O amor nos tempos do sexo
Não me interesso por reis, nem os do baralho. Mas como me interesso pelo amor e, principalmente, por histórias de amor, não pude evitar o envolvimento quando li que aconteceu o final feliz da saga amorosa do príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e dessa senhora de meia-idade, Camila Parker, sua eterna namorada. Trinta e quatro anos de amor! Trinta e quatro anos entre dificuldades de toda ordem, imposições da família real, intrometimentos da Igreja Anglicana, casamentos com pessoas diferentes, cerimônias espetaculares (o casamento dele com Lady Diana foi um dos eventos de maior pompa que o Reino Unido já viu), filhos de outros matrimônios e o amor dos dois lá, brilhando, como uma luz extra-terrena, um sol perpétuo.
E nem se pode dizer que era um desses afetos eternizados pelas afinidades intelectuais e psicológicas como foi, por exemplo, o de Sartre e Simone de Beauvoir. Nada disso. O romance do feio e o desengonçado filho da rainha Elisabeth com a feiosa Camila tinha fortes raízes eróticas, como mostrou o telefonema gravado de um diálogo entre os dois ("Eu queria ser um Tampax" etc.).
Ele a amou toda a vida como Florentino Ariza amou Firmina Daza, em Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel Garcia Marques. Não valeu o tempo, não importaram as rugas, as pelancas. O mundo inteiro, convertido aos mitos da beleza e da juventude, torceu para que ele amasse a formosa Diana. No entanto, o príncipe desengonçado só amou a sua bruxinha, com aquela cara amassada e cheia de marcas, com aquele corpo desgracioso.
Camila Parker Bowler é uma vitória do amor sobre todos os esteriótipos do nosso tempo. Juliana Paes, com seu traseiro formoso, inspiraria amor igual? E Luma de Oliveira, com suas coxas célebres? Seguramente, não.
Essa inglesa feia, de 57 anos (ela é até mais velha do que o príncipe) mostrou a todas as mulheres, as que não são jovens, não são belas, nunca aplicaram silicone ou usaram botox, que uma mulher pode ser amada por ela mesma - e para sempre. A obsessão pelos corpos sarados, pelas formas perfeitas, pelo estilo feminino top-model foi derrotada por esse obstinado romance.
O romantismo ganhou, o sentimento prevaleceu e as mulheres tidas como feias também podem sonhar com seu príncipe. Seja ele príncipe de verdade, ou de fantasia. Pertença à Casa de Windsor ou à casa nenhuma, com sobrenome Pereira ou Silva.
Camila Parker, quando subiu ao altar, em cerimônia discreta, deve ter se sentido a mais linda das noivas. E certamente, à noite, quando mais uma vez se despir diante dele, o príncipe vai enxergar, não o corpo flácido de uma senhora, mas o corpo esbelto, juvenil, perfeito que possuem todas as mulheres, de qualquer idade, quando são amadas.
- Postado por: Santista às 08h17 AM
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Por que será que um país, como o Brasil, que tem nas mulheres quase a metade de sua força produtiva, não tem a representação feminina correspondente nas câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas, na câmara federal ou no senado? Por que será que as mulheres que conseguem eleger-se para cargos executivos, como prefeitas e governadoras, são todas, ou quase todas, oriundas de famílias tradicionais na política? São esposas de políticos, filhas de políticos, e assim por diante... Arrisco o meu palpite. Dizem que as mulheres não têm tempo para fazer política, nem mesmo a de base. Que têm dupla jornada de trabalho e que, portanto, não lhes sobra tempo para mais nada. Não sei não. Acho que, como sempre, o buraco é mais embaixo. A fraquíssima presença feminina na vida política nacional tem tudo a ver com a condição sócio-cultural das mulheres. Apesar de algumas bravas antepassadas feministas (como as americanas Elizabeth Stanton, Lucy Stone, Susan B Anthony e tantas outras, ou a inglesa Emeline Pankhurst ou mesmo algumas brasileiras, como Leonilda Daltro) terem lutado bravamente e sofrido muitas humilhações para que as mulheres conquistassem o direito de votar, a brasileira média está pouco se lixando para esse direito. Muitas, no dia das eleições, reclamam que prefeririam aproveitar o feriado para ir à praia. E a maioria das fêmeas vota em candidatos indicados por machos, pelo marido, pelo chefe, pelo pastor da Igreja e assim por diante. Além disso, mulher raramente vota em mulher. Por que? Porque as mulheres, apesar de todas as suas supostas conquistas, ainda não confiam em si próprias. Escolhem sempre homens profissionais, como advogados e médicos, em detrimento das mesmas profissionais mulheres. Torcem o nariz quando uma colega é promovida à chefia dentro da empresa, mas aplaudem o colega homem quando o mesmo acontece com ele. Por que? Porque, no fundo, a maioria absoluta das mulheres se acredita menos capaz e menos competente do que os homens. É triste, mas é verdade. Fruto de milênios de repressão e de inferioridade feminina, esse sentimento está introjetado em nosso sexo. Tão introjetado que até na hora do papel tradicional de mãe educadora apelamos para a autoridade paterna quando nossos filhos aprontam alguma muito feia: "Você vai ver quando o seu pai souber!". Além disso, enquanto os homens são cúmplices uns dos outros, as mulheres são eternas inimigas. Estão sempre prontas a criticar o sucesso de outra mulher, estão sempre prontas a apontar os defeitos das mulheres de destaque na sociedade. Também, pudera! Passamos milênios, nós mulheres, nos degladiando pela única ascensão social que nos era permitida: o melhor casamento, com o melhor e mais rico homem dos arredores. Hoje podemos ter sucesso sozinhas. Podemos brilhar nas carreiras profissionais. Podemos estudar, fazer amor e ter prazer, podemos votar e ser votadas. Mas as nossas reprimidas avós, com suas enormes limitações, ainda estão vivinhas da silva em nossos inconscientes, dizendo coisas antigas e ultrapassadas. Imagine que força política teriam candidatas mulheres que tivessem o apoio irrestrito das eleitoras mulheres. Ganhariam qualquer eleição! Afinal, nós somos a maioria dos eleitores brasileiros. No entanto, a presença da mulher na política só fará justiça à sua presença no mercado de trabalho e na sociedade, quando nós mesmas, nós mulheres, expulsarmos os fantasmas de nossas avós que ainda vivem em nossas cabeças e pararmos de olhar para qualquer outra como inimiga e para nós mesmas como menos capazes do que qualquer macho.
