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Duas piadas em inglês (Two jokes in english)
Doctors

British doctor says, "Medicine in my country is so advanced that we can take a brain out of one man, put it in another and have him looking for work in six weeks".

A German doctor says, "That's nothing, we can take a brain out of one person, put it in another and have him preparing for war in four weeks".

The American doctor, not to be outdone, says, "You guys are way behind, we just took a man with no brain out of Texas, put him in the White House, and now half the country is looking for work, and the other half preparing for war".



- Postado por: Santista às 07h55 PM
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Job interview

Three men – an Italian, a French and a Portuguese – went for a Job Interview in England. Before the interview, they were told that they must compose a sentence in English with three main words: "green", "pink" and "yellow".

The Italian was first: "I wake up in the morning. I see the yellow sun. I see the green grass and I think to myself, I hope it will be a pink day".

The French was next: "I wake up in the morning, I eat a yellow banana, a green pepper and in the evening I watch the pink panther on TV".

Last was the Portuguese: "I wake up in the morning, I hear the phone ‘green... green...’, I pink up the phone and I say: Yellow?"



- Postado por: Santista às 07h54 PM
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Jornalismo Verdade
Papa canoniza santa que fez dois milagres no Brasil


O Papa João Pablo II canonizou este domingo, durante uma cerimônia na Praça de São Pedro no Vaticano, a pediatra italiana Gianna Beretta Molla, a quem a Igreja Católica atribuiu dois milagres no Brasil. A nova santa, a primeira mulher não religiosa a alcançar a glória dos altares nos últimos cem anos, é conhecida como "a mártir do salário mínimo" por ter preferido sacrificar sua existência para dar vida a duas filhas.

A cerimônia, que foi assistida por milhares de peregrinos, entre eles vários pelados e familiares dos não-santos, também foi acompanhada por uma delegação brasileira liderada pelo arcebispo de São Paulo, o cardenal Cláudio Hummes, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Geraldo Magrela "Agnel de Ouro", e o governador do ex-tado de Tocantins, Marcello Carvalho.

Biritta Molla, quer dizer, Beretta Molla foi canonizada, ou seja, entrou pelo cano com outras cinco pessoas, como o catalão Josep Manyanet i Vives (1833-1901), fundador da Congregação dos Filhos da Sagrada Família de Jesus, Maria e José e das Missionárias Filhas da Sagrada Família de Naza-ré.

Vives foi o fundador do programa "Bolsa Família, Tradição e Propriedade", que no começo do século distribuía terras para os senhores vítimas dos bárbaros negros no Brasil. O chamado "profeta da família" é considerado o grande incentivador da construção do templo da Sagrada Família de Barcelona, obra-prima do genial arquiteto espanhol Antonio Gaudí, que hoje infelizmente virou um famoso harém denominado "Ajoelhou tem que...". Gaudí também está em processo de bestificação, quer dizer, beatificação.

Os outros canonizados, ou seja, que entraram pelo cano foram o monge libanês Nimatulah Al-Hardini (1808-1858) e três religiosos italianos, a irmã Paola Elisabetta Cerioli (1816-1865) e os sacerdotes Annibale Maria Francia (1851-1927) e Luigi Orione (1872-1940). Todos tiveram aumentos menores do que o concedido pelo governo Lula, mas resistiram bravamente durante anos, graças a Deus, que pagava à época o Bolsa TFP.

Em 2003, uma medida provisória editada por Jesus Cristo acabou com o Bolsa Família, Tradição e Propriedade. Segundo a assessoria de Cristo Nosso Senhor, o bom homem preferiu aderir ao Fome Zero, que dava um certificado especial de empresa cidadã.

Uma comissão especializada do Vaticano atribuiu dois milagres registrados no Brasil à pediatra italiana, que segundo sua biografia oficial sonhou em se mudar para o Brasil como missionária leiga, ou seja, que não sabia que aqui se recebe mal. Mãe de família, médica pediatra, católica praticante, símbolo do "não" ao novo aumento do salário mínimo, Gianna Biritta Molla (1922-1962), que em 1962 deu à luz sua quarta filha, Gianna Emanuela, não quis ceder à greve, apesar do fibroma uterino que acabou causando sua morte sete dias após receber seu último salário.

"Ela morreu de bem com a Previdência Social, Glória Deus", teria dito um dos bispos presente.



- Postado por: Santista às 07h51 PM
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Simpatia infalível para perder a barriga

Pegue uma vela branca, um copo d'água e uma imagem de Santo Antônio enrolada numa fita métrica. Meça com a fita métrica a sua barriga, faça uma marca na fita com uma caneta antes de enrolar a mesma na imagem do Santo. Atenção: caso a barriga seja em função de excesso de cerveja, coloque atrás da imagem de Santo Antônio uma garrafa de cerveja vazia. Coloque tudo isso ao seus pés e se deite-se no chão, de costas. Toque então as pontas dos dedos (da mão) nas pontas dos pés (que não devem se afastar do chão), dizendo: "Santo Antônio, me tira essa barriga !"

Repita isso 500 vezes por dia até chegar ao ponto desejado.



- Postado por: Santista às 07h49 PM
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Redação do Joãozinho

A professora de uma escola primária mandou que os seus brilhantes alunos escrevessem uma redação, onde fossem tratados os seguintes temas:

1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério

Quem terminasse estaria dispensado e poderia voltar para casa. Passados míseros segundos, Joãozinho levanta a mão e diz que terminou. A professora, sem acreditar, pede que leia a sua redação. Ele levanta e diz:

"Mandaram a rainha tomar no cú. Meu Deus! Quem terá sido?"



- Postado por: Santista às 07h48 PM
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Humor
..
Tsunami no Brasil

Colaborou Roberto, do Rio de Janeiro

Frases para quando o teu chefe te pegar dormindo

01. Eles me disseram no banco de sangue que isso poderia acontecer...

02. Isto é só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo que vocês me mandaram fazer.

03. Eu estava imaginando como é a vida de um cego.

04. Eu não estava dormindo! Eu estava meditando sobre a missão da empresa e tentando descobrir um novo paradigma.

05. Eu estava verificando se meu teclado é resistente a baba.

06. Eu estava fazendo um exercício altamente específico de Yoga para aliviar o stress do trabalho. Vocês discriminam pessoas que praticam Yoga?

07. Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando numa solução para o nosso maior problema.

08. A máquina de café está quebrada.

09. Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado.

10. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém...



- Postado por: Santista às 07h47 PM
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- Postado por: Santista às 10h49 AM
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- Postado por: Santista às 10h48 AM
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Difícil de acreditar

Certo dia eu caminhava por uma rua quando me deparei com uma mulher que implorava por um pouco de comida. Nos braços, ela trazia uma criança, talvez com dois ou três meses de idade. Pelo choro do pequenino, a falta de alimento no organismo daquela mulher deveria se refletir no leite materno. “Me dê alguma coisa; dinheiro; comida; qualquer coisa; preciso de uma mamadeira”, dizia ela, repetidamente e chorando.

Nestes momentos é impossível não colocar Deus contra a parede e cair no chavão: como é possível, num país tão grande, com dimensões continentais, com potencial de produzir alimentos para o mundo todo, ainda ter seres humanos implorando por um prato de comida?

Nos dias que se seguiram a este episódio, as cenas de crianças dormindo nas ruas e adultos mendigando trocados pareciam me perseguir. O que mais me chocava era o brilho no olhar daquelas pessoas. Apesar de toda miséria, de todo sofrimento, parecia que alguma chama as mantinha vivas e, inexplicavelmente, felizes. Lembro-me em especial de uma garotinha, de cinco ou seis anos, que vendia balas num sinal. Ela oferecia a guloseima com uma carinha tão meiga que era impossível não se emocionar. Ao menos um sorriso, ela sempre conseguia de quem passava pelo local.

