquer plano que fosse executar ao longo do seu cumprimento. A lei velha visava exclusivamente ao pagamento dos credores numa condição de moratória concedida ao devedor, na qual o Poder Judiciário tinha plena participação, mas meramente na observância do cumprimento das excessivas formalidades do Decreto-Lei 7.661/45. Caso descumpridas pelo devedor, o juiz convolava a concordata preventiva em falência. Era a espada de Dâmocles, nas mãos do Judiciário, sobre o pescoço do devedor
|
- Postado por: Santista às 11h10 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
| Homem Forte do Comércio Internacional
|
|
|
|
|
|
|
Na semana passada foi divulgada a indicação do novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Trata-se do ex-comissário da União Européia para o Comércio, Pascal Lamy. Na disputa pelo posto, Lamy derrotou o brasileiro Luiz Felipe Seixas Correia, embaixador do Brasil junto à OMC, e o embaixador uruguaio Carlos Perez Del Castillo, que retirou sua candidatura. Lamy terá, a partir do segundo semestre deste ano, um mandato de quatro anos e muitos interesses em jogo para administrar.
A candidatura de Pascal Lamy foi um esforço articulado em torno de uma aliança tripartite entre Estados Unidos da América, França e Alemanha – e outros países-membros da União Européia. No jogo do poder, estes países pretendem se utilizar da presença do novo diretor-geral da OMC para influenciar as negociações multilaterais, já em curso, desde a última Rodada de Doha, no Catar.
A esse respeito, teço alguns comentários: Lamy, autoridade máxima de um organismo internacional, que congrega 148 países, terá margens limitadas de manobra para defender os interesses dos países que o apoiaram durante o processo eletivo, tendo em vista que o seu principal papel, em caráter emergencial, de forma a se evitar um fracasso nas negociações em curso e garantir as perspectivas econômicas globais sobre a continuidade da cooperação internacional multilateral, é o de concluir a Rodada de Doha, em que todos os termos de referência e objetivos de negociações, bem como normas para orientar o trabalho de Comitês da OMC e Grupos de trabalho, já foram estabelecidos.
Em princípio, caberá a Lamy conduzir com muita sutileza e diplomacia as negociações do que já foi acordado em Doha, se necessário expandi-las, mas de forma alguma regredir nos pontos já consensuados, em novembro de 2001, por ocasião da Reunião no Catar.
Apesar de Lamy ser originário da França, um dos países mais protecionistas do mundo na área agrícola, devemos vê-lo com bons olhos, inclusive na defesa dos países em desenvolvimento e dos seus interesses agrícolas. Pascal Lamy é um profissional com alta experiência internacional e certamente muito contribuirá para o fortalecimento do sistema multilateral de comércio.
Ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o então comissário europeu Pascal Lamy se mostrou uma pessoa franca e sempre aberta ao diálogo, mesmo quando tinha em suas mãos posições divergentes das brasileiras. Àquela época, o Brasil conseguiu construir um diálogo e um relacionamento estreito com o novo diretor-geral da OMC, que, espera-se, o atual governo saiba dar continuidade – contando com a sempre hábil diplomacia brasileira.
À luz dos compromissos firmados no Catar, o papel do governo brasileiro agora é o de lutar contra os chamados “três pilares”: i) os subsídios à exportação que distorcem os preços e o comércio de produtos agrícolas; ii) as barreiras tarifárias (escalada tarifária, cotas e salvaguardas especiais) e as não-tarifárias – que atualmente representam o novo nome do protecionismo; e III) as medidas de apoio interno que distorcem o comércio.
O governo brasileiro deve exigir a aplicação dos objetivos já acordados, ou seja, o de se criar um sistema de comércio agrícola justo e voltado para o mercado e iniciar negociações abrangentes para proporcionar melhorias substanciais acerca dos três pilares acima citados, que distorcem o comércio mundial.
Creio que o principal papel a ser desempenhado por Lamy e os demais 148 países-membros da OMC deva ser o de corrigir e prevenir restrições e distorções no mercado agrícola mundial.
Finalmente, deixo três mensagens para a reflexão dos meus caros e fiéis leitores que se interessam pelo mundo agrícola:
1) Os países em desenvolvimento deverão beneficiar-se do programa de trabalho da OMC para o futuro, especialmente na abertura dos mercados agrícolas; 2) A maior liberalização do comércio é positiva não-somente para os produtores, agricultores e consumidores do mundo, mas para todos os outros setores da economia mundial; e 3) A agricultura é o centro do desenvolvimento sustentável para a maior parte da população mundial.
|
- Postado por: Santista às 11h09 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
| A carapuça na cabeça errada
|
|
|
|
|
|
|
Novamente essa xaropada de que as universidades (e faculdades) federais, estaduais, públicas, privadas, qualquer uma, de todos os cursos, são as culpadas pelos insuficientes índices de aprendizagem e baixos níveis de aproveitamento apresentados por estudantes do 3º grau. Em números e argumentos absolutos condenam as instituições, porque, nos últimos tempos, alguém deve ser responsabilizado por algo, ainda que sem dever, para que se dê uma explicação à opinião pública. Esta, por sua vez, fica satisfeita com o cadáver que lhe apresentam, sem cogitar da causa da morte. E, assim, como sempre, continua a caminhar no malogro.
A vocação de se pretender escalar a montanha pelo pico, ao que eu saiba, nunca deu certo. Pois na questão educacional a teimosia, ou má-fé, insiste em manter os argumentos de que as escolas superiores deixam que delas saiam pessoas com péssimo preparo intelectual, de conhecimentos gerais deficientes e sofríveis desempenhos que mal os habilitam para a vida; já nem digo desembaraço ideal para o exercício de uma profissão. Como se a existência escolar do estudante nelas iniciasse. É, no mínimo, dar as costas aos ensinos fundamental e médio, cujos conteúdos programáticos contemplam as soluções necessárias à educação.
A maneira simplista de analisar o problema adia as soluções. Ao procurar nas faculdades os meios para que sejam supridas as deficiências em quatro, cinco ou seis anos, tempo de duração dos cursos, de conhecimentos da língua portuguesa, de história, de geografia, de matemática básica – pra citar só os elementares – invertem-se os deveres. Tais assuntos, obrigatoriamente, devem compor o currículo de admissão à escola universitária. Exigir-se dela a correção dessas carências derruba toda uma estrutura, qual seja, diminuir os espaços das matérias próprias de cada curso.
Uma coisa é avaliar se o conjunto ministrado pela faculdade atende o mínimo exigido para que o curso transmita as informações para a graduação. Outra, que não está no seu campo de atividade específica, ainda iniciar os primeiros passos escolares. Tão absurdo, que até a formulação prenuncia despreparo.
Não faço aqui a defesa incondicional dos ensinos universitários. Antes, sou seu crítico. Por estar dentro deles, motivos me sobram na investigação dos métodos utilizados. Nem por isso junto-me aos que deformam totalmente o significado dos serviços que eles prestam à educação e à cultura. Embora, muito haja a ser feito.
Sendo bem franco, curto e grosso, a universidade vai cumprir seu papel quando os ensinos fundamental e médio não mais exportarem deficiências para dentro dos muros acadêmicos. Fora disso, é colocar a carapuça na cabeça errada.
|
- Postado por: Santista às 11h06 AM
[ ]
[ envie esta mensagem ]
______________________________________________
| | | | | | | | | | | | |