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- Postado por: Santista às 09h42 PM
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Sensato é poder viver ao máximo a felicidade, os momentos bons da vida. Às vezes chegamos a ser tão chatos conosco que nem sempre nos suportamos. Viramos a cara para nós mesmos. Tem dia que quero sair de dentro de mim e me surrar. Talvez não seja porque você ou eu estejamos sendo demasiadamente chatos naquele dia, mas porque a química do nosso corpo nos tornou chatos, rancorosos, cricris, indispostos com tudo e com todos. A química da vida, das coisas e dos outros também contribui para que isso ocorra com freqüência.
Não sejamos utópicos. Não podemos crer que existam pessoas 100% boas. Sem nenhum defeito de fábrica. Nem o messiânico e pra lá de popular papa João Paulo II o foi, mesmo com toda a pompa que lhe deram nos seus últimos dias de santo e Papastar.
Se tentamos ser gente boa, pelo menos – eis o alento da vida – tentamos. Não conseguimos, mas tentamos, e isso já é um grande passo para a nossa biografia. Eis um fato pra lá de considerável e um ponto a nosso favor num mundo onde muitos preferem exercitar o lado mal, quebrar o encanto e se tornar plantas, ervas daninhas de uma época.
Ser legal hoje em dia é difícil. Convivemos com meio-mundo de pessoas que cultivam a frustração diária e não se dão bem nem mesmo quando tem tudo a seu favor. Foram feitas para ser aquilo mesmo: cara azeda, cenho franzido, pensamento negativo. Às vezes nem precisam disso, mas o fazem porque aprenderam desde criança a desdenhar o lado bom, a reclamar de tudo.
Em cada casa que conhecemos, há aquele que faz e aquele que espera que tudo seja feito. Há os mais destemidos, os corajosos e os covardes, os temerosos e os mais vingativos.
Na verdade, não podemos condenar nada: nem os que fazem em demasia, nem os que temem fazer e não fazem. Condenar formas de vida em nome de um sistema que pensamos ser o correto parece não ser sensato.
Ter atitude hoje em dia não é tão fácil quanto possa parecer ser. Temos de correr com uma dezena de leões por dia. Temos de desfazer equívocos e enganos que tumultuam as nossas vidas e nos mediocrizam.
Não podemos continuar caminhando para o erro de querer julgar quem faz diferente porque sua cultura é também diferente. Não podemos criar tormentas culturais quando o mundo não pensa nem age igual como muitos querem.
Ser vivo ainda é experimentar a diferença no olhar, das mãos que nos cumprimentam ou mesmo que nos agridem. É entender porque as plantas se eclodem numa profusão de cores e formas diferentes, como se nos mostrasse o caminho da vida e da celebração.
O certo é não insistir no erro, na rabugice, na teimosia. Sempre que sentimos essa vontade de nos espancar as vísceras da alma, de sair correndo de nós mesmos, é bom sentarmos sozinhos, num ritual de reflexão, e analisarmos onde é que estamos errando, porque, e o que pode ser feito para melhorar.
Os marxistas, quando avaliam seus erros, o fazem por um processo chamado de autocrítica. Mesmo que não sejamos marxistas, é bom aprendermos a fazer a tal da autocrítica e escutarmos o nosso coração.
Antes de celebrar a discórdia, a teimosia, é mais merecedor tentarmos respirar três vezes, oxigenar bem as nossas idéias naquele momento de explosão e pedir a Deus, além de agradecê-lo, a cada novo minuto de vida, para que sejamos mais alma e menos pedra.
Em alguns momentos, pode parecer ruim viver. Parece-nos difícil suportar nosso pensamento. Estamos sempre nos virando para nós mesmos. Este sentimento é universal e pode ser moldado. Afinal, não somos feitos de aço, óleo e chip. Ter alma ainda é fundamental.