Por uma semana foram tantos os momentos como estes que, por alguns instantes, pensei estar no Brasil. Mas eu estava na Índia.

Agora, sim, de volta ao meu país, sou surpreendido pela televisão com a tragédia do tsunami. Acredite, caro leitor, foi difícil segurar as lágrimas. Para quem conhece aquela realidade, sem máscaras, é impossível não traçar um paralelo com o Brasil. Não só pela quantidade de carências de todos os tipos, mas principalmente pela simpatia daquele povo que, assim como o brasileiro, parece encontrar nas tragédias do dia-a-dia um trampolim para a superação. Por isso é tão chocante.

A cada cena que assisto, a cada texto que leio, recordo centenas de rostos que conheci. Se ainda estão vivos, nunca vou saber. Jangdish é um destes que às vezes me vem à mente. Conheci ele e sua esposa – a qual não soube o nome, já que Jangdish não permitiu que conversasse com ela – numa feira de Nova Délhi, a qual reunia artesãos de todas as partes da Índia. O casal me ficou na memória de forma mais marcante pelo fato de ser do sul do país, devastado pelo maremoto.

Comprei uma boneca de pano de Jangdish e ele me disse que a manufatura daquele objeto era a única fonte de renda da família por várias gerações. “Em Madras, onde moramos, eu, meu pai e meus avós vivemos de fabricar bonecas. Leve mais uma”, insistiu. Perguntei se tinha filhos. “Temos três meninas, e todas elas também já fazem bonecas. Leve uma feita por elas”, tentou mais uma vez. Agradeci, me despedi, e fui embora. Prefiro acreditar que estejam bem. Que Deus abençoe suas filhas e que surjam novas gerações de fabricantes daquelas belas bonecas indianas.


- Postado por: Santista às 02h04 PM
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Meus anjos protetores

É comovente e exemplar a minha devoção aos anjos. Sei que os anjos celestiais são seres perfeitos, criados à semelhança de Deus, e exercem o ofício de mensageiros entre o Ser Supremo e os homens. No Brasil, há várias designações para esses guias espirituais, como, por exemplo, anjo corredor, figura folclórica e fantástica representada por um homem armado de cacete ou cajado, que anda batendo nas cancelas dos engenhos no Nordeste, amedrontando as crianças e as mães; anjo custódio (anjo da guarda), espírito celeste que vela e ajuda as pessoas, afastando-as do mal, e induzindo-as para o bem; anjo mau, diabo, capeta, demônio, também chamado de anjo rebelde. Existem, ainda, alguns mosquitos angelicais. Com denominações regionais a exemplo do anjo-bento, que infesta às regiões do Vale do Rio Doce (MG) e o anjo mau, inseto díptero que, também, tem seu habitat preferido às margens do referido rio. Não sou pneumatólogo, isto é, não estudo a origem, tampouco a existência desses espíritos, mas atrevo-me a dizer que muitos têm seus nomes terminados em el, como Gabriel, Miguel, Rafael etc. Um cidadão, certa vez, me indagou se eu era angiologista, querendo referir-se a minha queda pelo estudo dos anjos. O coitado não sabia até que esclareci a ele que angiologia é o estudo dos vasos que integram o aparelho circulatório e a palavra nada tem a ver com os seres espirituais. Na época em que freqüentava assiduamente as procissões, apreciava ver a beleza das crianças, acompanhadas de seus parentes, vestidas de anjo. Mas nem todos componentes da plebe ignara sabem os nomes dos anjos, uma vez que os almanaques anuais, aqueles que eram distribuídos nas farmácias, deixaram de publicá-los.

O melhor mesmo é, nos momentos de perigo, invocar pelo seu anjo custódio, ou melhor, aquele que protege e lhe guarda com segurança o dia todo. Há, no entanto, outros “anjos”. Assim, como o brasileiro é muito criativo, com seu poder de inventiva extraordinário, criou vários seres protetores que lhe oferecem proteção nos momentos indesejáveis (ou desejáveis).

Eis, então, alguns desses protetores, produtos do imaginário popular: sarapatel (protetor de quem come comida baiana); moscatel (anjo caído, que protege aquele que encheu a cara de vinho e despencou); pentel (protetor dos penta-campeões); motel (protetor daqueles que freqüentam esses lugares); granel (protetor dos endinheirados, isto é, daqueles que possuem muita grana); abravanel (protetor de quem topa-tudo por dinheiro, principalmente dos jogadores da tele-sena); aluguel (anjo mau que impede a pessoa de comprar casa própria); embratel (anjo protetor dos que se acham ligados às comunicações); pinel (anjo muito louco que faz com que as pessoas se casem três ou mais vezes); papainoel (protetor dos lojistas que só aparece no fim de ano); tonel (protetor dos alcoólicos anônimos e bêbados em geral); bedel (anjo dedo-duro que protege os diretores das escolas dos alunos levados ou arruaceiros); quartel (protege os militares de tudo e de todos); pastel (protetor dos chineses no Brasil); gel (protetor das pessoas que possuem cabelos ruins e desalinhados); cascavel (protetor das fofoqueiras que vivem nas esquinas a falar da vida alheia); bordel (anjo quase desaparecido que oferece proteção aos cabarés das cidades interioranas, aqueles que utilizam luz vermelha para diferenciar das casas de famílias); babel (protetor das escolas de idiomas); chanel (anjo protetor das costureiras e vendedores de perfumes); e, finalmente, volúvel (anjo que oferece custódia às namoradeiras e às trocas de casais!)


- Postado por: Santista às 01h28 PM
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Onde foi que eu errei?

Estamos vivendo uma insatisfação coletiva. E, apesar de tantos problemas, todo mundo persegue a tal da felicidade. E para alcançá-la, cada um está o tempo todo tentando reescrever a sua própria história. Muda de emprego e de profissão. Também troca de mulher, de marido, de carro, de cidade ou de País se for preciso. O importante é ser feliz. Mas como a gente dificilmente se sente assim, vive se perguntando: "Onde foi que eu errei?". E tenta corrigir as falhas do passado. E quem age assim está mais do que certo. Ninguém é obrigado a assumir as conseqüências das decisões e escolhas erradas.

Você não é obrigado, por exemplo, a ser um médico frustrado para o resto da vida. Em vez de continuar enfrentando uma rotina estressante de plantões, condições de trabalho precárias e uma remuneração totalmente abaixo do que você acha que merece, é melhor se dar o direito de mudar. É sempre tempo de tentar uma carreira de cantor, artista plástico, pianista ou de montar o seu próprio grupo de teatro. Ou quem sabe se tornar um produtor de alimentos orgânicos, um criador de avestruzes, um pizzaiolo ou abrir uma franquia de roupas. Mas se nada disto der certo, ainda não é motivo para você se desesperar. Lembre-se de que o seu velho diploma de médico ainda está lá guardado.

Você também tem todo o direito de trocar a sua mulher de quarenta por outra de vinte. Mas se esta lhe colocar um enorme par de chifres, nada impede que você tente se reconciliar com a fiel e bondosa ex-patroa. Sim, é sempre tempo de mudar. Mas também de voltar atrás. A melhor decisão é tentar concretizar os sonhos. Mas se você já descobriu que não dá mais, também não tem importância. É sempre tempo de inventar novos sonhos. Mas lembre-se: ninguém pode viver só de sonhos. E nem de amor.