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- Postado por: Santista às 09h08 AM
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| Que é a verdade, João Paulo
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Nunca houve um papa como João Paulo II. Tudo que ele, com bondade e coragem, semeou em vida, colheu fartamente depois da morte. A consagração no seu velório e sepultamento, presentes representantes das principais religiões e chefes de estado dos cinco continentes, diz bem do seu prestígio e do reconhecimento mundial ao seu trabalho apostólico. Dele se lembrarão sempre pela dedicação total nos mais de 26 anos de pontificado. Será impossível esquecer sua figura humílima de peregrino à procura da paz, prosternado e respeitosamente beijando o chão de 129 países. Nos mais de dois mil anos da era cristã, não há como negar: ninguém ousou tanto.
Um dos trechos do Evangelho que maior reflexão exige é aquele em que Pilatos desafia a Jesus:
– Que é a verdade? – e o Cristo não responde. Paradoxalmente, o Mestre, que se proclamara o caminho, a verdade e a vida, dissera momentos antes ao governador da Judéia que todo aquele que é da verdade ouve sua voz e, na sua pregação, ensinara aos discípulos que conhecendo a verdade o homem se liberta.
Por que emudeceu, então, quando indagado sobre a verdade? A explicação não pode ser outra. Há hora certa de dizer a verdade, como existem ocasiões quando o silêncio é preferível. Na expressão do filósofo cristão Huberto Rohden, um estudioso profundo das coisas santas, dizendo a verdade em hora imprópria, pode haver terremotos, tempestades, incêndios de Pentecostes. Pode ser que muitos ídolos e fetiches, tidos por intangíveis e sagrados, caiam dos seus pedestais.
João Paulo II foi o pontífice das grandes verdades proferidas em silêncio. Ele passeou na história da Igreja Católica Apostólica Romana, procurando depurá-la, sem jamais afirmar que, sobre sua essência divina, prolifera a cobertura humana, num mundo onde ainda não encarnam anjos mas nascem somente homens, falíveis, escravos de ambições desmedidas mesmo quando vestidos de trajes religiosos. Na serenidade dos justos, pediu perdão, perante a humanidade, para os grandes injustiçados do passado. Reconheceu o erro, sem identificar os errados. Procurou impedir a repetição de tanta dor inútil provocada, sem buscar bodes expiatórios.
João Paulo II pediu perdão aos judeus, aos negros, aos índios e às mulheres.
Pediu perdão a Galileu Galilei, o inventor do telescópio, que anunciou o Sol como centro do nosso sistema, quando era dogma de fé da Igreja ser a Terra centro do Universo e, por isso, perdeu todos os seus bens, passou o resto da vida perseguido, com seus descendentes considerados infames até a quarta geração.
Pediu perdão a Gandhi, que para libertar a Índia do jugo perverso da Inglaterra há mais de dois séculos criou a ahimsa, a não-violência, que não permitia a seus praticantes matar, agredir fisicamente, falar ou pensar mal do opressor, mas exigia que orassem pelo inimigo. Os governos europeus o receberam, cheios de admiração e o apoiaram politicamente, menos o Vaticano, cujo cerimonial não permitia a presença na Santa Sé de alguém com o traje do Grande Alma indiano, de tanga, sandálias e a capa singela cobrindo um ombro apenas.
João Paulo II preservou a ética e a moral cristã, em todas as circunstâncias. Nunca fez pose de dono absoluto da verdade. Jamais se referiu à infalibilidade papal, quando só Deus é infalível.
A propósito, até 1870, não existia esse dogma, que persiste em flagrante conflito com os fatos históricos. Até aquele ano, era ele objeto de acaloradas discussões, pró e contra, dentro da própria Igreja de Roma. Durante o Concílio Vaticano que o definiu, foi grande a oposição de sacerdotes e bispos, que nele viam uma perigosa “inovação” e uma oportunidade para entregar “armas” aos inimigos, na expressão do arcebispo de Paris. Como explicar as Cruzadas, que mataram milhares de inocentes, a título de “libertar o santo sepulcro”? E a Inquisição, que idealizou a tortura santificante, em nome do Cristo que veio à Terra unicamente ensinar amor, ardendo nas fogueiras homens, mulheres e crianças para “punir os hereges impenitentes”?
João Paulo II foi um Papa diferente, por isso o consideram tanto e sabem que fará falta, muita falta, pois só um milagre lhe dará um substituto à altura da sua evolução espiritual e do seu amor extraordinário pela humanidade, a ponto de calar a verdade sem deixar de praticá-la.
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- Postado por: Santista às 08h44 AM
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Sábio: que sabe muito, que tem muita sabedoria; que tem extensos e profundos conhecimentos tanto em matéria de erudição como de ciência. Sabichoso: diz-se da pessoa a quem o saber lhe aproveita ou lhe serve para a maledicência, conhecida vulgarmente como sabichão ou espertalhão.
Existem pessoas que costumam falar mal dos outros, tornando-se um sabichoso. E fala mal não porque é mau; não porque não teve no correr da vida as mesmas condições que outros para crescer, porque muitos tiveram essas condições e são maldizentes; não porque são pobres e há pobres que não são maldizentes e ricos que o são; não porque seja jornalista e entenda que o jornal, o rádio ou a televisão podem dar-lhe prestígio ao falar mal dos outros, principalmente dos governos, contentando os descontentes e pensando atrair sobre si a simpatia do povo, porque há jornalistas sérios, honrados, interessados em manter a imprensa no grau de prestígio e finalidade a que se destina, noticiando os fatos sem escândalo e maledicência e apontando, com seriedade, erros existentes quando o exige o interesse público; não, porque segue o mau exemplo de outros que falam mal de todo mundo ou porque falar mal dos outros lhe dá prazer; é maldizente porque começou a falar mal de alguma coisa e passou a falar mal de tudo, habituando-se a isso, pensando que é melhor falar mal do que falar bem dos outros. Acaba por entender que falar mal atrai a simpatia de muitos, mas falar bem encontra reação invejosa, que o chama ou o imagina logo puxa-saco e adulador.
Mas ninguém suponha que o sabichoso não produza um grande mal. Produz, sim, porque se habituar a falar mal dos outros é atrair sobre si mesmo a descrença de que tudo está errado, tudo é ruim, nada presta. E como tal não tem esperança para ele mesmo. Quando se habitua a dizer que o governo de hoje, o de amanhã ou de depois de amanhã, daqui, dali ou de acolá, é ruim e nada faz, só pela força do hábito de criticar, sem reconhecer honestamente o que ele fez, e sempre há alguma coisa feita, desestimula o governante, que precisa de serenidade para administrar, e concorre para a formação negativa de uma corrente de opinião, que não constrói e simplesmente destrói.
Destruir é fácil, e qualquer um pode destruir. O difícil está em construir. Apontar o erro em tudo, quando se está na oposição, dizendo que tudo está errado e o bom seria fazer desta ou daquela maneira é comum, mas quando a oposição chega ao poder, e encontra os maldizentes que continuam a dizer que o governo não faz nada, as posições se invertem. E os esquerdistas, os direitistas ou centristas, todos sem exceção, esmagam-se e são destruídos pelo poder, porque uma coisa é dizer e outra é fazer.
Não adianta trabalhar apenas com ataques aos erros cometidos pelos governantes ou os responsáveis pelas desigualdades sociais, pregando e alimentando o pessimismo e o ódio contra os que produzem e têm riqueza. É preciso apontar os rumos certos que devem ser seguidos, com objetividade, levando em conta as condições existentes, para convencer a comunidade a apoiar um programa viável de realizações. É preciso ainda acreditar.
O sábio Salomão nos ensina em Pv. 12:19... “O lábio da verdade permanece para sempre, mas a língua da falsidade, dura por um só momento. No coração dos que maquinam o mal há engano, mas os que aconselham a paz têm alegria... Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu deleite.” Concordo com a crítica construtiva, mas jamais com a que discrimina. As fronteiras se abrem para prática do bem.
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- Postado por: Santista às 08h29 AM
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| A fim de que todos sejam um
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Você já pensou em Deus olhando as notícias de um jornal? Essa imagem tem estado em minha mente nos últimos meses. Fico imaginando o que pensa Deus diante das barbaridades cometidas dia após dia.
É a violência que cresce, misérias que se multiplicam e o desvalor da vida se manifestando em cenas cada vez mais grotescas. A chacina na Baixada Fluminense, como exemplo do avanço da criminalidade que não seleciona vítimas.
Hoje estou ainda mais chocada com a revelação de que há provas indicando policiais como os assassinos. Um bando de homens, funcionários públicos, que recebem seus salários por que cidadãos de bem pagam impostos, decide se revoltar contra uma política séria do comando da PM do Rio e sai disparando em 31 desses cidadãos, tirando a vida de trabalhadores inocentes, adolescentes e até crianças.
É claro que Deus sabe de tudo isso, mas o que será que Ele pensa sobre esse assunto? O que será que Ele pensa sobre as injustiças praticadas em nome da lei, por aqueles que deveriam defender o direito e a ordem?
Neste sábado, assistindo a um dos telejornais locais, emocionei-me com a história do lavrador de Luziânia que passou oito anos na cadeia, condenado injustamente pela morte do próprio cunhado.
Dá para imaginar o que aquele cidadão honesto passou dentro de um presídio? As angústias de quem perdeu a liberdade, o respeito da sociedade, o direito de construir sua vida, sem merecer esse castigo? Agora que o engano foi desfeito e o verdadeiro culpado se apresentou, o lavrador está livre das grades, mas estará também livre dos traumas? O repórter que fez a matéria perguntou à sua mãe se ela poderia sorrir novamente. A resposta da mulher foi que a dor que ela sentiu na alma todo esse tempo “jamais irá acabar”.
Essas são histórias que ameaçam nossa esperança. Olhamos para algumas autoridades e a sensação que temos é de desamparo. É triste vermos esses problemas se agravando sem receber nenhuma atenção, ao mesmo tempo em que imensas somas de dinheiro são gastas em viagens, burocracias e com as vaidades de poucos.