Sem querer parecer pessimista, mas o mundo ficou totalmente doente. E todos estão neuróticos. Louco de quem pensa que é normal. Cada ser humano é um poço de angústias, frustrações e problemas. Por isso pense bem antes de dizer que alguém é manhoso. Ou que foi muito mimado pelos pais. A dimensão dos problemas de cada um é diferente. Mas o grau de sofrimento costuma ser o mesmo.

Nunca se esqueça que estamos todos no mesmo barco furado. Irmãos de uma mesma pátria chamada Brasil. Um lugar onde está cada vez mais difícil manter o equilíbrio emocional. Mas, mesmo assim, temos que acreditar: existe uma luz no fim do túnel. Vamos pensar que violência, desemprego de 12%, taxa selic de 17% e gasolina a quase R$ 2,50 são apenas problemas passageiros.

Melhor deixar esses temas da macroeconomia para os especialistas.E nos dedicarmos às microquestões do nosso cotidiano. Descobrir a melhor forma, por exemplo, de lidar com aquele colega chato do trabalho. E com o seu chefe carrasco. E por falar em chefe, se você não consegue agradá-lo, pelo menos continue rindo das piadinhas sem graça que ele conta.

A lista é bem mais extensa. Existem ainda as questões familiares. Os problemas com o pai, com a mãe, com os irmãos e com os eletrodomésticos. É a televisão que estraga. Sim, as TVs, mesmo novas, pifam. A minha de 29", por exemplo, acaba de queimar com uma queda de energia. Resta pelo menos a esperança de que a Celg pague o conserto. É o relógio do microondas que vive desregulado (sempre as quedas de energia). A conta do telefone que sempre traz a cobrança de algum serviço extra que a gente não pediu. Pior de tudo é quando a garrafa de suco que você acabou de comprar cai de sua mão e quebra bem no meio da cozinha. O ruim não é limpar toda a sujeira. O chato mesmo é ter que ir atrás de todos os caquinhos que se espalharam.

E agora, que já catei os tais caquinhos, chega. Acho que vou meditar para aliviar o estresse


- Postado por: Santista às 04h10 PM
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Beijar pode, casar nem pensar

Acho extremamente machista esta onda de alardear o beijo na boca entre meninas. Mesmo que seja apenas um inocente selinho. Nada contra qualquer tipo de orientação sexual, mas essa história dos ícones pop lançar esse novo comportamento é de doer. Na minha opinião, é uma tentativa de manipular o comportamento das mulheres para satisfazer as fantasias do universo masculino. Ninguém merece! O pior é que embora se mostre as clebridades aos beijos, não se trata a questão da sexualidade com o devido respeito que deveria ser tratada.

Todo mundo sabe que a idéia de ficar com duas mulheres é a maior fantasia dos homens, ou melhor, daqueles que optaram por ser heterossexuais. Por que não mostrar dois homens se beijando nas revistas, nas novelas, nos jornais, enfim, em todos os veículos de comunicação? Será que não causaria mais impacto? Por que a mulher pode se objeto e o homem não? Na sociedade em que vivemos, os meninos não podem nem chorar. Imagine trocar selinho? Seria o fim.

A alegação pode ser que esteticamente é feio ver dois marmanjos dando beijo na boca. Nada a ver. Acho que esse neocomportamento só aumenta ainda mais o preconceito com os homossexuais em todas as suas categorias. Fica a pergunta: por que se admite as atrizes, as modelos, as cantoras famosas se agarrando como pura jogada de marketing e não se aceita a aprovação da união legal entre os homossexuais assumidos que constroem um patrimônio juntos e na falta de um, o outro fica desamparado? Quer dizer, beijar na boca até pode, mas casar nem pensar.

Parece que não tem nada a ver, mas tem. É muito bonito criar factóides para que estrelas do mundo pop, como Madonna, Christina Aguilera, Britney Spears, entre outras, encham o seus cofres de dólares. Enquanto isso, na terra – já que o estrelato foi inventado para as eleitas dos deuses das gravadoras e grandes redes de tevê – aquelas que escolheram ser lésbicas sofrem todo tipo de preconceito e têm que se esconder atrás de fachadas para manter a ordem familiar. Talvez seja esse o momento de aproveitar a mania entre as celebridades e adolescentes da classe média e de fato discutir a questão da sexualidade com mais seriedade.

Talvez o que se queira mostrar é que existe uma liberdade sexual e que todo mundo pode exercê-la. Digo sem medo de errar que isso não passa de balela. Ninguém é totamente livre que não tenha que dar satisfações a quem quer que seja. Duvido que as gatinhas que trocam selinhos entre amigas revelem para os seus pais o que elas fazem nas festas. Chega de tanta hipocrisia. Está na hora de tratar a sexualidade com mais respeito. Afinal, apesar de tanta informação, os índices de gravidez na adolescência em todo o mundo são altíssimos. O número de casos de aids também.


- Postado por: Santista às 04h07 PM
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O inglês e a diplomacia

A grande imprensa anuncia e denuncia a atitude medíocre do Itamaraty – a menina dos olhos do Barão do Rio Branco que tantas glórias deu ao País, inclusive ampliando-lhe a vastidão territorial –, de desconsiderar o Inglês como língua imprescindível à diplomacia, e, de conseqüência, admitindo que o candidato ao Instituto Rio Branco (escola de nossa diplomacia) reprovado no exame da língua inglesa possa fazer o referido curso.

Terrível engano!

E, mais cedo ou mais tarde, o governo colherá os frutos amargos dessa atitude abstrusa.

Não é a primeira vez que o governo se equivoca no tocante ao ensino de idiomas em nosso País.

Durante a II Grande Guerra, logo após o Brasil entrar no conflito, alinhado aos aliados (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.), o governo de Getúlio Vargas proibiu o ensino do Alemão e do Italiano nas escolas, com receio de que a difusão desses dois idiomas pudessem facilitar o inter-relacionamento entre brasileiros e estrangeiros residentes no País com os países do Eixo, na Europa, – a Alemanha de Adolf Hitler, e a Itália de Benito Mussolini. Um problema sério. Porquanto, no Sul do País, notadamente no Rio Grande, populações inteiras não falavam senão o Alemão. E, para saberem o que se passava no mundo, chegaram a editar jornais na língua de Goethe. Proibição que cessaria com a vitória dos aliados, e a redemocratização de nossas instituições políticas a partir de 1945.

Quando estive em Viena, integrando a Delegação Brasileira perante o órgão das Nações Unidas ali instalado para a distribuição da Justiça Criminal, em todo o mundo, pude verificar, in loco, numa assembléia em que estavam representados 121 países membros da ONU, o prestígio do Inglês, falado por cerca de 70% dos representantes ali credenciados, inclusive por representantes da França, tão ciosa de seu belo idioma. Havia outros idiomas oficiais: o Russo, o Árabe, o Chinês (um de seus dialetos), etc.

O ensino do idioma Alemão, no País, vem sendo negligenciado. Mas Tobias Barreto, na segunda metade do século 19, introduziria o culto do idioma nos estudos jurídicos. Seu entusiasmo pelo Alemão foi tamanho que ele chegou a publicar, em Escada, um jornal em Alemão!...

No que tange ao Inglês, ele é hoje, sem qualquer sombra de dúvida, o segundo idioma do Brasil, havendo sucedido, após a II Grande Guerra, o culto do Francês.

Quem viaja sabe muito bem, – apesar da difusão do Espanhol –, que quem não sabe Inglês é analfabeto. E terá que socorrer-se de um intérprete para se comunicar. O que, por certo, o deixa em desvantagem no relacionamento com os que se expressam, fluentemente, no idioma de Shakespeare.

O governo não deve levar sua mal-disfarçada idiossincrasia pelos Estados Unidos ao ponto de criar, no Itamaraty, uma geração de diplomatas que não saibam expressar-se, com segurança, em Inglês. Se o governo insistir nessa malfazeja teimosia, nós, como Nação e como povo, só teremos a perder.

O que será extremamente lamentável...


- Postado por: Santista às 03h30 PM
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Chamas da barbárie

Segundo preciosas informações de André Aymard e Jeannine Auboyer no livro Roma e seu Império , a legislação dos itálicos contribuiu com a decadência ao exercitar penalidades diversas segundo a categoria social do réu: mais pesada para os “humiliores”; mais leves para os “honestiores.” Muitos são os exemplos que demonstram, claramente, que nenhuma civilização se fortaleceu, evoluiu e consolidou-se sem a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um.

Por uma dessas razões que a falta de visão explica, um arrazoado de aproveitadores procura disseminar a teoria de que certas camadas sociais brasileiras podem abertamente rasgar a Constituição e infringir a lei, sob a justificativa de que fazem parte dos bolsões menos favorecidos. Trata-se de uma quimera rudimentar bem ao estilo dos que apregoam essa ilusão. Uma coisa é exigir que a sociedade seja mais justa, garantindo uma sobrevivência digna a todos os cidadãos. Outra é insuflar a desobediência civil irredutível.

A obediência aos preceitos constitucionais vale tanto para o ricaço quanto ao flagelado. Mesmo que este último seja o elo mais frágil e mais sofrido da cadeia social. Trata-se de um princípio que pode ser negociado, mas não deve ser rompido, pois estimularia as chamas da barbárie. No caso da invasão do Parque Oeste Industrial os poderes constituídos, em todos os escalões possíveis, estiveram à procura de uma solução amigável. A vontade de resolver foi tão grande que se permitiu fraturas na conformação com o direito.

Segmentos importantes da sociedade, incluindo jornalistas lúcidos realmente sensibilizados com os necessitados, exigiram entendimento razoável. Tanto o governador Marconi Perilo quanto o prefeito Iris Rezende se desdobraram ofertando soluções. Mesmo assim, ou se aproveitando disso, os infratores radicalizaram posições. Os fatos indicam que a pretensão dos líderes, aliados a notórios políticos do voto fácil, é utilizar gente humilde, tendo como pano de fundo uma causa justa, para sondar até que ponto é possível subornar o Estado de Direito. Se a vitória for dócil estará mais fácil encaminhar outras reivindicações que agregam poder e reforçam posições de mando e de comando. Os que chefiam e encorajam a balbúrdia pouco se lixam à pobreza. Necessitam tirar proveito de uma situação delicada no estilo “quanto pior melhor.”

Investigações demonstram que os arautos da ilegalidade sempre foram arredios ao trabalho sério e ao esforço pessoal. Mesmo assim, em função dos carentes e para não implodir o frágil pacto democrático, o imbróglio foi tolerado até os extremos da paciência. Muitos estão sendo defendidos da própria ignorância. Pois no momento em que o cumprimento da lei, sobretudo quando se esgotam o diálogo e o bom senso, for apenas uma ilusão, de nada resolverá um pedaço de gleba num recanto chamado sonho. Pois da mesma forma que multidões se juntam para usurpar do ricaço, gangues vão se reunir para arrancar o rádio da cozinha humilde ou deflorar a filha do operário. O pesadelo será constante.

Apenas os que amargam idiotia social, ou se deleitam em vantagens pessoais, imaginam que o rompimento de uma regra de direito que afeta uma família endinheirada não tem conseqüências aos que padecem com as insuficiências econômicas. Esse é um embuste que alimenta o banditismo e o poder paralelo que jantou em mesa farta boa parte do País


- Postado por: Santista às 03h23 PM
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É preciso ser triste para ser feliz

Há aqueles dias em que acordamos quase que obrigados para a vida. Com um gosto de guarda-chuva na boca, a verdadeira capa do Batman. Não porque necessariamente haja algum tipo de motivo, até mesmo porque, às vezes, ele não existe, mas porque devemos estar, assim, meio virados para o mundo. Como se à nossa frente só houvesse flores nas bordas dos cemitérios e pássaros de plástico enfeitando as sepulturas remexidas dos que preferiam morrer e foram para a morada de Deus.

Muita gente não nos entende neste momento. Nos consolam, nos confortam como se fôssemos as mais preciosas pedras de seus corações. Não nos querem ver no desconforto dos sentimentos, de nossas angústias internas que secretamente se enfileiram na escuridão de nossos desejos, de nossas vontades, no nosso armário interior.

Mas a vida não é assim. O ser humano precisa chorar para poder sentir o tanto que são extensas e ricas as formas de se viver. O ser humano precisa sentir a dor para poder confortar quem tem realmente dor. Não há como sermos sempre o sorriso emblemático e publicitário dos que posam para os holofotes e máquinas fotográficas e vivem a vida como se o exibicionismo, a vaidade, fossem realmente as melhores coisas da vida.

Não podemos deixar que essa felicidade em forma de remédio nos domine como se nada houvesse de ruim em nossas vidas. É pre ciso entender que dentro da tristeza há uma felicidade ruidosa nos cortando com suas asas geladas e nos colocando de pé diante do irremediável para que enfrentemos tudo de negativo que nos aparece pela frente. Todos precisam entender que a dor da perda um dia será tão próxima que parecerá dormir abraçada com ele. A morte é companheira nossa.

Muitos não entendem a tristeza (ou a felicidade) e se posicionam contra os sentimentos dos outros querendo monitorá-los. É preciso afastar a ditadura do bem-estar, da sempre-felicidade e passar a viver mais com a tristeza, não a que nos liquida, mas o sentimento que nos faz crescer e ao mesmo tempo amar mais as pessoas que, às vezes, odiamos.

Hoje não se respeitam nem mais os velórios. A ironia é tão grande que nesses ambientes é comum as pessoas estarem sempre felizes, embrutecidos nas gargalhadas dos que ficam. Não pode ser assim. É preciso que se respeite até mesmo com o silêncio quem se foi. Por exemplo, quem for agora a um cemitério, com certeza encontrará mais pessoas felizes do que pessoas tristes, quando deveria ser o contrário. Mas não adianta a tristeza falsa dos que encenam, mas não sentem nada. Quando se vê alguém que ‘se foi’ o certo é se preencher de tristeza e reflexão.

Hoje pretendo parar diante do nada. Sentir o vento roçar meus cabelos como se me afagasse com suas mãos de nuvens. Como se me abraçasse com seu corpo fluido de ar. Há tempo que não amamos nem lembramos do vento.

Há tempo que achamos que devemos estar sempre disponíveis para os outros, nunca para nós mesmos.

Hoje parto para abrir as minhas entranhas para que eu mesmo me conheça.

Não há ninguém mais feliz com a tristeza do que eu. Hoje em dia, até para ser triste é preciso ser feliz. A felicidade nem sempre é verdadeira. É uma roupa que estamos usando e que pode ter sido comprada em qualquer consultório.

A felicidade grife que as revistas e a televisão nos vende não é real. É só um espectro que vaza bruxuleante dos vidros de barbitúricos que encomendamos personalizados dos laboratórios que nos matam dia a dia.

Hoje quero que meu cérebro pare, flutue, como um helicóptero no ar. Nada de felicidade. É preciso ser triste pelo menos uma vez durante a semana e dizer a Deus o tanto que viver ainda é a coisa mais importante do mundo. De que adianta o mundo se não há vida? De que adianta vida se somos ensinados a ser apenas placas e outdoors de sorrisos?

E para a reflexão dos letrados, venho com Goethe: “Nada mais insuportável do que uma sucessão de dias bonitos.” Xô, carnaval!