Basta olhar ao redor para encontrarmos gente desqualificada ocupando posições estratégicas no País. São pessoas que não chegaram onde estão trabalhando, mas escalaram a pirâmide social pelo atalho da bajulação, da politicagem e dos arranjos escusos. Isso é triste. Pior ainda é enxergar pessoas intelectualmente preparadas para assumir funções de destaque, mas que não dispõem de inteligência emocional, nem valores espirituais para promover um amplo bem social. Aí o caos parece solidificar-se e é difícil enxergar solução, mas creio que exista.
A frase título desse artigo foi dita por Jesus Cristo. “A fim de que todos sejam um...” expressa o desejo do coração de Deus de que seus filhos vivam como irmãos, que partilhem metas e que se unam por um mundo melhor. Será que não é hora de começarmos a refletir sobre o que Ele disse? Será que já não é tempo de planejarmos um futuro melhor?
Ontem o promotor goiano Fernando Krebs lançou uma campanha nacional de reação ao crime. Apoiado por diversas ONGs que combatem a impunidade e a violência em todo o País, o promotor quer reunir assinaturas para enviar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular para rever o Código Penal. Isso acontecerá se apenas 1% dos eleitores do País aderirem ao projeto. Não quero aqui tratar do conteúdo dessa lei, mas quero ressaltar o quanto a união é importante para a realização de mudanças.
Existe uma esperança para o nosso país. Ela passa pela união de todos que almejam uma sociedade diferente. Somos um povo cristão e já passa da hora de cada um se tornar um cristão verdadeiro, valorizando e seguindo o exemplo altruísta de Cristo. Há esperança, e ela está nos valores que Jesus nos deixou como herança. Que possamos perseguir juntos essa meta e caminhar na direção da unidade de propósitos.
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- Postado por: Santista às 06h54 AM
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TESTE SUAS PRIORIDADES
Cinco coisas acontecem simultaneamente as quais precisam ser atendidas: 1. O telefone está tocando. 2. O bebê está chorando. 3. Alguém bate na porta da frente. 4. Há roupa lavada pendurada no varal do quintal e começa a chover. 5. A torneira da cozinha está aberta e jorrando água. Em que ordem você resolve os problemas? Anote sua ordem, e veja abaixo como você tomou sua decisão. Cada situação representa algo em sua vida. Não trapaceie o teste olhando as,conclusões antes de responde-lo! ...
1. O telefone representa ............ (seu trabalho ou carreira). 2. O bebe representa ................ (sua família). 3. A visita representa ............. (seus amigos). 4. A roupa lavada representa ........ (sua vida sexual). 5. A água corrente representa ...... (dinheiro ou riqueza). O resultado te fez pensar ?... Bateu com as suas prioridades?... A roupa do varal molhou toda, né?........
- Postado por: Santista às 08h06 AM
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A gente não gosta dos velhos
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Eu e você não gostamos de velhos, melhor encararmos o problema de frente. Velho é chato, tenta podar nosso crescimento com seus conceitos retrógrados, precisa de cuidados constantes. Quando pobre, então, que sofrimento. Vira um estorvo para a família. Fica caro para os filhos. Um incômodo para genros e noras. Um saco para os netos. A gente vai saber, quando crescer, que os idosos mais ranzinzas são um poço de ternura e conhecimento. Sem velho não haveria mundo, não haveria história, não haveria eu nem você.
O velhinho que caminhava pela Rua A na sexta-feira parecia com meu avô até no mal de Parkinson. Moreno, atarracado, carrancudo, saco de latinhas na mão esquerda, mão direita revelando-lhe a doença, passos firmes à minha frente. Idoso, se a saúde deixa e está disposto, tem de trabalhar mesmo – e catar latinha é um trabalho como qualquer outro, apenas menos rentável. Ganha um dinheirinho, diminui a dependência em relação aos filhos, sai de casa, vê o mundo. Mas todas as teorias caíram perto do velhinho, que podia ser meu avô, o seu, eu e você no futuro. Ele fedia, mas não era aquele fedorzinho de velho – fedia a fezes.
Antes de a tevê chegar ao interior pobre do País, Vó Marica era a atração de todas as noites com suas histórias dos revoltosos que invadiam as vilas e destruíam propriedades, do peixe que se casou com a princesa, das festas com lamparinas, dos namoros distantes. O vô, um homem forte e intrépido, era contador de casos de valentia. As histórias sempre tinham uma lição de amor e honra. Pensei, na infância, que os dois fossem imortais, mas eram tão decrépitos quanto o velhinho da Rua A. O vô foi encontrado morto na rua após vagar perdido pela cidade, com o mesmo tremor nas mãos e vítima do mesmo abandono – e eu não consigo uma desculpa para me perdoar. A vó morreu praticamente só, contando suas histórias para o vento. Queria que meu filho ouvisse esses contos, mas na minha boca eles não têm o menor encanto.