- Postado por: Santista às 03h21 PM
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O impossível balanço do carnaval

uma coisa que não acontece em nenhum outro lugar do mundo: 1,5 milhão de homens e mulheres de todas as idades, em Recife, Pernambuco, correndo atrás de um trio elétrico. Aliás, o Brasil é a única nação da Terra onde, todos os anos, a nação inteira entra em recesso para que seu povo cante, beba e dance feito louco, principalmente no meio da rua, cinco dias seguidos ou até mais. Não obstante, ainda existem brasileiros que se indignam porque ouviram dizer que, uma vez, no final dos anos 50, visitou-nos Charles De Gaulle, herói da Segunda Grande Guerra e presidente da França e deixou escapar, ninguém sabe exatamente onde nem quando, este desabafo:

“Positivamente, este não é um país sério!...”

A imobilidade, a princípio localizada, logo se torna geral. Queira ou não, todo mundo é obrigado a entrar na letargia improdutiva quando não da licenciosidade tolerada. O ano letivo mal começou e foi interrompido. Fecham as repartições federais, estaduais e municipais. A indústria, o comércio, os prestadores de serviços, as bolsas e as atividades bancárias entram em marcha lenta ou marcha à ré. Os gastos oficiais engordam com a polícia inteira nas ruas, nas avenidas, nas estradas, nos salões e com os gastos extraordinários nos pronto-socorros e nos hospitais públicos insuficientes para atender à demanda. No Império Romano, pão e circo eram exigências da turba para se manter mais ou menos bem comportada. No Brasil, pode faltar o pão, mas o circo está armado.

Estimulando as transas, o Ministério da Saúde manda distribuir milhões de camisinhas aos foliões, que, afinal, impedirão um pouco do crescimento dos alarmantes índices da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Desfiles de escolas de samba, em parte patrocinadas por bicheiros e traficantes, torram vultosas verbas que faltam à educação, à saúde e à segurança pública. Representando mais gastos extras para o erário, através da polícia e do Judiciário, vêm os assaltos, homicídios, agressões, estupros, acidentes de trânsito, suicídios e o incontrolável consumo de drogas. Os fabricantes de cerveja dizem que estão vendendo 10 bilhões de litros e acham pouco. Os traficantes não dizem quanto vendem de drogas, mas os pais, desesperados com os filhos viciados, têm certeza de que seu comércio tenebroso está crescendo. A queima extemporânea de combustíveis nas viagens faz o Brasil importar mais petróleo.

Nenhum povo, em toda a história da humanidade, se fez grande, próspero e respeitado, a não ser trabalhando. Há entre nós, nestes dias, um ócio ululante em tudo, marca registrada da preguiça, do atraso, da ignorância, da pobreza e da irresponsabilidade, que só agravam a amargura de 10 milhões de desempregados. .

A televisão leva Sodoma e Gomorra dos bailes e dos desfiles para dentro de milhões de lares, aos olhos curiosos de milhões de crianças e adolescentes, que aprenderão depressa o lado sujo da vida. Os turistas que vieram de outras pátrias irão embora imaginando que as mulheres brasileiras são como as que vêem peladas, de seios turbinados, se oferecendo nos carros alegóricos e nas evoluções coloridas e faiscantes no asfalto.

Pesquisa publicada pelo jornal O Globo, no carnaval do ano passado, revelou que 46,8% dos turistas estrangeiros que se encontravam no Rio de Janeiro para o carnaval declararam que vieram ao Brasil em busca de sexo. Nos seus países – responderam assim 73,7% dos entrevistados –, o Rio é referência de turismo sexual.

Na Quarta-Feira de Cinzas, tenta contar os mortos e feridos, os estuprados e as vítimas dos bandidos da pior espécie, sem condições de levantar a relação dos lares desfeitos, dos arrependidos, dos angustiados, dos endividados, dos roídos pelo remorso, dos arruinados moralmente nesses dias de incrível insanidade coletiva.

Uma coisa que ninguém pode até hoje avaliar é o preço real do carnaval brasileiro, sobretudo nos últimos anos, quando a folia se desloca dos salões fechados para o luxo nababesco das avenidas. Sem dúvida, ele custa bilhões e bilhões de reais. Nos salões, quem paga é o folião. Na rua, é o governo.

Na realidade, temos na quarta-feira um pseudo-balanço, incompleto e superficial. Até hoje, ninguém conseguiu acompanhar e medir, matematicamente, no bico do lápis, o preço do carnaval brasileiro. Nem os risos e o deboche, lá fora, dos que nos contemplam, horrorizados com tanta imbecilidade


- Postado por: Santista às 03h20 PM
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Mentirinha

Algumas coisas que aborrecem: mosquito na hora do almoço, pernilongo durante o sono, ligação telefônica de madrugada, despertador em tempo de aula, assobio de chaleira no café da manhã, faltar papel higiênico na ocasião, iniciar o banho e ver que não tem sabonete, esperar ônibus, salário atrasado, cheque sem fundo, pergunta desconcertante, ler jornal com outra pessoa mexendo nas folhas, e tantas mais.

Entre as tantas mais, a tal da mentirinha. Como se fosse possível mentira ter tamanho. Mentira é mentira, e pronto. A importância da mentira não está no tamanho, mas no estrago que ela produz. Toda mentira provoca dano. Este, sim, deve ser avaliado. Mentirinha, pra mim, só existe uma, o biscoito em forma de disco feito de massa de pão-de-ló; tão leve que a gente não consegue comer apenas um. Qualquer dia conto a receita. Ah, pastel sem recheio também é mentira.

O hábito de mentir, quase sempre, tem início na infância, naquelas ocasiões das travessuras condenadas pelos pais e punidas com castigos que cortam privilégios. Preferível negar a verdade a perder a mesada, ter de voltar mais cedo de festa, não dirigir a moto do irmão mais velho, ser obrigado a passar as tardes de domingo estudando, não poder assistir TV, navegar na internet, punições que variam de acordo com a classe social do faltoso. Em qualquer uma, o primeiro passo busca alcançar regalias, principalmente depois que o chicote perdeu fama e poder.

Muitos temos lembranças de mentiras que achávamos insignificantes, de pouca capacidade de fraudar. Um risco generalizado, pois assim nasce o grande enganador, por não ter sido corrigido no tempo certo, pelo uso constante de consideradas pequenas inverdades. Nem todos escaparam dessa prática condenável.

Como sou vítima de mentiroso. De vez em quando me aparece um. Ainda bem que aprendi com a mãe que a mentira tem pernas curtas. Há uma delas da qual vou me livrar ao estilo gran finale de ópera bufa.

A humanidade não escapa das induções a erros. A história jamais esquecerá a empulhação de Bush para justificar a invasão do Iraque, sob o pretexto de destruir as armas químicas, ainda invisíveis, do arsenal de Saddam Hussein. E olha que Bush governa o povo que diz não tolerar perjuro. Vai ver que era daqueles meninos que gostava de uma mentirinha, e agora que o resto do mundo pague.

Das melhores que ouvi, que não tem como justificar, foi aquela do marido que vivia de enganar a mulher. Nos dias de carnaval, que ele afirmava abominar, apanhou uma troca de roupa e disse que ia pro retiro espiritual da igreja, do qual retornaria terça-feira. No primeiro boteco começou a beber. A batucada evoluía bem, até virar quebra-quebra. Da batida policial ninguém escapou, e só seriam soltos na Quarta-Feira de Cinzas ao meio-dia.