A intolerância com idosos e com tudo o que é frágil e velho revela um traço rançoso da nossa falta de cultura. Tudo, até as pessoas, se tornaram descartáveis. Nos achamos fortes e inteligentes demais para conviver com a fragilidade física e o suposto atraso mental deles. Logo nós, essa geração perdida, sem um gênio inventivo como Santos Dumont; sem um gênio político como Getúlio Vargas; sem um grande filósofo como Norberto Bobbio; sem um grande escritor como Guimarães Rosa; sem um grande pintor como Portinari; sem grandes músicos como Belkiss Carneiro e Villas Lôbos – todos contemporâneos de nossos avós. Meu filho não ouvirá os contos das mocinhas pudicas e dos homens valentes contados por meus avós, e verá a história dos revoltosos apenas pelos livros. Mas vai aprender que a velhice é uma fase bonita e proveitosa da vida, como a infância em que “os velhos” cuidaram de nós. Até porque o futuro, inexorável, espera por nós.
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- Postado por: Santista às 08h04 AM
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Menos, Gisele Bündchen
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Gisele Bündchen esteve no Brasil neste último fim de semana para desfilar no Fashion Rio e mais uma vez causou estardalhaço. “Gisele é a sensação da noite”, “Gisele encanta”, “Gisele brilha na passarela” é o que se via nos jornais, na TV e na internet. Mas um site superou toda a babação com esta manchete: “Gisele Bündchen desfila, sorri e faz caretas no final.” Sem dúvida uma notícia de grande importância.
A top model é mesmo linda. Mas, com todo o respeito, não é a mulher mais sensacional do planeta. É apenas uma loira alta, como existem mais de mil por aí. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o que mais tem é garotas com o seu tipão. Em Goiânia há muitas até mais bonitas e gostosas. Em vez de ficar correndo atrás dessas musas do show bizz, os veículos deveriam abrir espaço para a maior quantidade possível de garotas e dos mais diferentes padrões de beleza. Negras, japonesas, ruivas, gordinhas, sardentas, baixinhas, de óculos. Roberto Carlos é que estava certo ao homenagear todas elas. Mais interessantes são concursos como o Garota do Fantástico, que mostra beldades anônimas. Ou programas como Princesa por um dia, apresentado pelo Netinho na Record.
Esse império das loiras de olhos claros nos foi imposto pelo cinema americano. Já passou da hora de democratizar o conceito de beleza e acabar com a ditadura das esquálidas e pálidas modelos. É por causa dessas giseles da vida que muitas mulheres por aí pintam o cabelo, colocam lentes coloridas nos olhos e passam fome para ficar magras. E meninas se esquecem dos estudos para sonhar com a glória e a fortuna de uma carreira de top model.
Uma carreira de modelo é realmente árdua. Pouquíssimas conseguem fama e dinheiro. E o sucesso dura pouco. Mas não é por isso também que as top models têm de ser tratadas com tanta importância. O problema é que televisões, jornais e revistas precisam de assunto. E por isso vivem inventando celebridades. Como Carla Perez, Sheila Carvalho e outras mulheres-bunda. Ou as participantes do Big Brother, que ficam famosas da noite para o dia só por copularem sob um edredon.
Gisele é realmente beautiful. E não há como negar: trata-se de um excelente produto made in Brasil. Vai ver ela está até ajudando no superávit da nossa balança comercial. Mas a mídia exagera na ovação. O mundo poderia viver sem top-models. Seria mais difícil ficar sem enfermeiras e professoras, por exemplo. Mas, como disse Joãozinho Trinta, pobre gosta mesmo é de luxo
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- Postado por: Santista às 07h59 AM
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A nova e grande tendência do mercado
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As mudanças sociais ocorridas no século passado delinearam um novo perfil nos papéis exercidos na sociedade ocidental. As mulheres estão entre os que assimilaram estas mudanças de maneira mais radical. Certamente porque tenham sido as principais agentes destas transformações, após anos e anos de luta para verem seus direitos garantidos e respeitados.
Estudos realizados dão conta de que, em virtude destas mudanças, a presença maciça da mulher nos mais diferentes espaços faz com que o mercado esteja cada vez mais ávido em conquistar a alma e o bolso feminino. É todo um arsenal de coisas montado para ampliar o nicho de mercado e vender seus produtos. De lingerie a carro, de eletrodomésticos a títulos bancários e daí por diante. Para a sociedade de consumo, a nova tendência de mercado é um prato cheio para que as empresas ganhem mais e mais dinheiro, já que, sabidamente, atualmente as mulheres representam mais de 50% da população brasileira.
O que me preocupa é que, ainda pelo viés das conquistas feministas, vemos surgir uma outra tendência de mercado, esta mais sutil e perigosa: de programas, palestras e serviços voltados para a mulher que não trazem nenhuma contribuição para a sua emancipação, ao contrário, reforçam a idéia de mulher supérflua, consumista e que não gosta e nem é capaz de pensar.
Num primeiro olhar fico feliz quando, no mês da mulher, vejo proliferar uma quantidade enorme de atividades em nossa homenagem. A princípio chego a pensar: - Que legal! Vamos estar aprofundando as discussões em busca de soluções para os inúmeros problemas que ainda atingem a maioria das mulheres brasileiras. Mas quando passamos os olhos pela programação de um ou outro evento, os assuntos que prevalecem são sempre aqueles que ligam a imagem da mulher ao mundo fácil do consumo, do dinheiro, da beleza estereotipada.
Nada de falar da falta de programas que contemplem a saúde, a sexualidade, o direito de a mulher decidir pelo seu próprio corpo, ou mesmo de discutir os preços inflacionados da comida que vai à mesa das brasileiras, hoje quase 40% na condição de chefes de família. Nada de polêmicas, nada do que possa representar discussões desagradáveis e de engajamento. Apenas a superficialidade!
Todo o cuidado é pouco nestes momentos! Qualquer evento que enxergue a mulher com direitos e deveres, como cidadã, não pode ser planejado sem prever o problema da grande maioria das mulheres empobrecidas, alienadas, injustiçadas!
Discutir questões femininas como se tivesse discutindo a melhor forma de manter um casamento, sem colocar a figura do homem como parceiro e co-responsável, deixando o ônus do fracasso nas costas das mulheres; discutir o espaço público, sem falar das milhares de excluídas; discutir beleza, sem antes discutir submissão milenar da mulher e como re-construir sua história, fazendo com que ela se redescubra, linda e poderosa como ela é, sem ter que seguir o padrão estabelecido pela mídia... me desculpem as companheiras dos eventos dedicados às mulheres, isso é discurso vazio, sem nenhum objetivo... Ou melhor, com o único e exclusivo objetivo do mercado consumidor, de vender seus produtos para um público-alvo que está cada dia mais presente na economia do país: as mulheres!
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- Postado por: Santista às 07h58 AM
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A nova língua portuguesa
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A nossa Academia Brasileira de Letras, além dos tradicionais chás com pasteizinhos de carne e outros acepipes às quintas-feiras, bem que poderia começar a escrever um novo dicionário com expressões cujo significado tem sido bastante usado pelo povo.
Na última versão do nosso Aurélio, aos mais de 340 mil vocábulos da edição anterior, foram acrescentados outros 6 mil, entre palavras de origem estrangeira, como por exemplo, as francesas, bordereau (fatura); démarche (diligência no sentido de negociação); entente (aliança entre dois países); acrément (ato de consultar, reservadamente, um governo sobre a conveniência de aceitação de diplomatas); as inglesas: dumping (venda de mercadoria em país estrangeiro por preço inferior do produto similar local, com fins de dominar o mercado); franchising (contrato de concessão de marca de comércio para venda); holding (empresa controladora) e muitas outras que deixei aos leitores o trabalho de catalogá-las.
Mas o que gostaria mesmo de fazer, nesta crônica, é apresentar uma lista de palavras portuguesas que poderiam ser incluídas no nosso léxico no sentido figurativo. E, aqui, seguem algumas delas referentes a um possível dicionário português-mulherês (gostaram do título?): aliança (garantia financeira); amante (homem que faz tudo aquilo que o marido nunca faz); batom (arma feminina que deixa marcas fatais); carteira (principal órgão masculino, mais importante que o falo); extravasar (galinhar); confiança (ação incompatível com os homens); acusação (quando a mulher não quer nada com o parceiro); falta de atenção (falta de presentes); gravidez (investimento a longo prazo); maquiagem (realce da beleza natural e disfarce da feiúra original); namorado (desculpa usada para despistar homens indesejados); pílula anticoncepcional (medicamento usado no momento certo e descartado no momento oportuno); seios (sinônimos de maçaneta ou objeto de apoio, que serve para abrir muitas portas); amor impossível (um pretendente pobre, isto é, desprovido de patrimônio); corrimão (mulher na qual todo mundo passa a mão); caixa de banco (bancário que se assemelha a massagista de madame, manuseia mas não usa); babador de rola (gravata quase sobre o pênis); desorgasmo (ausência de orgasmo); ministério (aparelho de som pequeno);
Outra lista de palavras cujo significado pode variar de acordo com seu emprego: missão (culto religioso que dura três horas); estouro (boi que sofreu operação de mudança de sexo); democracia (sistema de governo do inferno); homossexual (sabão em pó para lavar as partes pudendas); padrão (padre muito alto), barracão (local que proíbe a entrada de cães); pressupor (colocar preço em algum objeto); conversão (papo demorado); detergente (prender várias pessoas); barganhar (receber um bar de herança).
Agora, para terminar, as mais infames! Expedidor (mendigo que deixou de pedir esmolas); cleptomaníaco (fã do Eric Clapton); contribuir (ir para algum lugar com vários índios); fluxograma (direção em que cresce o capim); badalo (órgão sexual masculino) vocábulo que, inclusive, mereceu de Bocage (1765-1805) os seguintes versos: “sem querer nas calças estar oculto, quando se entesa o túmido badalo, ora arranca os botões com fúria rígida, ora arromba as paredes quando mija”.
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- Postado por: Santista às 07h56 AM
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Cultura política americana
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Theodore White, escritor e jornalista ganhador do prêmio Pulitzer, escreveu, em artigo interrompido pela morte, que “os americanos são uma nação nascida de uma idéia; não o lugar, mas a idéia é que criou o modo de governo americano”. Na mesma linha, Thomas Jefferson, em As Raízes da Democracia, de 1816, afirmava que nem mesmo na Constituição se encontraria a origem do regime de governo americano, mas “simplesmente no espírito de nosso povo”.