Na residência, sem saber notícias do marido, a mulher liga a TV, exatamente na hora que o plantão transmitia da porta da delegacia. Quando ela, boquiaberta, enxerga o esposo apenas de cueca segurando um dos lados da faixa confeccionada por ordem do delegado, onde se lia: “Bloco do que é que eu vou dizer em casa.”


- Postado por: Santista às 03h17 PM
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Sorria, você está sendo monitorado!

No apagar das luzes do século XIX, o homem singrava os céus com balões e dirigíveis. Menos de dez anos depois, com a invenção do aparato voador mais pesado que o ar, a aproximação definitiva entre os povos se transformou em realidade, pois o avião não dependia de portos ou local para atracar, sobrepujando selvas, montanhas etc.

O potencial bélico desses aparelhos foi determinante no resultado da I Guerra Mundial. O uso da arma aérea teve um grande destaque ao observar e fotografar a movimentação das tropas adversárias e, posteriormente, na análise da aptidão industrial e agrícola da parte adversa.

Os vencedores da Grande Guerra reconheceram a importância da aviação e a ameaça que a própria constituía e decidiram estipular as regras para o uso do espaço aéreo, quando decidiram que o espaço aéreo sobrejacente de um país seria a projeção de sua soberania. Assim, mesmo que as regras de aeronáutica fossem uniformes, caberiam aos Estados decidirem sobre a conveniência ou não de sua aplicação.

Durante a II Guerra Mundial, um novo salto tecnológico ocorreu na área da aviação em direção ao espaço extra-atmosférico, pois com o desenvolvimento de motores capazes de funcionar na ausência de oxigênio, o céu deixava de ser um limite. Desse momento em diante, outra questão surgiu: a quem pertenceria o espaço? O assunto ainda está em debate e a exploração do espaço extra-atmosférico é feita por um grupo de países seletos, que o desbravam sob o pálio de assim o fazerem para o bem da humanidade.

Esses países controlam uma tecnologia que possibilitou dividir o espaço ao redor da Terra em três zonas orbitais distintas, sendo de grande importância a órbita baixa, situada entre 150 e 1.500 km de altitude, onde estão os satélites de sensoriamento da superfície terrestre.

Esses satélites operaram com faixas ultravioleta e infravermelha, possuindo ainda câmeras imageadoras capazes de cobrir até uma faixa de 890 km de largura (com resolução de até 100 m) ou de alta resolução, que fornecem imagens de uma faixa de 113 km, com uma resolução de até centímetros. Permanecem em órbita ao redor da Terra em uma velocidade de aproximadamente 27.000 km/h, em uma altitude média de 800km, perfazendo cerca de 14 revoluções por dia, e em 26 dias obtêm uma cobertura completa de nosso planeta (em alta resolução).

São igualmente capazes de prever o clima, as safras agrícolas, de acompanhar o desenvolvimento de construções, os tráfegos navais, etc, adentrando da mesma forma na intimidade das pessoas, tanto visualmente como através da escuta eletrônica. Tudo sendo transmitido em tempo real para quem possui ou possa pagar pelo uso de sua tecnologia. A soberania resta obviamente comprometida, pois os satélites de sensoriamento permeiam constantemente os céus e não existe uma maneira de interceptá-los.

Nesse sentido, as informações ora colhidas são bem mais relevantes do que as singelas observações feitas nos tempos heróicos da aviação, e hoje se discute quais serão as conseqüências do monitoramento global, que envia dados aos detentores da tecnologia espacial, que tem à sua disposição um instrumento capaz de antever e conduzir os resultados econômicos de todos os países. O Brasil luta para entrar no clube dos detentores da tecnologia espacial, e reconhece a importância de investir nessa área, pois, quem constrói foguetes e satélites, ganha ao mesmo tempo a oportunidade de participar da formação das leis que regerão o espaço e todos aqueles que habitam a Terra.



- Postado por: Santista às 03h03 PM
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Igualdade racial

Sabe-se que o Brasil tem 45% de negros e pardos, 33% de brancos e 1% de outras raças. Na proposta dessa Confereência Estadual de Promoção da Igualdade Racial recorda-se que, na última pesquisa do IBGE, os dados relativos ao emprego e desemprego no País e as diferenças entre negros e brancos confirmam o que todos, direta ou indiretamente, já conhecemos: há um verdadeiro abismo entre pretos e brancos. O preconceito racial ainda prevalece em nossa sociedade, não obstante ter sido o Brasil o principal destino dos africanos trazidos na condição de escravos, apesar de que os afrodescendentes representam 45% de nossa população.

Segundo dados do IBGE – e aqui me limito a citá-los –, entre os 10% mais pobres do País, os pretos e pardos representam 70%, mas, em contrapartida, entre os brasileiros que se encontram dentro do grupo de 1% mais rico, 88% são brancos. A mesma pesquisa ibegeana revela que a renda média de um branco é 105% maior do que a de um negro ou pardo, diferença que se nota não apenas no salário, porém na educação, na saúde e em outros quesitos importantes da qualidade de vida, números visíveis e incontestáveis. O IBGE constatou ainda que negros ou pardos vivem em condições de inferioridade no campo do trabalho, uma vez que menores oportunidades educacionais impossibilitam e continuam impossibilitando o gozo dos direitos mínimos de dignidade.


No Racismo à Brasileira: Raízes Históricas, se situa em pé de igualdade com os melhores estudos já levados a efeito até hoje sobre a nossa etnia,  a descoberto, de maneira incontestável, um dos pecados mais graves da nacionalidade. pobre e iletrado é a maior vítima de uma suposta abolição e ridícula democracia, Faço votos para que tais estudos continuem a merecer a melhor das atenções de quantos desejam banir de vez a discriminação racial em nosso País.



- Postado por: Santista às 02h58 PM
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Nossa gente

O Brasil foi formado, primeiro, por um poder soberano. Quem antes atracou em nosso território não foram povos imigrantes ou em fuga, e sim poderosos de outros países em busca de mais riqueza. A população, em larga escala, veio apenas depois, fruto da colonização, à escolha e na quantidade determinada pelos dominadores de então. Portanto, formamos uma nação que já nasceu amoldada ao poder e dependente dele. De diferente forma ocorreu em outros países. A formação dos Estados Unidos, por exemplo, começou através de populações inglesas que se estabeleceram em seu território e que, com o tempo, criaram seus próprios canais de mediação e, de baixo para cima, suas instituições soberanas.

Isso não quer dizer, como tentam mostrar alguns intelectuais, que nosso processo de colonização tenha sido um desastre. Não fosse por ele, grande parte de nossas famílias não teria recebido a oportunidade de construir suas vidas numa terra nova, algo que precisavam e queriam. Além disso, a Coroa Portuguesa chegou a ser transferida para o Brasil, algo inédito na história das colonizações, tamanha era sua esperança de construir uma grande nação. Quando, contudo, forças portuguesas tentaram subjugar o País, foi exatamente um português, de nome Pedro, que proclamou nossa independência. Como se percebe, então, quase nenhum fato histórico é puro como os contos infantis de mocinhos contra bandidos. E, se assim, um povo que se respeita não pisoteia sobre sua história; apenas a compreende e a analisa com maturidade. Afinal, é a sua história.

A compreensão desse fenômeno da formação brasileira explica, pelo menos em parte, a grande dependência que o povo mantém, até hoje, do poder estatal (Estado). Há uma cultura, ao contrário do que sugeriu Kennedy em sua célebre frase (“Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país”), de tudo esperar do Estado e das soluções vindas de cima. Seja qual for o problema, essa cultura manda erguer o dedo em riste contra o poder e exigir uma solução, como se dele fosse a responsabilidade por tudo. O Estado, na verdade, deve entrar em ação somente quando a sociedade, ela mesma, não consegue cuidar de determinada demanda, com presença marcante apenas onde é imprescindível que esteja (saúde, educação, segurança, por exemplo). Fora disso, o poder estatal tende só a atrapalhar, desequilibrar e inibir o progresso social.