De fato, a história dos Estados Unidos é pontilhada por episódios que demonstram a deliberada construção não só de um modelo político original, mas ainda de um modo de vida superior, em relação à Europa deixada pelos colonizadores, como ao restante do planeta. Essa consciência de um papel histórico especial, um dos traços da cultura e da prática política americanas, já se esboça nas seguintes palavras de John Winthrop, líder da primeira grande leva de puritanos que se estabeleceria em New England, no ano de 1620: “Pois precisamos levar em conta que seremos como uma cidade construída sobre uma colina: os olhos de todos estarão sobre nós”, aludindo ao propósito de estabelecer uma sociedade que servisse de exemplo à velha Inglaterra e bem ao gosto de edificar o paraíso na Terra. Não é de esquecer-se, porém, que a maioria dos imigrantes europeus “não veio em busca de liberdade religiosa, mas de lucrativas oportunidades na exploração agrícola” (Eckhard Fieldes e outros, American in Close-Up, 1990).
Segundo David Mauk e John Oakland (American Civilization, 1995), distinguem-se três grandes veios na formação da cultura americana: a) étnico, reunindo influências indígenas, negras e decorrentes das grandes ondas migratórias; b) político, referente aos ideais de igualitarismo, moralismo e patriotismo; c) econômico e de consumo, inspirado no individualismo e seus consectários, as idéias de progresso e competição. Reestruturando a exposição, e com outros autores, pode-se dizer que os Estados Unidos são um país de imigrantes, a terra da liberdade e uma nação de negociantes.
Embora muitos autores salientem a liberdade por traço característico da cultura americana, é o individualismo, típico do protestantismo, do iluminismo e do espírito capitalista (a que aderiram o racionalismo, o transcendentalismo de Ralph Emerson e David Thoreau e o pragmatismo de William James e Walt Whitman) que fundamenta os seus ideais libertários, o igualitarismo, a postura de autoconfiança e faça-você mesmo, o antiestatismo, o patriotismo beirando à xenofobia, a tradição de serviços comunitários, a psicologia da abundância e progresso e, até, certo utopismo.
As migrações, que se deram aos milhares e em quatro grandes ondas, têm especial importância na formação dos Estados Unidos. Os incontáveis imigrantes introduziram valores novos numa cultura essencialmente protestante-capitalista, mas aderiram ao conjunto de ideais, princípios e traços culturais originariamente proclamados pelos primitivos puritanos e pelos pais-fundadores da nação (founding-fathers, assim entendidos os artífices da independência e da Constituição).
Em 1662 já se contavam 140 mil escravos negros e, pouco depois, 200 mil alemães, 250 mil escoceses e irlandeses, etc –, de modo que em 1776 os colonizadores ingleses representavam apenas 52 por cento da população.
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- Postado por: Santista às 07h53 AM
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Amigas me perguntam: “Por que esta vida é tão misteriosa?” Como eu poderia saber? Ela é assim. As árvores são verdes porque são verdes. As pessoas são boas, ruins, mentirosas, hipócritas, porque são assim. Não há nenhuma questão do por quê? A vida é um mistério. Ela pode ser vivida, mas não resolvida. Ela é uma incógnita, mas não é um problema. Não há começo e será que há fim?
O começo significa que algo veio do nada e o fim que algo existirá do nada. Esse é um mistério ainda maior. Há quatro mil anos a.C, teólogos e cristãos diziam que a vida começou em uma certa segunda-feira. Mas como chamá-la de segunda-feira se não houve domingo antes dela?Como foi de manhã, se não houve noite antes. Não, não podemos demarcar a vida. É tolice. Mas a única coisa que lhe digo é: não busque a vida em nenhum outro lugar; busque em você.
A pior coisa relacionada à vida é que existem pessoas que não estão nem viva nem morta. Isso é pior do que qualquer coisa. Uma pessoa plenamente viva está plena de morte também. Como pode alguém ser feliz sem saber quem é ela, de onde vem e para onde vai...
Todas as religiões nada mais são que uma ciência para ensinar a morrer. E o único modo de ensinar a morrer é ensinando a viver. Não busque a certeza; busque a compreensão. Quando compreender sua divindade, saberá o que é a vida. Ela não está na superfície; ela não é a circunferência; ela é o centro.
A vida não pode ser um jogo. O dinheiro não pode ser superior a ela. Pergunte a Alexandre Magno, a Napoleão o que eles alcançaram acumulando riquezas. Conta-se que Magno pediu a corte para ser velado com as mãos do lado de fora do caixão. Ninguém entendeu, mas ele explicou: “Quero que todos saibam que estou morrendo de mãos vazias. Eu ganhei muito e, ainda assim, não ganhei nada. Meu reino é grande, mas ainda permaneço pobre”.
Tenha certeza, você morre mendigo mesmo que seja um imperador. Na verdade, tudo o que temos são contrapartes. O puro está na alma e o mais grosso no corpo. As pessoas riem dos outros, mas nunca riem de si mesmos. Isso tem se ser aprendido. Rir de si mesmo é sinal de muita humildade. Então não comece a pensar na vida. Use o tempo para vivê-la de maneira digna e sem hipocrisia. Os mistérios você descobrirá depois.
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- Postado por: Santista às 07h45 AM
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