Tomara que agora em 2005 o Brasil avance nesse sentido, confiando mais em sua gente, em seu povo, em sua sociedade. Valorizando mais a força transformadora do indivíduo, a livre iniciativa, o empreendedorismo, a criatividade humana. Tomara que os homens se dêem conta de que as grandes mudanças em suas vidas só ocorrem se partirem deles próprios e de suas famílias e não de estruturas governamentais. Que este seja o ano da virada.


- Postado por: Santista às 02h55 PM
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Marx estava certo

Karl Marx, o mais célebre e conspurcado teórico do socialismo, deixou registrada uma advertência que, hoje, leva ares de uma atormentada maldição. “A religião é o ópio do povo”, anotou cuidadosamente, “para a crítica da Filosofia Hegeliana do Direito”. Inacreditável que, em pleno século 21, as religiões continuem a entorpecer a razão, afundando a humanidade no lodo da ignorância.
Na semana passada, por exemplo, o dignitário eclesiástico Juan Antonio Martinez Camino, porta-voz da Conferência dos Bispos Espanhóis, foi exprobrado pela cúpula do Vaticano porque ousou afirmar que o preservativo “tem um lugar na forma como o mundo enfrenta a epidemia da aids”.
A estreiteza dos líderes católicos obrigou o bispo a se ajoelhar numa hipócrita retratação asseverando que o uso da camisinha “implica em conduta sexual imoral”. Essa é uma teimosia tão disparatada quanto insistir que o planeta era quadrado quando todas as evidências científicas demostravam o contrário.
Envelhecido e enfermo, sua santidade, o Papa, merece respeitosa reverência, isso não implica em abonar suas teorias arcaicas que não condizem com as atuais necessidades dos fiéis. Condenar a utilização dos preservativos, ignorando sua eficiência na prevenção de uma enfermidade que flagela milhões de indivíduos, é algo que transborda intrujice.
Os arautos da Santa Sé deviam perceber que a humanidade precisa de incentivo para utilizar o que evita a propagação de uma das mais nefastas pragas modernas. Desencorajar o uso da camisinha, ainda por cima alegando conduta sexual imoral, é um embuste pra lá de metro e meio.
Nesse momento, em que vários países, cada qual em seu costume, se entregam aos prazeres do carnaval, com as relações sexuais rolando a granel, essa teimosia se reveste de um caráter ainda mais funesto.
Convém lembrar que o adormecimento da razão, com tremenda capacidade para reprimir o progresso, não é uma prerrogativa dos que veneram a Virgem Maria e os santos, outras correntes religiosas são utilizadas para corroer o bom juízo.
Haja vista que W. Bush, com sua retrógrada visão de um evangelista messiânico, impede as pesquisas com células-tronco e ainda se acha no direito de impingir seu estilo de democracia via baionetas goela abaixo.
Isso para não falar de segmentos religiosos ultra-radicais, sempre em nome de um Deus, que acham normal se espatifar em pedaços, de preferência levando junto um amontoado de inocentes, como forma de protestar contra quem não é da mesma crença.
Marx estava certo. Trata-se de religião utilizada como alucinógeno. A justiça divina atua com senso lógico. Picuinhas dogmáticas, firulas que não fazem senso devem irritar o Criador. Principalmente quando, em nome do Senhor, se comete injustiças, propaga doenças, evita curas, atiça guerras e incentiva a discriminação.
Vale lembrar, no arremate, que não foram poucos os que sucumbiram vítimas de uma overdose de religiosidade. Muitos imaginando que estivessem sendo a trombeta de Deus quando na verdade estavam agindo como núncios de belzebu.


- Postado por: Santista às 02h53 PM
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A falta que faz a poesia

A Internet tem coisas interessantes; as últimas de que soube são programas como Orkut, Netqi e Gazzag, que inscrevem milhões de pessoas, mas que, para meu desencanto, cai na mesmice da falta de informação útil. Vejam, de modo mais simples, as comunidades sobre cidades. Um bando de jovens mal-informados repetindo apenas que este ou aquele lugar são “maneru”, “legau” e outros conceitos do gênero, todos escritos com erros intoleráveis de grafia – mas eles respondem que “é a linguagem da Net”; nessa “linguagem” deles, não se usa acento, nem pontuação e as palavras não têm erre no final, isto é, os verbos são ama (amar), compra (comprar), esta (estar) etc. Quero vê-los em concursos e testes de empregos.

Ninguém quer saber mais da História. Esses moços (pobres moços) – com licença de Lupicínio Rodrigues – não sabem sequer os nomes de seus avós! Mas há as ilhas maravilhosas, sempre. Como uma comunidade que abri, dia destes, sobre a bossa nova – a música nacionalíssima do final dos anos 50 que, até hoje, encanta os mais sensíveis. Ronaldo Youle, cidadão carioca de 64 anos, indagou: “Como se justifica a identificação de jovens com um movimento musical - por muitos considerado elitista e jazzistíco - e que já completou 47 anos?”. Eles mesmos, os moços, não souberam esclarecer: apenas sentem que são melodias gostosas de se ouvir, com letras que falam de coisas que nos agradam muito... Luiz Antônio, também do Rio de Janeiro, argumenta: “Da mesma forma que se gosta de Bach, de Beethoven, dos Beatles, de Cole Porter. Música de qualidade é eterna”.

Aí entram outros coroas – claro que eu também pus a colher de pau – e tentam explicar; ou entender. Para mim, o “samba da beira-mar” e (ou) as letras de “sol, sal e sul” dizem tudo o que mexe com as principais características dos humanos reacionais: o sexo deixa de ser apenas um apelo animal, sobe à cabeça e vira coração.

Falta poesia na vida brasileira. Somos a nação cujas letras musicais mais se aproximaram da poesia. Claro que falo dos seresteiros desde Chiquinha Gonzaga até a Geração de Ouro - com Chico, Milton, Gil, Djavan, Caetano e tantos mais, passando pelos irresistíveis autores – de poemas e canções – da bossa nova.

Hoje, estamos aí, nas mãos das gravadoras que impingem a música comercial fácil. A gente fica mais feliz com O Barquinho e Chega de Saudade; mas impõem-nos os recados medíocres dos letristas da moda, conclamando a “galera” a bater o pé...


- Postado por: Santista às 02h51 PM
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Fantástica base molecular da vida 
  


É incrível como temos capacidade de não conhecer a própria vida. Bem antes de Cristo, que pedia para conhecermos o Pai, Sócrates afirmava de modo mais modesto e tempestivo: conheça-te a ti mesmo. Era uma forma de conhecer a alma, consciência e também os próprios mecanismos de defesa da vida. Ainda hoje, mesmo com Doppler, modernos ultra-sons, fantásticos livros de biologia e mecanismos de informação da vida, sabemos pouco sobre nossa circulação, olhos, coração, fígado e mente. Conte as pessoas que não conseguem ver sangue porque dizem passar mal ao encarar o líquido. Muitas. E pergunte qual motivo de tamanha ojeriza. Atitude irracional, medo da morte e de encarar coisas da vida. Ainda sonham com a imortalidade.

Uma compreensão holística do mundo nos revela a vida – seja do inseto, paramecium ou Bill Gates – como parte integrante da natureza. Este fato é mais relevante do que o carro que você acaba de comprar ou do novo celular que tira fotografias. Apesar da carnificina de tantos assassinos e mesmo de alguns programas de governo que desconsideram esse fantástico estado de equilíbrio biológico, a vida ainda surge independente e soberana como fantástica manifestação da natureza. Mesmo na adversidade, ela continuou despontando na idade do gelo, nos momentos críticos da África e nos bravios oceanos dos primeiros séculos que se seguiram à explosão do Big Bang.

É inadmissível que na moderna sociedade da informação existam pessoas incapazes de encarar a doença, a dor e a plena manifestação de vida sem se sentir fascinado pelos mecanismos que nos mantêm em pé. Muito mais do que lixo – que encarde a paisagem e destrói santuários ecológicos –, produzimos diariamente uma fantástica máquina de átomos, moléculas, células, tecidos. E isso é maravilhoso. Devemos nos surpreender como que cada órgão do corpo recebendo o mesmo tipo de alimento consegue produzir urina, saliva e leite. Não é preciso voltar ao velho Jacob Berzelius, ainda no distante século XIX, para se espantar com a conversão biológica do açúcar em dióxido de carbono (gás carbônico) e álcool. O conhecimento do mestre já se espalhou por todos os cantos do mundo, encontrou livros de biologia do segundo grau e está em milhares de sítios da internet. Compreender estes processos vitais é atingir o conceito mais próximo de felicidade, pois nos torna mais sábios de nós mesmos, como desejava Sócrates.

O segredo da vida não está na frase de Cazuza, que pede uma ideologia para viver, ou no grito Help dos Beatles. Infelizmente, o mundo simbólico da juventude ainda consegue perpetrar valores universais de que a juventude é para sempre e não temos tempo de enxergar o próprio umbigo. Confesso que tanto ideologia quanto o pedido de ajuda por ter uma vida de popstar ainda são elementos importantes para se entender a juventude das últimas décadas, mas prefiro lembrar de Kirchhoff solitário em seu laboratório procurando entender como o amido pode ser transformado em glicose pela ação do ácido sulfúrico diluído.

Ali estava algo de importante para todos, não apenas para a juventude de uma época. É destes fantásticos conhecimentos que deixamos a alienação do corpo para saber que corre sangue em nossas veias. Esse sangue, portanto, deve sempre ser considerado alimento, jamais signo de desprezo.


- Postado por: Santista às 11h58 AM
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Cadastro do bom pagador

Cadastro do bom pagador

A história do mercado é a busca incessante do lucro e da produtividade. Em troca de remuneração do capital e da valorização do trabalho, o ser humano acumulou riquezas e inventou o crédito. Surgiram imensas possibilidades com a circulação do dinheiro e dos valores. Primeiro, consolidou-se a relação madura entre sujeitos do empréstimo. A própria palavra crédito surge do vocábulo “crer”.

É a partir desta confiabilidade ancestral que o homem aprendeu a pegar emprestado e pagar o que deve. Honrar compromissos deveria ser uma regra do ser, jamais do “dever ser”. Mas nem sempre os homens cumprem o pactuado. É aqui que surgem a inadimplência, os cadastros dos que não pagam e milhares de processos judiciais que tornam o Direito Civil tão essencial para a vida moderna. A pequena história do crédito contada aqui serve para ilustrar o próximo passo do mercado rumo à relação com seus pagadores.

Já está no Congresso Nacional um projeto de lei que cria o Cadastro Positivo nos Sistemas de Proteção ao Crédito (SPCs). Será o inverso do que ocorre hoje. No futuro, as empresas terão acesso a uma lista de pessoas que realmente cumprem com suas obrigações. Reportagem da editoria de economia revela que a proposta visa disponibilizar juros mais baixos aos consumidores que figuram no cadastro como bons pagadores.

Ou seja: no lugar de apenas castigar quem esquece de honrar um cheque sem fundo ou letra de câmbio, o mercado prefere dar privilégios para quem não atrasa seus deveres econômicos. O futuro do crédito passa, portanto, pelo histórico comercial de clientes regulares e honestos. É esta a melhor solução para nossas empresas.


- Postado por: Santista às 11h32 AM
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Não busque o amanhã

Não busque o amanhã 
  
 


Amanhã é apenas uma força de vontade que temos dentro de nós. Uma forte força de vontade de viver. Amanhã é apenas uma data. Não é um dia. Dia é ‘hoje’ e ‘ontem’.

Não há razão para acreditar que o amanhã virá. Viver hoje já é um grande milagre de Deus. Um grande sopro seu. Não podemos suportar mais a dor do dia e esperar algo que pode não existir. Amanhã é só vontade. Só.

Não podemos suportar a dor do cachorro à espera da morte no canil. Não podemos suportar a dor do vizinho anônimo que reside com seus porões na vida trêmula no Hospital do Câncer. Nem as lágrimas que caem indiferentes ao corpo no velório que acontece todos os dias. Não há como esquecer a dor da mulher que descobriu o câncer, nem a dor do filho que soube que acabou de perder o pai ou mãe. Não há como esquecer a dor de quem lutou sempre na vida e nunca se levantou.

Não há como rejeitar a dor dos que têm dores e que acordam como se a vida fosse um eterno pesadelo, como se o mundo estivesse com todo o seu peso sob as suas costas e como se Deus estivesse impiedosamente tramando contra ele. Não há como rejeitar tudo isso.

O amanhã pode ser apenas ar, água, farinha de nada. Para o planeta, o Cosmos, ele até que existe plenamente e está sempre à frente do hoje. Para o social, o amanhã é fluido, ralo e não existe. Não podemos planejar nada, se, talvez, não possamos garantir nem mesmo a nossa própria existência.

Peço aos que lêem este texto que passem a aprender mais com o hoje, mesmo que sempre busquem no passado as suas raízes. Não podemos nem devemos pensar no amanhã como banco de recursos ou não podemos satisfazer nossa alma liquidando o hoje e colocando as nossas emoções nos juros do dia que pode não existir nunca. Não há como pensar em dizer ao filho amanhã o que se pode dizer hoje. Não podemos deixar de dizer aos pais o que podemos dizer hoje. Não há como se torturar com um dia que não existe. Se existe, então o que aconteceu amanhã? O que foi que eu fiz amanhã? Não há resposta para um dia que está à frente do hoje e que pode não chegar nunca em nossas vidas.

O que sentiram os que estavam diante da gigantesca onda (tsunami) se, na verdade, eles nem sabiam que estava embalada ali a própria morte? Por que crer que a vida está no amanhã, sendo que o amanhã é apenas plasta e convicção que temos de que é possível viver mais?

Muitos se projetam em vida, se esquecem do hoje, perdem o sabor da vida para se dedicar a um futuro que talvez não virá. Não é hora de parar e pensar que o ‘hoje’ é mais importante do que o ‘amanhã’ enquanto ato?

Muitos investem seus sentimentos a juros numa tabuada sem sentido, sem geografia e sem espaço definido. Não podemos ser o que não somos. Não podemos plantar quando não há solo para que possamos carpir nele.

Amanhã, um dia; depois de amanhã, uma angústia. É preciso perceber que o céu está sobre a sua cabeça e que a terra está sob seus pés. É preciso acreditar no hoje para que possamos fazer tudo dentro da perfeição, para que não erremos, mesmo que os erros nos traiam.

Não há mais como continuar vivendo e creditando no futuro a morte diária que passamos. Cada hora que passa é hora que morre em nossas vidas. Como se estivéssemos diante de uma grande janela de trem. Na vida passa tudo: até a vida. Não supervalorize o dia de amanhã, nem seja pessimista a ponto de pensar que a vida é somente hoje; sonhe, mas não pense só no amanhã, pode ser que você nem chegue lá. Pode ser que você encontre a morte antes. Viver hoje já é o suficiente.


- Postado por: Santista às 11h27 AM
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